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| Selecção de Março - 2009 - Esgotado
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| Clos Mogador 2006 |
Estas coisas acontecem! Por vezes sentimos necessidade, com que num regresso freudiano a um passado pouco distante, de reviver os vinhos duros e concentrados, vinhos obstinados e expansivos, vinhos que, de tão pretos e tão densos, quase se poderiam tomar de faca e garfo. Nada mais natural. Porque afinal, os prazeres carnais e instintivos, as satisfações naturais e espontâneas, podem ser tão tonificantes e civilizadas como os desejos mais delicados e eruditos. São assim mesmo os vinhos de René Barbier, vinhos de credo e determinação, vinhos de deleite e satisfação, vinhos de loucura e paixão. São vinhos de autor, feitos à imagem do progenitor, vinhos simultaneamente filosóficos e intuitivos. De tão pessoais e intransigentes, de tão distintos e irreverentes, são vinhos de amor ou ódio, de ardor ou rancor. É difícil quedar-se perdido num meio-termo.
Por regra são vinhos taninosos, subtilmente reduzidos, com toques vivos de acidez volátil e uma dureza impressionante na infância. Não são vinhos fáceis... nem nunca o pretenderam ser. São vinhos autênticos, frutos da terra e do homem, de um território duro e selvagem. Mas dê-lhes alguns anos em garrafa, entre os dez e os quinze anos de estágio, e verá que os Clos Mogador se situam sempre entre os vinhos mais expressivos e monumentais de cada colheita no Priorato, ganhando uma elegância e complexidade inesperadas. É o resultado palpável, para além do génio não intervencionista de René Barbier e dos seus já trinta anos de experiência, das vinhas quase centenárias desarrumadas de forma racional num belíssimo anfiteatro natural. Mas ainda existe um terceiro segredo, expresso num lote único que, para além das costumeiras Garnacha, Cabernet Sauvignon e Syrah, acrescenta ainda, mesmo que em doses homeopáticas, o Pinot Noir, o Merlot e o Monastrell. Pequenos complementos e acessórios que lhe acrescentam uma dimensão e expressão inusitada para a zona, sobretudo num ano tão difícil como 2006!
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Características
| Região: |
Priorato |
| Castas: |
Garnacha, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Merlot e Monastrell |
| Estágio: |
Barricas novas e usadas de de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Enólogo: |
René Barbier |
| País: |
Espanha |
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O nosso Preço: 1
x 49,00 EUR
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| Kompassus Reserva 2005 |
Por mais diligências que ministrar, por mais esforços que consumar, não será fácil encontrar um produtor de perfil mais "low profile", um produtor mais recatado e reservado que João Alberto Póvoa, mentor espiritual e material do novo projecto que dá pelo estranho nome de Kompassus. Kompassus porque a vinha está estabelecida num compasso tão apertado, com tamanha densidade, com tal proximidade entre plantas, que a concorrência e rivalidade entre cada pé de videira é absolutamente assombrosa. Desde sempre, este foi um projecto discreto, sensato, resguardado dobre um saudável manto de ponderação. Começou em 1990, então sob o nome Quinta de Baixo, rótulo que proporcionou vinhos incomparáveis e excepcionais, vinhos longevos e repletos de carácter.
Agora sob outro nome, sob esta estranha designação de Kompassus, nasceram dois vinhos extraordinários, de aclamação e elogio prontos. Primeiro um vinho extreme de Baga, um vinho poderoso e monumental, quase brutal, um vinho enorme que espelha de forma despudorada as virtudes da Baga velha. Compreensivelmente, as atenções centraram-se de imediato neste pequeno monstro. Infelizmente, porque com isso perderam oportunidade de contemplar e discutir este magnífico Kompassus Reserva 2005, num lote quase perfeito entre a Touriga Nacional e o Merlot, num casamento idílico entre a fruta e o vigor, entre a virilidade dos taninos e a densidade e suavidade da fruta, entre a potência e a harmonia, entre a rusticidade e a elegância. Touriga Nacional de vinha velha, de compasso e densidade incisivos, sem os floreados e floridos de outras paragens, sem o lado feminino que tantas vezes caracteriza a casta Touriga Nacional. Este é um vinho sério e poderoso, denso mas ainda quase imberbe, um vinho sólido e persuasivo que necessita de decantação atempada ou de tempo em garrafa para mostrar todas as muitas virtudes! Um Reserva que mais parece um Garrafeira! Um vinhão!
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Características
| Região: |
Bairrada |
| Castas: |
Touriga Nacional e Merlot |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês Allier |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Enólogo: |
João Póvoa |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 19,50 EUR
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| Quinta Casa Amarela Reserva 2006 |
Nem todos os vinhos nascem fruto de um plano bem cuidado e estruturado, de uma reflexão profunda, de desejos e aspirações longamente matutados. Por vezes, o destino, os simples acasos da vida, encarregam-se de moldar o futuro de uma casa, de influir caminhos, de acrescentar mais valias inesperadas. Foi o caso deste Reserva da Quinta da Casa Amarela, nascido de forma empírica, da simples observação dos lagares. Desde as primeiras fermentações, desde as primeiras experiências, desde os primeiros momentos da Casa Amarela, foi fácil perceber que um dos lagares, correspondente a uma das vinhas mais velhas da quinta, patenteava particularidades e predicados superiores, um carácter distinto e temperamental que se demarcava das restantes vinhas. A decisão foi fácil de tomar. Afinal, nada melhor que um vinho Reserva nascido de forma espontânea, um Reserva feito na vinha, nascido de forma natural, imposto pela natureza. Uma vinha muito velha, de castas misturadas, como é costumeiro no Douro, mas uma vinha pouco tradicional pela altitude elevada¿ tão, tão, elevada que a vindima, por regra, só se inicia a meados de Outubro, no momento em que as restantes parcelas de vinha da Casa Amarela já se encontram a fermentar. Vinha velha de altitude elevada que acrescenta uma frescura e jovialidade pouco habituais no Douro.
E depois, para rematar a originalidade deste Casa Amarela Reserva, temos ainda a adega, tradicional e conservadora, com a manutenção integral dos lagares velhos e da pisa a pé, e a personalidade energética de Laura Regueiro. Porque não tenhamos dúvidas, este Reserva da Casa Amarela reflecte o carácter temperamental, incondicional, infatigável e apaixonado de Laura Regueiro, a alma que conduz e comanda a Casa Amarela desde a nascença. Paixão e perseverança que conduziram este Reserva de 2006 a uma profundidade e elegância pouco comuns para um ano tão difícil como 2006, a um equilíbrio e harmonia de excelente recorte. Um belíssimo vinho do Baixo Corgo.
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz |
| Estágio: |
Barricas novas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Enólogo: |
Jean-Hugues Gros |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 1
x 29,00 EUR
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| Ázeo Reserva branco 2006 |
É agradável perceber que, aparentemente, os vinhos brancos regressaram, de novo, ao estatuto de vinhos de eleição. Depois de quase uma década de escárnio e maldizer, de uma década tresmalhada, onde se tornou moda afirmar que o vinho só faria sentido quando tinto, eis que os vinhos brancos regressam em força para reassumir o papel primordial que sempre lhes esteve destinado. Foram muitas, as regiões que conseguiram capitalizar este verdadeiro renascer das cinzas... mas nenhuma foi tão eficaz e perspicaz como o Douro. De região sem história e tradição nos vinhos brancos de excelência, o Douro elevou-se, por mérito próprio, ao estatuto de potência máxima nesta difícil categoria. Entre outros, a capitanear esta autêntica revolução de práticas e mentalidades, esteve João Brito e Cunha, alma, espírito e razão de ser para os vinhos Ázeo de tão fino recorte.
Primeiro nasceram os Ázeo brancos, que tão boa conta deram de si. Agora, e pela primeiríssima vez, João Brito e Cunha apresenta um Reserva branco, um vinho absolutamente espantoso, um branco irresistível, de forte pendor mineral, volumoso e cheio, sem nunca perder o sentido da proporção e elegância. A empreitada foi dura... mas valeu a pena. Assim, de uma simples penada, este Ázeo Reserva eleva a fasquia dos vinhos brancos nacionais para um patamar muito elevado. Quase tão elevado quanto as vinhas velhas de onde provém este Reserva, vinhas misturadas e de castas quase indecifráveis, vinhas de produtividade quase grotesca. As vinhas explicam parte substancial do mistério sobre tamanha qualidade. O restante está na adega, na sapiência de João Brito e Cunha e nas barricas usadas de 400 litros que permitem uma madeira tão bem integrada, na longa fermentação em contentores de frio. Uma soma de pequenos detalhes e insignificâncias que verdadeiramente moldam o carácter de um vinho. E que vinho! Sim, porque não é à toa que a prestigiada revista Decanter elege reiteradamente o Ázeo como uma das melhores apostas nacionais...
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
20% Viosinho, 80% vinhas velhas aprx. 60 anos |
| Estágio: |
Barricas novas e usadas de 400 litros de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
1.900 Garrafas |
| Enólogo: |
João Brito e Cunha |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 19,00 EUR
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Selecção de Março - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Clos Mogador 2006 |
1 x 49,00 EUR |
| Kompassus Reserva 2005 |
2 x 19,50 EUR |
| Quinta Casa Amarela Reserva 2006 |
1 x 29,00 EUR |
| Ázeo Reserva branco 2006 |
2 x 19,00 EUR |
| Totais: |
155,00 EUR |
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