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Selecção de Junho - 2007 - Esgotado
 
Qª da Pellada Primus 2006 Reserva

É o primeiro branco da Quinta da Pellada, o que já diz muito sobre o interesse da proposta! E não sendo por acaso que na Pellada/Saes nascem quase sempre os vinhos mais excitantes do Dão, é também a assunção do caminho a percorrer em matéria de brancos...

Álvaro é um experimentador, seja a tentar uma nova combinação de castas (como as inúmeras variações com que nos brindou em meados da década de 90) sejam novas técnicas de vinificação (como recentemente com o Carrocel). Enfim, desde 1989 (primeiro Quinta de Saes), já houve Baga, já houve Tinta Pinheira, já houve Alfrocheiro, já houve Jaen, já houve colheita tardia, já houve um pouco de tudo. Mas nos brancos a história tem sido diferente. Entre médios e bons, talvez só em 2006 Álvaro tenha ficado finalmente satisfeito, com o Quinta de Saes Reserva. Suficientemente satisfeito para também engarrafar pela primeira vez um branco com a etiqueta principal, Quinta da Pellada, adoptando já o design criado para o Pelada (só um "L", Tinto lançado com a selecção de Dezembro 2006).

Ou seja, se poucos resistem a completar a gama com o branquito da ordem, saibam ou não fazê-lo - e por isso o mercado chegou onde chegou... - um produtor como Álvaro Castro só agora considera estar num nível mais rigoroso e menos empírico, digamos assim, do controlo da turbidez aos cuidados com a oxidação, essenciais na longevidade dos brancos. A original vinificação, com o regresso ao inox, para engarrafamento logo após fermentar, tem a ver com isso. Resultando no copo em equilíbrio e aromas mais finos que o habitual. Inclusive o tostado, que o apreciador identificará como um fundo a "pólvora", surge mais leve e agradável que em casos onde o sinal de redução enforma o próprio carácter do vinho (e faz carreira como tal...). Este, tratado com os desvelos que o nome assegura, não ultrapassa nunca o traço entre o prazer e o excesso. E com apenas 1200 garrafas produzidas, como sempre, não podíamos deixar os associados à sua sorte...

Características
Região: Dão
Castas: Encruzado, Borrado das Moscas, Cerceal e algum Terrantez da vinha velha da Quinta da Pellada.
Vinificação: Início em inox, decantação, seguida de fermentação em 100% de barricas François Frères da floresta de Vosges, ao longo de mais de 3 meses, com controlo da turbidez visual e analítico. Regresso ao inox logo após a fermentação, para imediato engarrafamento.
Estágio: Em inox logo após a fermentação.
Teor Alcoólico: 13% vol.
Produção: 1200 garrafas.
Enólogo: Álvaro Castro
O nosso Preço: 2 x 18,50 EUR

Malhadinha 2005

Confirma-se em pleno a impressão colhida na anterior edição: o Malhadinha mostra-se mais sério, maduro, profundo! O que acaba por equivaler ao natural amadurecimento da marca. Mas, claro, no vinho as coisas não são bem assim e, de forma menos prosaica, essa apresentação mais adulta reflecte sobretudo o ano. Melhor, uma sucessão de anos em que 2005 foi já o terceiro consecutivo de estio e temperaturas tórridas na zona de Albernoa, como em todo o Baixo Alentejo. Com a planta a reflectir e acumular de ciclo para ciclo as condições herdadas do ano anterior. Ora, o topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova é seguramente um dos alentejanos que melhor contorna esse agravamento gradual, contendo eventuais excessos de maturação e secura. Notável o esforço nesse sentido, quer pela via dos cuidados na vinificação como pelo uso de excelentes madeiras, a que o Malhadinha e o enólogo Luís Duarte já nos habituaram.

Essa veste mais graduada, estrutura bem mais madura e até certo ponto sofisticada, com a patine da madeira, mostram pois um conjunto que já pouco tem a ver com a pureza de fruta, quase diríamos, com a inocência da estreia. Ganhando em polimento, de certa forma até em nobreza, o que perderá em exuberância e irreverência juvenil.
Mantém-se o equilíbrio, os já referidos cuidados nos limitse da extracção, mas muito mais na direcção das especiarias, canela noz moscada e frutos negros, com o fundo "salé", que já aqui identificamos como expressão do "terroir" da Malhadinha, a dar raça ao conjunto.
Ou seja, a paixão pura que a fruta vermelha do primeiro parecia despertar em prova, deu lugar a uma relação mais séria com a mesa e com a gastronomia! Evolução que resulta da própria natureza, embalada pelo amor ao vinho que caracteriza o projecto dos irmãos Soares. Do investimento e carinho que colocam nos mais ínfimos detalhes, dos rendimentos baixíssimos, com forte monda na vinha, à vindima em minúsculas caixas, até à luxuosa adega onde se conjuga tradição (pisa a pé) com a mais moderna tecnologia.

Características
Região: Alentejo
Castas: Alicante Bouschet (50%); Aragonês (40%) e Cabernet Sauvignon (10%)
Vinificação: As uvas são transportadas em caixas de 12 Kgs até à Adega, a escassos metros da vinha, e aí novamente seleccionadas em mesa de escolha. Pisa a pé em pequenos lagares refrigerados, com 2 macerações a frio, no início e durante a fermentação.
Estágio: 12 meses em barricas novas (100%) de carvalho francês.
Teor Alcoólico: 14,5% vol.
Produção: Cerca de 11 mil garrafas.
Enólogo: Luis Duarte
O nosso Preço: 2 x 36,70 EUR

Quinta das Estrémuas 2004 TN

Surpreendente relação qualidade/preço, dentro de um sempre apreciado perfil Touriga, que simboliza um novo fôlego por parte de uma das mais antigas frimas do Dão. Para nós, além do espaço que sempre dedicamos a este segmento, também uma forma de demonstrar que a exigência e busca incessante de qualidade não se devem confundir com outro tipo de preconceitos na hora de escolher.

No caso da Vinícola de Nelas, embora tratando-se de um nome distante da ribalta, o salto qualitativo verificado nos últimos anos justifica amplamente a escolha. A partir de 2003, com a entrada em cena da 3ª geração da família proprietária, a adega fundada pelos Gomes Paula em 1939 e desde sempre orientada para o negócio de volumes - cerca de 2 milhões de garrafas/ano - conhece mudanças de vulto. Desde logo, a contratação de uma nova equipa de enologia, a Vines & Wines, composta por 3 jovens que vão dando cartas na região (Casa de Mouraz, Perdigão e Vinha Paz, entre outros).
O impacto é imediato, mas, como sempre no vinho, só se faz notar 2 ou 3 anos depois, quando o fruto da mudança cai no copo dos apreciadores. Assim, a renovação começou com algumas novidades nos vinhos de base, foi depois ampliada com um primeiro Reserva (2003) de uma das 3 quintas que a empresa possui, para encontrar encontra o seu expoente no tinto que agora lhe apresentamos. Os volumes atrás mencionados, constituem uma imensa base de escolha e permitem que essa propriedade, a Quinta das Estrémuas, plantada quase a 100% com Touriga Nacional, verta na totalidade para este vinho, o novo topo de gama da casa. Haverá ainda um rótulo de entrada de gama (Estrémuas), mas o mesmo argumento permite que o primeiro vinho apresente já uma produção, para o nosso meio, com interessantes reflexos no preço.

Características
Região: Dão
Castas: Touriga Nacional 100%
Teor Alcoólico: 15% vol.
Produção: 10 mil garrafas.
Enólogo: Vines & Wines
O nosso Preço: 1 x 15,60 EUR

Clos Apalta 2004

Aí está um vinho que os apreciadores deviam conhecer, sem dúvida uma das bandeiras do chamado Novo Mundo vitivinícola! No mínimo, perceberiam como pode o hemisfério sul desafiar os gigantes europeus. Numa primeira abordagem, e apesar do mar de vinhos ainda excessivamente verdes e diluídos, produzindo já alguns rótulos de classe mundial, sobretudo a partir das chamadas castas bordalesas. Depois, como é o caso deste Apalta, e apesar da esmagadora percentagem da casta local Carmenère, num perfil muito mais orientado para a elegância e longa guarda de Bordéus do que, por exemplo, para a extracção californiana.

Criado a partir da mais antiga parcela de Carmenère do vale de Rapel, de quem herdou o nome, o topo de gama da Casa Lapostolle teve na sua origem um problema que impediu que essa vinha fosse irrigada, como é hábito naquelas paragens. Graças a isso, Alexandra Marnier-Lapostolle e a sua equipa perceberam que as raízes das velhas cepas já tinham ido suficientemente fundo para encontrar água, dispensando excedentes artificiais. Claro que o rótulo evoluiu, já não é só a velha parcela de Carmenère do primeiro vinho (1997) e das 20 mil garrafas produzidas naquele ano passou para as 100 mil actuais, elaboradas numa fantástica adega de 8 milhões de euros e 6 pisos subterrâneos, escavados na rocha mãe da encosta mais íngreme de Apalta. Mas sempre, desde o primeiro, sob a batuta da estrela do Pomerol (Bordéus), Michel Rolland.

Para quem dúvida da eficácia de consultores que percorrem adegas de todo o mundo, a casa Lapostolle é a prova em contrário: o famoso "flying winemaker" bordalês fez da adega onde passa 2 ou 3 semanas por ano, uma ilha de alta qualidade no meio de centenas de rótulos medíocres e/ou indistintos. Este em particular, continua a ser um ícone do seu país e do próprio continente!

Produtor
Clos Apalta

Características
Região: Vale Colchagua (Chile)
Castas: Carmenère (86%) e Merlot (14%).
Vinificação: Parte em inox e parte em madeira Cunaco (só a partir de 2005 o vinho passou a ser totalmente vinificado em cubas de madeira), com controlo de temperatura. Cerca de 15 dias de fermentação, também com leveduras nativas, seguida de longa maceração pós-fermentativa (16-18 dias). Boa parte da fruta é desengaçada manualmente.
Estágio: 20 meses em barricas novas (100%) de carvalho francês.
Teor Alcoólico: 15% vol.
Produção: 100 mil garrafas.
Enólogo: Michel Rolland
O nosso Preço: 1 x 49,00 EUR


Selecção de Junho - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Qª da Pellada Primus 2006 Reserva 2 x 18,50 EUR
Malhadinha 2005 2 x 36,70 EUR
Quinta das Estrémuas 2004 TN 1 x 15,60 EUR
Clos Apalta 2004 1 x 49,00 EUR
Totais:   175,00 EUR

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