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Selecção de Junho - 2009 - Esgotado
 
Quinta da Foz 2006

O nome é quase mítico no Vinho do Porto, o nome de uma das quintas mais sonantes do Douro, ali mesmo no meio do Pinhão, na foz do rio Pinhão, do pulmão e coração do Douro. A quinta, pertença da família Cálem há mais de um século, serviu como sede da empresa homónima durante décadas. Mas a vida não é imutável, nem tudo permanece seguro e inalterável, e, segundo o princípio de que tudo na vida tem um início e um fim, a Cálem teve de ser vendida a terceiros. Acordo que, como tem sido frequente na história do Douro, não inclui a Quinta da Foz que permaneceu nas mãos da família, administrada directamente por José Maria Cálem. Claro, com uma quinta tão promissora e tão bem situada, comum mar de vinhas velhas, pouco tardou até que novos projectos surgissem no horizonte.

Este, da colheita 2006, é o primeiro vinho da quinta, o primeiro a ver a luz do dia, o primeiro vinho próprio a nascer das vinhas da Quinta da Foz. A reconversão foi tremenda, num investimento e esforço brutais nas vinhas e na nova adega. Só a vinha velha não foi mexida e continua a ser trabalhada à mula. Uma vinha velha de setenta anos, preciosa pelo espólio de mais de trinta castas quase desaparecidas, encerrando variedades com nomes tão exóticos como Touriga Fêmea, Touriga Brasileira, Tinta da Barca, Donzelinho e tantas, tantas outras. A antiga adega renovada, novinha em folha, divide-se entre a modernidade dos lagares robotizados e a tradição da pisa a pé, aproveitando o melhor dos dois mundos. Talvez por isso o Quinta da Foz mostre um nariz tão frutado, com fruta madura e farta, fruta generosa, num estilo voluntarioso só possível no Douro. A boca não esconde a fruta, antes a renova, num tinto amplo, fresco, bem servido de taninos, guloso e poderoso. Mas atenção, este Quinta da Foz é muito mais que uma simples bombinha frutada. É um vinho impetuoso mas equilibrado, intenso mas elegante, duro mas tremendamente sedutor. Uma estreia auspiciosa!

Características
Região: Douro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 37,50 EUR

Domaine Calvet Thunevin - Les Dentelles 2005

Jean-Luc Thunevim dispensa apresentações prolongadas. É quase impossível passar ao lado de um dos homens mais influentes e provocadores de Bordéus, um agitador nato a quem dá um gozo supremo abalar o sistema. O "Bad Boy" de Bordéus, como é "carinhosamente" conhecido no meio, é o pai espiritual dos vinhos de garagem, dos vinhos de tiragem muito reduzida, dos vinhos de expressão exacerbada. Do nada, do rigorosamente nada, edificou o Château Valandraud, convertendo-o, em pouco mais de uma década, num dos ícones supremos de Bordéus, num dos vinhos mais caros, desejados e invejados de Saint-Emilion.

Jean-Luc Thunevim continua a gostar de provocar, de exibir o seu lado rebelde, de lutar contra as instituições, contra os dogmas que continuam a preencher e a dominar a viticultura francesa. Todos os pretextos são razoáveis e suficientes para comprar mais uma guerra. Como a intenção de fazer um "super vinho de mesa", associando o Merlot de Saint-Emilion com a Grenache e a Carignan de Roussillon. Um lote entre a região francesa mais enaltecida de sempre e uma das denominações mais genéricas de França, associada a vinhos baratos, ao grande volume!

Mas foi precisamente no Roussillon que este vinho, o Les Dentelles 2005, nasceu. É mais uma das cismas de Jean-Luc Thunevin, a determinação em mostrar ao mundo que o Roussillon pode oferecer vinhos extraordinários, vinhos únicos e poderosos, quase esmagadores na sua dimensão. Segundo Thunevin, as horas intermináveis de sol, o clima seco, ameno e previsível, os solos de xisto preto e as vinhas muito velhas de Grenache são a chave do Roussillon. Este lote, uma divisão quase equitativa entre a Grenache e a Carignan, um lote pouco tradicional na divisão, consagra um vinho poderoso e volumoso, uma verdadeira bomba atómica, um vinho guloso e tremendamente frutado, um peso pesado para os amantes de vinhos potentes e robustos. Sem nunca ceder à tentação do açúcar...

Características
Região: Roussillon
Castas: 50% Grenache e 50% Carignan
Estágio: 18 meses em largos cascos de madeira
Teor Alcoólico: 14%
Produção: 7.000 garrafas
Enólogo: Jean-Luc Thunevin
País: França
O nosso Preço: 1 x 24,10 EUR

Casal Figueira Vinhas Velhas 2008

O ano passado anunciámos, com enorme pesar, o fecho de um ciclo, o termo de um projecto, oferecendo na selecção de Maio o último vinho de António Carvalho, o derradeiro Casal Figueira nado em A-dos-Cunhados. Mal sabíamos nós, e mal sabia António Carvalho, que, apenas um ano depois estaríamos aqui a oferecer um novo vinho da sua autoria, o Casal Figueira Vinhas Velhas! E, de novo, em primeiríssima mão, em antecipação ao mercado. O nome mantém-se mas o conceito, esse mudou radicalmente. Mudou o sítio, mudou a vinha, mudaram as castas, mudou a adega, mudou a filosofia... e só mesmo a loucura e a mestria se mantêm presentes, mesmo que aplicadas de forma bem diferente!

Porque só mesmo a loucura poderia justificar o arrojo deste novo vinho. Afinal, quem se iria lembrar de apostar em Montejunto, na Serra de Montejunto, em vinhas velhas de que todos desconheciam a existência? Quem mais se aventuraria numa casta desprezada por todos, a Vital, uma casta de má reputação, adequada sobretudo para os milhões de litros de vinhos indistintos das muitas adegas cooperativas da zona? Só mesmo António Carvalho conseguiria descobrir estas vinhas centenárias perdidas no coração da serra, vinhas velhas e retorcidas pelo tempo, implantadas num chão incrivelmente pedregoso... onde nada deveria poder crescer! Vinhas irrepreensíveis mas de produções grotescas, progenitoras de cachos com uma concentração que só o tempo e a penúria dos solos podem adiantar. Por ora as vinhas são arrendadas e o vinho feito em adega alheia, na adega de um bom amigo. Este é um vinho experimental, uma produção insignificante de um vinho que quase não terá expressão comercial. António Carvalho ainda está a apalpar terreno, a descobrir as virtudes e sortilégios de Montejunto, os melhores locais, as melhores castas. Por ora temos este Vital de vinhas velhíssimas, um vinho surpreendentemente carnudo e fresco, complexo e apelativo, intenso, um vinho que nos faz pensar e nos dá o prazer de redescobrir a casta Vital.

Características
Região: Tejo
Castas: Vital
Enólogo: António Carvalho
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 15,00 EUR

Ariyanas Naturalmente Dulce 2007 - 50 cl

Mais uma vez não conseguimos esconder o imenso orgulho que sentimos ao anunciar um vinho único, um achado monumental que fomos resgatar ao sul de Espanha, à serrania de Málaga, na Axarquía. Um vinho absolutamente extraordinário, daqueles que marca indelevelmente todos os que tiverem a fortuna de o provar. Infelizmente, serão poucos a ter tal ventura, porque a produção é mínima e a disponibilidade... quase nula! É um Moscatel doce, na senda dos vinhos Molino Real e Jorge Ordóñez, puro e cristalino como poucos, sensual e voluptuoso na boca, temperado por uma acidez mordaz que o torna tão ligeiro e refrescante, tão complexo e entusiasta, tão rico e opulento. É, um vinho de puro prazer hedonista, de simples deleite, de prazer infinito.

Os seus obreiros são um jovem casal holandês, Clara Verheij e André Both que, apesar de pouco saberem sobre vinho, tiveram a coragem, ou a demência, de montar uma pequena adega debaixo de casa. Tudo começou quando chegados à Serra de Málaga descobriram um pequeno pedaço de terra a que chamaram casa, uma pequena fazenda no meio da paisagem áspera da serra. Terra que contava com pouco mais de um hectare de vinhas velhas de Moscatel de Alexandria, vinhas quase centenárias, dispostas em taça, vinhas a necessitar de recuperação urgente. Lançaram mãos à obra, pediram ajuda a muitos, investigaram, cuidaram das vinhas, aconselharam-se com os melhores, estudaram o passado, aproveitaram a experiência dos velhos agricultores da região... e fizeram um grande, grande vinho! Tão, tão impressionante que ganhou entrada directa na carta de restaurantes como o Can Fabes, Martin Berasategui ou Gordon Ramsey. Tão, tão impressionante que recebeu crípticas entusiásticas e arrebatadas de Jancis Robinson, instantaneamente apaixonada por tamanho vinho, atribuindo-lhe um rotundo 18 de classificação. E não se surpreenda quando descobrir que este Ariyanas Naturalmente Dulce vem vedado com um VinoLok, uma tampa de vidro que substitui a tradicional rolha de cortiça...

Características
Região: Málaga
Castas: Moscatel de Alexandria
Estágio: Inox
Teor Alcoólico: 13%
Enólogo: Clara Verheij e André Both
País: Espanha
O nosso Preço: 1 x 15,90 EUR


Selecção de Junho - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta da Foz 2006 2 x 37,50 EUR
Domaine Calvet Thunevin - Les Dentelles 2005 1 x 24,10 EUR
Casal Figueira Vinhas Velhas 2008 2 x 15,00 EUR
Ariyanas Naturalmente Dulce 2007 - 50 cl 1 x 15,90 EUR
Totais:   145,00 EUR

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