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| Selecção de Julho - 2007 - Esgotado
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| Barca Velha 1999 |
Lançamento anunciado há meses, a Sogrape liberta finalmente o mais emblemático dos rótulos nacionais! E que mais se pode dizer do Barca Velha? Que foi o 1º grande vinho de mesa do Douro, já todos sabem. Das vicissitudes da sua criação por Fernando Nicolau de Almeida, também já muito se falou. Que desde o primeiro até este conta 15 edições, ou seja, em mais de meio século apenas 15 vinhos - 1952, 53, 54, 57, 64, 65, 66, 78, 81, 82, 83, 85, 91, 95 e 99 - é a prova da sua excepcionalidade. Que ajuda a explicar o mito!
Mas, além das peripécias mil vezes contadas, interessa reter que em toda essa história o vinho teve apenas 2 equipas técnicas na sua elaboração. O que lhe deu uma constância de estilo única. Acontece porém que, na última década, esse estilo incontestado viu-se confrontado com uma nova vaga de grandes vinhos. Para piorar, a marca perdeu ainda a Quinta que a viu nascer (Meão). Resultado, para a nova geração de apreciadores, formada à sombra da revolução duriense, aquele estilo sofria com a comparação. E a Sogrape sabia-o.
Ora, se alguém dispunha dos meios - capital, tempo, "know-how" - para devolver o brilho ao Barca Velha, era o maior grupo português. E foi o que o enólogo José Maria Soares Franco e a sua equipa fizeram, desde o início, na Quinta da Leda. Da vinha à adega, estudando, aplicando e desenvolvendo o que sempre faltou no Douro: as coordenadas científicas para um real conhecimento da planta e perfeito domínio da fruta (por castas, altitudes, exposição, etc.). Trabalho moroso, nada mediático, mas indispensável para chegar ao melhor vinho. Para resolver, por exemplo, a equação maturação/acidez com uvas da mesma casta mas de diferentes altitudes, nas percentagens adequadas a cada colheita. Variantes que, acreditem, ninguém em Portugal terá aprofundado como a Sogrape o fez em Almendra. Sendo este o primeiro expoente de tal esforço. Acabou, por exemplo, a predominãncia de Tinta Roriz. Mas, enquanto vinho, para nós, ganha em tudo aos anteriores. Sem rodeios: o melhor Barca Velha de todos!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinto Cão provenientes da Quinta da Leda, com alguma mistura de uvas provenientes de vinhas a altitudes mais elevadas. |
| Vinificação: |
Fruta totalmente desengaçada e sujeita a suave esmagamento. Maceração e fermentação em cubas de inox e/ou lagares robóticos, com remontagem intensa, sob temperatura controlada. Maceração longa, de cerca de 21 dias. Os lotes com potencial para Barca Velha são transportados para Vila Nova de Gaia, imediatamente após a maceração, e iniciam a maturação durante cerca de ano e meio (dependendo do lote e da vasilha em causa) em barricas novas de carvalho francês. O lote final é elaborado a partir da selecção continuada das melhores barricas, depois de inúmeras provas e análises efectuadas durante a maturação. É nessa selecção cuidada e loteamento que reside ainda um dos grandes segredos do vinho. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
José Maria Soares Franco e Luís Sottomayor. |
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O nosso Preço: 1
x 128,60 EUR
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| Casa Ferreirinha Colheita 1998 |
No mês do Barca Velha, emparceiramos o mítico rótulo com aquele que esteve para o ser, mas afinal não foi. Talvez seja a melhor definição deste vinho, ainda com mais tempo de maturação que o seu parente nobre. Um Barca que não foi, ou, como diz um amigo, passe a expressão, o Barca dos "espertos", que é como quem diz, dos caçadores de pechinchas... Isto, porque está de facto num patamar próximo, muito próximo, do outro e a preço muito mais acessível (a velha questão do muito que por vezes se paga por diferenças subtis...).
Na prática, recebeu os mesmos mimos e foi tratado como Barca Velha - mistura de 4 castas da Quinta da Leda, acrescida de uvas de zonas mais altas; logo após a vinificação, transportado para Gaia onde estagiou ano e meio em pequenas barricas novas - até a Casa optar pelo 99. O que sucederia bastante mais tarde, como se comprova pelo estágio que este também gozou, tanto em barrica como em garrafa. Quer isto dizer que o potencial estava lá e só em fase mais adiantada da maturação, com os vinhos já bem evoluídos, puderam os enólogos optar. Entregando a coroa a um (99) e relegando o outro (98) para a designação Colheita.
A nossa dúvida prende-se com isso mesmo, uma vez que se trata de uma categoria que a Sogrape passa a usar no Douro, Dão e Alentejo, para os vinhos que vêm a seguir aos Reserva. Segundo nos dizem, o conceito é designar o lote que melhor reflecte o ano, na região em causa. Ora, não seria mais lógico diferenciar este como "Reserva Especial"? Não nos parece que o melhor lote, tratado com todos os mimos pelo produtor e posto em venda 8 (oito!!!) anos após a colheita, possa ser catalogado como vinho abaixo do Reserva...
Outra hipótese, com os riscos inerentes, é a escolha entre o que será ou não Barca Velha ser feita mais cedo e o Colheita duriense ser comercializado mais cedo. Como os seus homónimos. É provável. É bem possível que este 98 seja o último Colheita com filosofia de "Barca". Ou seja, o último "Barca" a preço de Colheita! |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca provenientes da Quinta da Leda e alguma mistura de uvas de altitudes mais elevadas. |
| Vinificação: |
Tal como o Barca Velha, é vinificado em cubas de inox e/ou lagares robóticos, com remontagem intensa, sob temperatura controlada. Após a fermentação e longa maceração, transportado para Vila Nova de Gaia, onde estagia durante cerca de ano e meio (dependendo do lote e da vasilha em causa) em pequenas barricas novas de carvalho francês. O lote final é também elaborado a partir da selecção continuada das melhores barricas, depois de inúmeras análises e aturado trabalho em sala de prova. |
| Estágio: |
Ano e meio em pequenas barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
14500 garrafas |
| Enólogo: |
José Maria Soares Franco e Luís Sottomayor. |
| Informação: |
Considerado um dos Melhores do Ano, no Guia de Vinhos de Portugal 2006, de João Paulo Martins. |
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O nosso Preço: 4
x 37,90 EUR
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| Quinta dos Carvalhais 2002 Colheita |
No mercado, o estigma do ano fala mais alto que o próprio vinho. Ou seja, generalizam-se opiniões sobre a colheita e já nem se cuida de saber se o lugar comum traduz de facto o que vai no copo. Assim, determinado vinho não vende, ou, como se diz na gíria, não "roda", porque a colheita foi discreta... chegando ao ponto em alguns casos, de grandes vinhos não darem Reserva só por não condizer com a má imagem do ano. E se ainda recentemente recuperamos um grande alentejano de 2002 (Qª do Mouro RD), este Carvalhais é exemplar da mesma lavra! Com tudo o que um bom Dão deve ter, textura elegante, fruta e álcool discretos, madeira cuidada e complementando com alguma especiaria o típico fundo floral violeta. Não teve porem vida fácil.
Aquele efeito perverso não distingue regiões, nem tão pouco a Quinta motor da recuperação do Dão, verdadeira referência regional. Junto à estrada Mangualde-Nelas, a propriedade foi adquirida pela Sogrape em 1989 e no ano seguinte começou de imediato a replantação de 50 hectares de vinha, com destaque para as castas tintas tradicionais (Touriga Nacional 28%, Tinta Roriz 24%, Jaen 8%, Alfrocheiro Preto 23%) e algumas brancas. Do antigo vinhedo, após a reconversão, ficou apenas meio hectare, com idade média de 30 anos. Mais importante, para recuperar o conhecimento e histórico qualitativo daquelas terras, a Quinta dispõe ainda de um campo experimental, onde as uvas mais representativas são testadas em 8 porta-enxertos distintos, apurando a afinidade casta/porta-enxerto.
De resto, a par da vinha, cresceu uma adega modelo, com uma enorme capacidade de realizar pequenas vinificações (quase 200 cubas de fermentação e armazenagem, de tamanhos diversos, num total de 65 mil hectolitros), ainda hoje talvez aquela onde a produção de volumes melhor se adequa a uma estrutura fundiária como a nossa.
Detalhes que não se vêm, mas que ajudam a explicar a consistência da marca em anos como... 2002! |
Características
| Região: |
Dão |
| Vinificação: |
Uvas colhidas à mão, à chegada a adega sujeitas a desengaço e suave esmagamento. A massa viníca é transferida por gravidade para cubas de inox, onde fermenta durante cerca de 8 dias, a temperatura controlada e com remontagem. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho americano e francês. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
Cerca de 30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Manuel Vieira |
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O nosso Preço: 1
x 11,80 EUR
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Selecção de Julho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Barca Velha 1999 |
1 x 128,60 EUR |
| Casa Ferreirinha Colheita 1998 |
4 x 37,90 EUR |
| Quinta dos Carvalhais 2002 Colheita |
1 x 11,80 EUR |
| Totais: |
292,00 EUR |
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