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| Selecção de Abril - 2009 - Esgotado
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| Numanthia 2006 |
Conseguimos interceptar e desencaminhar este Numanthia 2006 para o nosso clube mas, temos de o confessar, a tarefa não foi nada fácil. Ainda antes de chegar ao mercado, ainda antes de ser rateado, o Numanthia já está todo vendido, num caso de sucesso imparável que começou logo em 1998, na primeira edição comercial. Claro que os 95 pontos Parker que recebeu logo na estreia ajudaram à festa! Nasce em Toro, a região mais excitante de Espanha, a denominação da moda que veio destronar da ribalta o anterior protagonismo do Priorato. Apesar de só agora ter arribado à notoriedade, Toro é uma das regiões vinícolas mais antigas de Espanha, um dos fiéis entrepostos genéticos da casta Tinta do Toro, o clone local da casta Tempranillo. A penúria e o isolamento que atormentaram o passado são hoje os principais trunfos de Toro, uma pobreza tão grande que impediu para sempre a renovação das vinhas, o arrancar das velhas cepas, o cultivar de novas variedades. Por isso, hoje, os campos transbordam de vinhas velhas, vinhas muito velhas... e vinhas obscenamente velhas, em extensões inimagináveis!
Em Numanthia, as vinhas mais jovens contam com 70 vindimas às costas, enquanto as mais velhas, essas já se orgulham dos 100 anos de vida, algumas delas pré-filoxéricas. Na vinha não existe vida para além da querida Tinta de Toro. São vinhas velhas e exauridas pelo tempo, super concentradas, de rendimentos grotescos. Estatisticamente, a produção não atinge a tonelada por hectare, com vinhas plantadas em solos pobres argilo-calcários, cobertos para um manto arenoso. Sim, é mais que certo, o Numanthia 2006 é um vinho concentrado, carnudo e expressivo, poderoso, um tinto impróprio para cardíacos. Mas, apesar do volume e da envergadura, apesar da musculatura dilatada, mantém uma frescura imensa, um viço e descaramento que o suavizam e humanizam. Afinal, não foi à toa que a Louis Vuitton - Moet Hennessy pagou uma autêntica fortuna para adquirir as vinhas e os vinhos Numanthia aos antigos proprietários...
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Características
| Região: |
Toro |
| Castas: |
100% Tinto Fino |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
15% |
| Produção: |
4.200 garrafas |
| País: |
Espanha |
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O nosso Preço: 1
x 39,70 EUR
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| blog 2006 |
É uma estreia mundial que apresentamos em primeira-mão. Depois do ".com" e do ":beb", rótulos de nome feliz e recorte jovem e urbano, eis que é agora chegada a vez do irmão mais velho e mais ambicioso, o blog 2006, assim mesmo, sempre em minúsculas. São os vinhos de Tiago Cabaço, um dos produtores mais jovens do Alentejo, e, seguramente, um dos nomes mais promissores da nova geração. Tiago Cabaço que começou bem cedo, ainda em casa paterna, com o vinho dos pais, o Monte dos Cabaços, com quem hoje divide a adega. Senhor de um espírito irreverente e independente, cedo quis ter carta de alforria, lançando-se na grande aventura de ter marca própria, um vinho seu. Simultaneamente sonhador mas visceralmente racional, cedo percebeu que poderia, e deveria, fazer um vinho fácil mas sério, um vinho jovem e irreverente, acessível no preço, sem as facilidades e tiques tão frequentemente associadas a este estilo de vinhos. Foi assim que nasceu o ".com", um incrível caso de sucesso comercial que demonstrou a justeza do conceito.
Mas claro, a ambição de fazer um vinho ainda mais sério, poderoso, mais musculado e vigoroso, nunca o abandonou. É o sonho de qualquer produtor! Depois de muita reflexão, de alguns ensaios e discussões, nasceu então o blog 2006, um lote de Alicante Bouschet e Touriga Nacional, a que se junta um cheirinho de Syrah, em jeito de tempero, de sal e pimenta. Cortou-se na madeira nova para não marcar demasiado o vinho, para não abafar, para deixar que o vinho exprima a sua voz sem constrangimentos. Que o vinho é simplesmente bombástico e tentador é dizer pouco. É que, para além da intensidade e da exuberância aromática, da sedução da fruta, da envergadura e energia corporal, sobra ainda espaço para uma frescura imprevista, uma fogosidade e impetuosidade que lhe acrescentam uma dimensão jovial e inesperada. Sem em 2006, ano de todas as dificuldades, nasce um blog assim, o que esperar de futuras colheitas?
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Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Produção: |
1.300 garrafas |
| Enólogo: |
Susana Estéban |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 22,50 EUR
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| Muxagat 2005 |
A verdadeira beleza raramente é espalhafatosa ou vistosa. Quantas vezes já lhe aconteceu, passar por um sítio sem olhar com olhos de ver, sem se dar conta da beleza real, sem se aperceber da verdadeira dimensão da paisagem? Quantas vezes já olhou para um rótulo, para mais uma referência na prateleira, sem lhe prestar a devida atenção? Quantos vinhos únicos e exclusivos, vinhos serenos e inimitáveis, perdeu por simples distracção? O Muxagat terá sido, certamente, um desses vinhos, um nome desgarrado na multidão, um rótulo subestimado, uma referência longínqua, ignorada por muitos... mas conhecido e respeitado pelos pares. Este é um dos vinhos que fará parte da segunda leva do Douro, da segunda geração de vinhos de referência, do restrito lote de vinhos paradigmas que despontam na região. Nasce das mãos de Mateus Nicolau de Almeida, filho de João Nicolau de Almeida e neto de Fernando Nicolau de Almeida, progenitores de peso que lhe passaram muita sabedoria!
Nasce lá nos altos, em Foz Côa, nascido do projecto intimista de Mateus Nicolau de Almeida. O vinho rebenta com a mesma simplicidade com que Mateus Nicolau de Almeida encara a vida, com uma tranquilidade e segurança assombrosas para a juventude, com um ideal romântico que transparece de imediato neste Muxagat 2005. Raramente conseguimos capturar de forma tão clara a mistura explosiva entre o carácter selvagem e indomável do Douro, entre a frescura e estoicismo da fruta que a altitude permite, entre a suavidade e delicadeza que o homem autorizou. Numa adega simples e espartana, sem qualquer modernidade ou conforto da tecnologia, Mateus Nicolau de Almeida dá corpo a um vinho autêntico e puro, sem floreados nem fogos de artifício, um vinho que exprime de forma perfeita a aliança entre o homem e o terroir. Um vinho animado na acidez, delicado e austero na fruta, suficientemente encorpado e desassombrado, bem distante do estereótipo do Douro Superior. Um verdadeiro vinho de autor!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional (60%) e Touriga Franca (40%) |
| Estágio: |
15 meses em barricas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
23.000 garrafas |
| Enólogo: |
Mateus Nicolau de Almeida |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 14,20 EUR
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| Quinta Sardonia 2006 |
Há coisas estranhas no mundo do vinho. Bastariam mais uns metros, uma escassa centena de metros, para que os vinhos Quinta Sardonia assentassem arraiais dentro dos limites da denominação Ribera del Duero. Claro, comercialmente o nome seria muito mais sonante que Vino de la Tierra de Castilla y León, nome vago e sem apelo sem história e sem brilho. Mas então, o que fazer quando os vinte hectares da Quinta Sardonia, embora fora da denominação, provaram ser francamente superiores aos terrenos adjacentes, esses sim com direito à denominação de origem? Optar pela denominação mais segura e prestigiada, apesar dos solos abertamente inferiores, ou, arrojadamente, esquecer as sentenças comerciais e optar pelo melhor terroir? A decisão, como bem se vê, apesar de difícil, foi mais que acertada!
Mas também, o que esperar de um grupo de nove amigos loucos pelo vinho, autênticos freaks do vinho, um grupo misto de fanáticos e visionários, ansiosos por criar um dos grandes vinhos de Espanha? Não olharam, nem olham, a meios, e nunca cederam perante qualquer contrariedade. Move-os o coração e a ilusão de fazer um vinho monumental, as ganas de mostrar que a opção de escolha pelo terroir foi acertada. Não deixaram nada ao acaso. Começaram logo por arregimentar o ultra famoso Peter Sisseck, o maestro mágico de Pingus, acompanhado a tempo inteiro pelo jovem enólogo francês, Jerome Bougnaud. Completaram um estudo geológico exaustivo de cada parcela, estudo que lhes reservou surpresas inimagináveis. Identificaram onze tipos de solos, todos únicos, que deram génese a sete castas, plantadas entre os 700 e os 800 metros de altitude, a meros 400 metros do rio Douro. Gastaram muito dinheiro na vinha e muito pouco no embelezamento da adega, moderna e funcional, mas austera e sem excentricidades. Em 2006, ano de nascimento do quinto Sardonia, despontou um vinho que, apesar dos 15,5% de álcool, se mostra profundamente equilibrado, denso mas redondo, explosivo, frutado mas incisivamente mineral. |
Características
| Região: |
Vino de la Tierra de castilla y León |
| Castas: |
75% Tinto Fino, 10% Cabernet Sauvignon, 5% Syrah, 4% Petit Verdot, 3% Malbec e 3% Cabernet Franc |
| Estágio: |
17 meses em 50% de barricas novas e 50% de barricas usadas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
15,5% |
| Produção: |
35.000 garrafas |
| Enólogo: |
Peter Sisseck e Jerome Bougnaud |
| País: |
Espanha |
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O nosso Preço: 1
x 45,90 EUR
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Selecção de Abril - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Numanthia 2006 |
1 x 39,70 EUR |
| blog 2006 |
2 x 22,50 EUR |
| Muxagat 2005 |
2 x 14,20 EUR |
| Quinta Sardonia 2006 |
1 x 45,90 EUR |
| Totais: |
159,00 EUR |
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