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Selecção de Setembro - 2008 - Esgotado
 
Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2005

Não há como negá-lo, os vinhos da Quinta do Mouro são em tudo distintos, únicos no mar de vinho alentejano, distintos no padrão, na forma e na substância. Mais, em prova cega dificilmente conseguem ser identificados como vinhos alentejanos, tal a frescura, dimensão e amplitude evidenciadas. São vinhos singulares, retrato de um terroir tão peculiar. Mas, acima de tudo, são a expressão clara da personalidade irreverente de Miguel Louro, a alma, coração e inspiração da Quinta do Mouro. São o resultado palpável de uma vida dedicada à vinha e ao vinho, de um carácter forte e frontal, de escolhas aparentemente irracionais, de opções de viticultura e enologia que, por vezes, roçam a primorosa loucura. Na Quinta do Mouro percebe-se um prazer quase perverso em ver e fazer sofrer a vinha, em dificultar-lhe a vida ao extremo, em interferir, em intrometer-se na vida da videira, em ser do contra. Para o bem e para o mal, com toda esta perversidade e intervenção na vinha, o vinho fica marcado! E os resultados finais são bem explícitos sobre a virtude destas práticas tão intervencionistas na vinha.

Fazer este Rótulo Dourado é que não foi nada fácil. Miguel Louro é exigente e tem convicções profundas. É assim mesmo, se gosta, gosta, se não gosta, não gosta! Sem rodeios, sem necessidade de ser politicamente correcto, sem frases feitas e sem contemporizações. Pleno de autenticidade e carácter. Levou tempo, como em todos os rótulos dourados anteriores, em perceber se gostava mesmo do vinho... ou não! Por vezes ficava apaixonado e rendido aos seus encantos, apenas para mais tarde começar a duvidar da sua validade. E Miguel Louro é mesmo assim, se não gostar do vinho não o vende. Mesmo! Levou tempo, mas quando tomou a decisão não tinha qualquer sombra de dúvidas, este é um dos melhores vinhos de sempre da Quinta do Mouro e nós corroboramos a afirmação!

Características
Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico: 14%
Enólogo: Luis Duarte e Miguel Louro
País: Portugal
O nosso Preço: 1 x 49,00 EUR

Gouvyas Vinhas Velhas 2005

Sim, o nome Gouvyas soa raro, pouco evidente, difícil de encaixar e enquadrar no nosso padrão tradicional de referências. E afinal, como quase sempre, a explicação aparece simples e despretensiosa, evidente quando descobrimos que o nome original, em latim, da aldeia de Gouvinhas, coração da empresa, é... Gouvyas! Tão simples e intuitivo como os vinhos da Bago de Touriga, empresa de autor, ou melhor, de autores, produtor assumido de vinhos que espelham a monumentalidade do Douro, expressões puras de terroir. Uma associação quase perfeita entre a irreverência, irrequietude e anti conformismo de João Roseira e o pragmatismo e rigor de Luis Soares Duarte. Uma eucaristia comum no respeito pela terra e pelos homens que a trabalham, na reverência e fé na tradição e inovação. Uma comunhão de valores no justo equilíbrio entre inspiração e transpiração.

Sem vinhas próprias voltaram às origens, aos contratos e parcerias com pequenos produtores, na busca de vinhas especiais, na demanda de pequenas parcelas, lotes peculiares, vinhas que consigam expressar o espírito selvagem e genuíno do Douro. Vinhas que permitam alimentar vinhos equilibrados, ajuizados e harmoniosos, vinhos naturais, vinhos realmente excepcionais e originais na identificação do berço. Mas também vinhos rigorosos e precisos, sem lugar a improvisações e fantasias. E é precisamente esse rigor e segurança, essa capacidade de expressar o Douro, que encontramos neste Gouvyas Vinhas Velhas de 2005, um vinho de extracção perfeita, sem ponta de excessos, um vinho concentrado, sim, mas permanentemente elegante e aprimorado. Afinal, com este Gouvyas Vinhas Velhas, João Roseira e Luis Soares Duarte conseguiram reunir três das mais difíceis peças na grande equação do vinho - complexidade, elegância e concentração.

Características
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5%
Enólogo: Luis Soares Duarte
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 29,00 EUR

Nossa 2007

É a estreia, a grande antestreia nacional do Nossa, um branco novato de um igualmente novo produtor. Directamente das Beiras, do centro de Portugal, este é o primeiríssimo vinho do produtor "Vinhos Doidos", a nova coqueluche da região centro, o primeiro vinho a desembarcar no mercado nacional. Sim, sim, é verdade, o nome é algo excêntrico e raro, mas eloquente e expressivo no estilo que os autores imprimem aos vinhos. Na verdade, o nome retrata, de forma fiel, a forma como os dois autores entendem o vinho, a saudável loucura e a paixão com que vivem o vinho.

Mas afinal, quem são estes dois autores tão misteriosos? Nada mais, nada menos, que Filipa Pato e o seu marido, William Wouters. Filipa Pato, claro, desobriga a qualquer apresentação alongada, e o seu percurso de excelência é por demais conhecido e reconhecido. William Wouters, belga de nascimento, amante do vinho, antigo escanção campeão da Bélgica, faz parte da quinta geração de uma família com longa tradição na restauração de Antuérpia. William Wouters respira e transpira vinho por todos os poros. Juntos formaram a empresa "Vinhos Doidos", forma feliz de enunciarem os vinhos que mais os transcendem.

Por ora existem dois vinhos, o Bossa e o Nossa, numa homenagem directa à Bossa-nova, ao Brasil, país onde se conheceram. O Bossa é um vinho simples e directo, sem pretensões de maior, mas este Nossa, aqui em primeira edição, é um vinho ambicioso, um branco extraordinário que irá fazer levantar muitos sobrolhos. Nasce das duas castas que mais apreciam, Encruzado e Bical, das duas regiões que mais admiram, Dão e Bairrada. É um verdadeiro vinho das Beiras, num lote clássico que junta o corpo e volume do Encruzado, com a frescura, mineralidade e dinamismo da Bical. Resultou um vinho excitante e cristalino, enorme no comprimento final, mineral como poucos, num estilo que o avizinha de vinhos de carácter mais próximos da Europa central. Muito mais que um vinho para provar, é um vinho que dá prazer beber!

Características
Região: Beiras
Castas: Encruzado e Bical
Teor Alcoólico: 13 %
Enólogo: Filipa Pato
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 19,50 EUR

Doda 2005

Começou por ser Dado e agora é Doda, não por capricho ou extravagância dos progenitores, apesar da singularidade assumida pelos dois, mas por inevitabilidade, por necessidade legal. Já lá vamos! Comecemos pelo apelido de berço, pelo título académico original que resulta da contracção dos nomes Dão e Douro, as duas regiões que emprestam uvas para este vinho de mesa. Vinho de mesa sim, porque, de acordo com a legislação comunitária, a mescla de uvas de duas denominações de origem implica uma despromoção automática para a classe mais comezinha possível, o vinho de mesa. Classificação que impede a indicação de informações tão elementares e essenciais como o nome das castas ou, ainda pior, da data de colheita. Por isso, numa tentativa expedita de contornar as regras burocráticas, convencionou-se chamar à primeira edição do Dado o primeiro Dado, à segunda edição segundo Dado, sabendo que o primeiro a tomar vida foi o Dado de 2000. Só que, e é aqui que entra a mudança de nome, aparentemente o título Dado já tinha registo anterior, registo que foi agora reclamado por quem de direito. Face à necessidade da metamorfose, alterou-se o género, passando de Dado a Doda, nome que, de novo, resulta da contracção dos nomes Douro e Dão. O vinho que propomos é o quinto da série a ser publicado, deduzindo-se pois que será o Doda de 2005.

Douro e Dão porque os seus autores, Dirk Niepoort e Álvaro Castro, os dois "enfant terrible" de Portugal, sempre acreditaram na complementaridade da relação. Sempre confiaram que a comunhão entre a generosidade, a fruta e o corpo do Douro poderiam ser bem temperados pela sobriedade, acidez e frescura do Dão. Que o vigor do Douro poderia ser bem condimentado e revigorado pela delicadeza do Dão. E é precisamente isso que este Doda nos oferece, um vinho poderoso mas contido, musculado mas delicado. Um Doda que começa avassalador na potência e termina macio e aveludado, sedutor e melodioso. E para mais, é um vinho de mesa que sabe envelhecer...

Características
Região: Douro e Dão
Teor Alcoólico: 14 %
Enólogo: Dirk Niepoort e Álvaro Castro
País: Portugal
O nosso Preço: 1 x 29,00 EUR


Selecção de Setembro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2005 1 x 49,00 EUR
Gouvyas Vinhas Velhas 2005 2 x 29,00 EUR
Nossa 2007 2 x 19,50 EUR
Doda 2005 1 x 29,00 EUR
Totais:   175,00 EUR

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