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| Selecção de Fevereiro - 2007 - Esgotado
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| Herdade dos Grous Reserva 2005 |
Última edição daquele que foi considerado o melhor tinto do Alentejo, pela Confraria dos Enólogos da região! Percebe-se porquê e percebe-se sobretudo, neste Reserva, a assinatura do autor, a conseguir mais uma vez na região de Albernôa (como já tinha demonstrado, por exemplo, na Malhadinha) traços que se julgavam específicos de outros pontos da planície.
Rico, espesso, concentrado, cheio de frutos pretos bem maduros, com algum fumo e ervas secas. Mas nem só fruta negra, há também um bom toque vinoso, mais vivo, "vermelho". Assim como nada nele é quente e linear, apesar dos 14,5% de álcool, antes apresenta um bom balanço entre a potência frutada que exibe e a austeridade, que se exige a um Reserva. Essa é outra característica a que Luís Duarte nos habituou. Depois, não há aqui notas de alcatrão que denunciem o calor da origem; deixa sim, no final, um certo toque "salée" que, em nosso entender, contribui para lhe dar raça. Quem não apanhar à primeira, tape a garrafa, volte no dia seguinte e verá. E há, é claro, madeira. Nesta altura, ainda muita madeira presente. Já com óptima textura e taninos bem domados para tão tenra idade, pareceu-nos, logo a abrir, alguma ponta solta mas da madeira (aresta taninosa - sim, a madeira também tem taninos - que desaparece após meia hora de aeração).
Detalhes de prova que nos fizeram pensar nas saídas cada vez mais cedo para o mercado. Mas, no seu conjunto, um vinho que também mostra porque é que, enquanto outros pensam e discutem, os alemães fazem! De facto, o projecto da família Pohl é dos mais bem feitos de raiz, no nosso Alentejo. Da plantação da vinha (em 1987) até à nova cave construída em 2005, sem falar da enorme albufeira, dos jardins, do olival ou do sumptuoso hotel no meio dos quase 600 hectares da Herdade. Mas essa era já a imagem de marca dos hotéis de charme do grupo (Vila Vita) sediado em Marburg, na Alemanha, antes de se instalar nos arredores de Beja (17 km). Para nos mostrar o melhor que a planície tem para dar, vinho incluído... |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Touriga nacional, Alicante Bouschet e Syrah. |
| Estágio: |
12 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Enólogo: |
Luís Duarte |
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O nosso Preço: 2
x 31,20 EUR
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| Domaine du Pegau 2004 Cuvée Reservée |
Os deuses estão com Châteauneuf-du-Pape! Depois do ano quente de 2003, a proporcionar vinhos excepcionalmente maduros, que entusiasmaram a crítica anglo-saxónica, a natureza conjugou-se num hino à origem! Ainda maior concentração e melhor maturação. No dizer de Laurence Féraud, "um Pegau mais profissional". Ou seja, menos imediato, mas mais profundo. Para viver mais anos.
Vejamos como a natureza protegeu Châteauneuf, em 2004. Depois de um Julho bem fresco e um Agosto muito quente, as variações climáticas em cima da vindima proporcionaram um quadro tão raro quanto afortunado. Com as brancas colhidas nas primeiras semanas de Setembro, o dia 14 desse mês trouxe chuva (7 mm). A vindima parou e temeu-se o pior. Mas essa é a magia de Châteauneuf: a 15 e 16 apareceu um elemento primordial daquele "terroir", o Mistral. Com o célebre vento Norte a soprar forte (nesses 2 dias, as cartas da região registam rajadas com velocidade média de 75 km/h) a humidade desaparece. As uvas secam e a concentração aumenta. Mais, as nuvens vão para longe e o sol brilha, apesar da temperatura outonal. Dia 17, o Mistral acalma e regressa o Verão. Mas, conhecendo a região, os Féraud não recomeçam logo. Arriscam, deixam secar mais a fruta. Em cheio!
As condições perfeitas para maturação e concentração, prolongam-se 3 semanas (só arrefeceu entre 22 e 27, quando o céu voltou a amanhecer carregado e o vento a soprar forte... afastando de novo a ameaça). O suficiente para colher as Cinsault, as Terret Noir e Vaccarèses (20-25), depois as Syrah, as Grenache e por fim as Mourvèdres e Counoises, já em Outubro (7 e 8*).
Condições bastante raras em Châteauneuf, para o conjunto das castas. Com menos produção que em 2003, mas com um grande e poderoso Reservée: tudo que naquele era confitado, neste é especiado, profundo! E em 2004 não se fez Cuvée Da Capo, extraordinário lote que verteu para este Reserva...
*Na semana seguinte, a chuva abateu-se em força sobre Châteauneuf, tornando impraticável o acesso às vinhas. |
Características
| Região: |
Châteauneuf-du-Pape (França) |
| Castas: |
Grenache (75%), Syrah (20%) e 5% mistura de outras castas tradicionais. |
| Vinificação: |
As 11 parcelas do Domaine, 18 hectares repartidos pelos melhores terroirs de Châteauneuf (Escandudes, Rayas, Montpertuis, etc), são de cultivo orgânico e os vinhos tratados com muito pouco sulfuroso. A vinificação é a tradicional: para os tintos há uma leve foulage (técnica de quebrar a pele da uva para libertar o sumo) e os cachos, sem desengaçar, são colocados em balsas. O processo de maturação dura mais de 15 dias e quando a fermentação alcoólica está completa, o vinho é decantado para grandes barricas de carvalho. |
| Estágio: |
18 meses em barricas grandes de carvalho francês. |
| Enólogo: |
Laurence e Paul Féraud |
| Informação: |
Qualquer Pegau dura à vontade 15 ou 20 anos. As colheitas de 89 e 90 continuam a envelhecer muito bem. Tratando-se de um ano ao nível daqueles, tanto se pode beber já (está perfeitamente acessível) como esquecer que ele existe. Até 2025... ou mais! |
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O nosso Preço: 2
x 32,50 EUR
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| Gouvyas 2004 Reserva (Branco) |
A revolução dos vinhos portugueses passou-se em dois sítios diferentes, mas co-relacionados: na vinha e na adega. Hoje provamos os novos vinhos e sentimos que estamos mais próximos da bitola internacional, sem deixar de fazer vincar o que nos torna únicos, a nossa vinha, os nossos sítios, as nossas castas.
Como país do Sul, estamos voltados para os tintos, mas por alguma razão (ou umas dezenas de razões, basta procurar/pensar), nunca esquecemos os brancos. Os brancos de hoje em Portugal, começam a revelar-se intensos, fogosos, minerais, longos, personificados e... longevos. Sobretudo longevos, virtude que se julgava perdida.
O Gouvyas Reserva é exemplar desta geração. Vinho feito de castas tradicionais (Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho) com todos os cuidados da moderna tecnologia, com todos os saberes dos novos mundos, é um branco envolvente, profundo, longo e com bom toque mineral.
Podia beber-se todo já, mas as recentes provas do irmão de 2000 (o primeiro Gouvyas Reserva) dizem-nos que não é vinho dado a frivolidades. Sério e profundo, já vai mostrando uma corzita, mas ainda nos presenteia com presença e personalidade, sabor, secura, numa envolvência fora do comum, para juntar à galeria dos grandes brancos nacionais.
Ora, o 2004 vai ainda mais longe, é profundo e saboroso, mas mostra uma delicadeza e perfumada frescura que o transportam para um plano ainda mais elevado. Um dia, quando for óbvio para todos que Portugal também faz grandes brancos, diremos orgulhosos que provámos este grande vinho. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho. |
| Vinificação: |
Uvas provenientes da zona de Pombal de Ansiães, fermentadas em barricas de carvalho francês, com bâtonnage. |
| Estágio: |
20 meses em barricas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
3 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Luís Soares Duarte |
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O nosso Preço: 1
x 16,70 EUR
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| Le Vin de Bob 2003 |
É um dos vinhos da moda nos meandros bordaleses, de pronto adoptado pelas exigentes tertúlias locais. O que não é fácil para um estranho, proveniente dos arredores mais distantes. Para lá das "côtes" satélites de St. Emilion (Fronsac; Montagne St. Emilion; Lussac; Puisseguin; Côtes de Francs e sobretudo Castillon, a maior de todas). Ou seja, um "plebeu" que nem sequer integrava o rol de aspirantes, que gravitam em redor da grande denominação da margem direita. Mas, talvez dos mais próximos, em perfil e qualidade. Aliás, em prova cega, se há vinho que passa por "cru classé" de St. Emilion é este... Bergerac!
Explicada a aceitação no meio, o estado de graça do rótulo implica outros factores. A começar pelo nome. Reacção, por assim dizer, "pavloviana": feito em França, por um americano, é óbvia a associação ao "Bob" mais famoso do planeta vinho (Parker, pois claro). Mas, Robert Adler é um ex-banqueiro nova-iorquino, que exercia em Londres, antes de mandar o bulício da "city" às urtigas para se dedicar ao vinho. Começou por Bordéus, mas o preço do m2 levou-o a subir a margem direita do Dordogne, uns 60 km para o interior, até à pacata Bergerac (1 hora de St. Emilion, na D936). Historicamente, região cujas "appellations" sempre sofreram com a privilegiada localização do "libournais", mais próximo do estuário da Gironde e do comércio marítimo com a Inglaterra. Adler chegou há 4 anos e adquiriu 22 hectares. Isto, a 2 meses da vindima e sem qualquer experiência (bom, formado em bioquímica) no vinho!
Certo é que o crítico Michel Bettane acabaria por reparar no produtor que se movimentava à vontade de fato e gravata, tecendo rasgados elogios a vinho de fruta tão refinada. Induzido ou não, Bettane considerou tão bom que talvez não precisasse de tanta madeira... Mas isto foi na garagem de Jean-Luc Thunevin (Ch. Valandraud), já depois do americano se ter apresentado, de garrafa na mão, ao "enfant terrible" de Bordéus. Este provou, disse "perfeito", e comprou tudo!
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Características
| Região: |
Bergérac (França) |
| Castas: |
Merlot (58%); Cabernet Franc (32%) e Cabernet Sauvignon (10%). |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas de carvalho americano e francês. |
| Produção: |
20 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Robert Adley |
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O nosso Preço: 1
x 15,90 EUR
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Selecção de Fevereiro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Herdade dos Grous Reserva 2005 |
2 x 31,20 EUR |
| Domaine du Pegau 2004 Cuvée Reservée |
2 x 32,50 EUR |
| Gouvyas 2004 Reserva (Branco) |
1 x 16,70 EUR |
| Le Vin de Bob 2003 |
1 x 15,90 EUR |
| Totais: |
160,00 EUR |
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