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| Selecção de Novembro - 2007 - Esgotado
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| S de Soberanas 2004 |
Num país saturado de marcas em busca de fruta e volume, saúda-se a diferença! Foi o nosso primeiro pensamento, ao levar à boca o "S" de Soberanas: é um vinho que recupera um perfil quase em vias de extinção, de alguns bons reservas e garrafeiras do passado. Tem por isso o mérito acrescido de relembrar o elevado nível que (também) se pode atingir em zonas entretanto algo estigmatizadas, como é o caso dos regionais Terras do Sado. Entre outros, vítimas do curso que o mercado tomou, na última meia dúzia de anos...
Para apreciadores formados já sob o consulado da extracção, dos tintos volumosos de "encher" a boca, um perfil cujo ataque poderá até sugerir diluição ou falta de estrutura. Estrutura que este "S" tem de sobra... mas, apresentando-a envolta na macieza de vinhos mais evoluídos. Com uma textura macia em corpo sólido, rijo até, por via do alcoól que lhe marca a matéria. Sem nunca transbordar fruta ou taninos. Ou seja, um vinho a pedir ligações fortes, perfil feito para beber, muito mais do que para provar. E atenção, com isso, ao contrário de alguma crítica, não extrapolamos ao ponto de o colocar de imediato no topo. Reconhecemos-lhe sim potencial para lá chegar, uma vez limadas arestas menores, como uma certa amargueza final. Não confundir com outro tipo de secura habitual por aí, deixada pelos taninos da madeira (ou excesso dela...). Esta, sugere antes operações de adega ainda a pedir afinação. Talvez já com o "S" 2005, o primeiro trabalhado em adega própria, nas novas instalações da Soberana, a dois passos do Torrão, no Baixo Alentejo.
É que, sendo este um Terras do Sado, nasce no monte mais meridional, o último do distrito de Alcácer. É lá que, desde 1993, Ferro Jorge transformou um monte de sequeiro numa completa exploração agro-pecuária, com uma barragem, gado mertolengo criado em extensivo, olival, etc. E desde 2000, com a sua grande paixão: o vinho!
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Características
| Região: |
Terras do Sado |
| Castas: |
Alicante Bouschet (50%) e Trincadeira (50%). |
| Vinificação: |
Fermentação em inox a 27º, com maceração longa, de cerca de 3 semanas. |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13,8% vol. |
| Produção: |
14 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Paulo Laureano |
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O nosso Preço: 2
x 34,00 EUR
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| Redoma Reserva 2006 (Branco) |
De há anos a esta parte, dada a rapidez com que esgota, tornou-se quase uma imposição dos sócios garantirmos o exemplar da ordem. Mas, há mais por trás da escolha: à partida, e após dois anos em crescendo (2004 e 2005), dificilmente o Reserva 2006 podia aspirar ao nível dos anteriores. De facto, muitos vê-lo-ão talvez menos intenso, decerto menos expressivo do que aqueles. Aliás, nós próprios, aquando do lançamento do 2004 falamos em depuração do estilo Redoma e, com o último, achamos esse par de colheitas dificilmente repetível. Muito menos em 2006. Estávamos em Outubro do ano passado, frescas na memória as dificuldades da vindima... Ora, não estamos certos que assim seja. Pelo contrário. Prova após prova, a sua evolução cada vez mais nos convence do seu equilíbrio e fineza. Um pouco à semelhança de 2002, ano complicado que, após os sucessos de 2000/2001, nem Reserva deu. Para se revelar depois um dos melhores Redomas de sempre.
Acontece que, num mercado recente como o nosso, mais ainda nos brancos, esse histórico é curto para afirmações taxativas. Tão pouco nos atrevemos a impor parâmetros de prova, ao considerar este um dos brancos mais bem feitos por Dirk Niepoort. Parece arriscado, numa altura em que não está tudo perfeitamente ligado. Mas o equilíbrio está lá todo. Com todas as virtualidades que esse aspecto confere ao vinho. Ainda que, nesta fase, a exuberância seja a medida prevalecente aos olhos da maioria (e aí, os anteriores levavam a palma).
Enfim, veremos. Sem ser preciso esperar muito. Se conseguirem, (a)guardem um ano, no mínimo uma boa meia dúzia de meses, para o provar. Até lá, fica a nossa convicção e um elementar adágio de colheita, nas históricas regiões produtoras de tinto e branco: ano mau de um é, quase sempre, o melhor do outro. E vice-versa. Ainda que os produtores nem sempre o admitam e, entre nós, (por tudo ser demasiado novo?) essa ideia estar ainda pouco presente. Mas que aqui deixamos, a propósito de 2006, das dificuldades do ano e de grandes brancos...
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Predominância de Rabigato, proveniente de 3 vinhas seculares, e alguma mistura de outras castas tradicionais como Codega, Donzelinho e Viosinho. |
| Vinificação: |
Clássica em branco, com fermentação em barrica. |
| Estágio: |
Fermentou e estagiou 10 meses em barricas 80% novas, de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
6 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 1
x 30,00 EUR
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| Poeira 2005 |
Se, após a estreia, o perfil do vinho errou um pouco ao sabor dos anos (2002 e 2003), baralhando eventuais admiradores, quanto a nós, este é o Poeira que melhor restaura a memória do primeiro (2001)! Sim, o 2004 deixara já óptimas indicações nesse sentido. Mas, este parece-nos muito mais bem feito. Ou seja, depois de algumas curvas de permeio, o anterior repôs o crédito de que o Poeira sempre beneficiou e este parece acabar com as dúvidas: confirma, em definitivo, a expectativa que desde o início rodeou o trabalho de Jorge Moreira no pequeno vinhedo de Terra Feita, Provesende (2,5 hectares de vinhas velhas e 1,5 replantado).
Vale a pena recordar o que já aqui contamos: entre amigos, não raro se diz de Jorge Moreira que, onde mete a mão, quando todos esperam vermelho, sai azul ou amarelo às riscas. Foi assim que o primeiro surpreendeu. Mas, nos anos seguintes e já com audiência cativa à espera de algo diferente, saiu... vermelho. Pois bem, o que este 2005 nos diz é que já não estamos perante alguém à procura do seu caminho. E não falamos apenas de retomar o brilho, a aura de elegância e fineza projectadas, na altura, pelo 2001.
O que julgamos ver aqui é o salto verificado desde então, com um vinho fiel à matriz mas transmitindo outro controlo e domínio técnico. Para além da influência dos anos... Ou seja, está lá a acidez distinta, a base que Jorge Moreira sempre procurou, mas, desde logo, mais polida e com tudo já muito bem integrado. Apresentando, à partida, um equilíbrio e uma harmonia que o outro, por exemplo, só alcançou após algum tempo em garrafa. Isto, sem prejuízo do potencia. Pelo contrário, pois é nessa harmonia, nesse equilíbrio, muito mais do que em componentes isolados, que reside o segredo da boa evolução. Podem (com)prová-lo, com o Poeira 2005.
Apenas nota que, para quem sabe, resume tudo isso numa frase: este foi o primeiro Poeira que o enólogo fez em sua casa, na sua adega! |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Vinha velha mistura de castas tradicionais; vinha nova Touriga Nacional e Sousão. |
| Vinificação: |
Uvas da vinha velha vinificadas em lagar e o restante em inox. |
| Estágio: |
16 meses em barricas 30% novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
13 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Jorge Moreira |
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O nosso Preço: 2
x 29,70 EUR
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| Qta. dos Romanos 2004 Reserva |
Prestem atenção, sendo o último e mais acessível da selecção, só por este já valia a pena: é, talvez, a nossa grande "descoberta" dos últimos tempos! Vinho que encontramos quase por acaso e que nos faz pensar e repensar... Quando termos como fineza ou elegância se aplicam a todo o tipo de tintos extraídos (talvez porque gostamos deles assim) e o apreciador se interroga sobre a verdadeira bitola do equilíbrio... como pode este passar incógnito, quase despercebido?
Enfim, haverá razões diversas. Não nos cabe aqui enumerá-las. O papel do clube limita-se a um "tomem lá, este sim, pode e deve ser considerado um vinho equilibrado"! Aliás, com este rótulo, com este preço, ou seja, sem os argumentos do costume (nomes sonantes e/ou a atenção da crítica), o que está dentro da garrafa, quanto a nós, entra de caras em qualquer "top" da região e ano em causa. Desde que o critério de eleição seja... suavidade e equilíbrio!
Claro, primeiro impulso perante "descoberta" deste quilate, é encontrar o motivo, a explicação... Pois bem, nem do lado do produtor nem da natureza haverá especiais motivos ou explicações, para além do mais básico de todos, a fruta! Conclusão para a qual nos remetem, invariavelmente. Mas, será...? Bom, o vinho nasce na localidade dos Cancelos, aldeia do Poço do Canto, concelho da Meda. Ou seja, bem lá no alto, nos limites da Região Demarcada e da descida até ao Douro. Onde se dizia que...
Enfim, é aí que o técnico de contas José Cardoso cultiva 5 hectares de Sousão e Touriga, herança da família Todo Bom. Entre uvas para a adega local e o vinho que fazia, anos atrás recorre a um enólogo com armazém na Meda, Mateus Nicolau de Almeida. Arredio da ribalta mas, acreditem, tecnicamente um dos melhores da sua geração e, sobretudo, alguém cujo percurso familiar se cruza com a história e descoberta de vinhos como este. Enfim, memórias e coincidências curiosas, por muito que ele, o enólogo, nos garanta que a explicação reside só e apenas na fruta...
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional, Sousão e alguma Touriga Franca. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%). |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Enólogo: |
Mateus Nicolau de Almeida |
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O nosso Preço: 1
x 19,60 EUR
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Selecção de Novembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| S de Soberanas 2004 |
2 x 34,00 EUR |
| Redoma Reserva 2006 (Branco) |
1 x 30,00 EUR |
| Poeira 2005 |
2 x 29,70 EUR |
| Qta. dos Romanos 2004 Reserva |
1 x 19,60 EUR |
| Totais: |
177,00 EUR |
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