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2007
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| Selecção de Setembro - 2006 - Esgotado
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| Charme 2004 |
Por princípio, somos avessos a epítetos absolutos e subjectivos, como seja o melhor disto ou daquilo. Mas, no caso e reduzindo a análise ao ano em causa, por voltas que demos, não há como evitá-lo: este é o vinho da colheita! Pelo menos, se houvesse que atribuir o título, seria sem dúvida o principal candidato. Acrescentando mais um degrau, na ascensão qualitativa dos vinhos de mesa do Douro.
Sem o suporte de declarações generalizadas de Vintage, leia-se, sem a euforia, por exemplo, da colheita anterior, 2004 foi um grande ano para Dirk Niepoort. Embora igualmente seco, alguma chuva em Agosto permitiu alcançar uma maturação muito mais perfeita. E Dirk fez vinhos como nunca. Em particular, elevou a dupla Charme/Batuta a nível nunca antes alcançado. Neste 3º Charme (incluindo o 2000, nunca comercializado), consegue ainda mais corpo, sem perder a sua razão de ser. Recorde-se, "fineza, fineza, fineza", foi o objectivo traçado à nascença para o rótulo. Uma homenagem do produtor ao seu estilo favorito - os grandes tintos da Borgonha (por contraposição à potência de Bordéus) - e que acabou por ser o grande fascínio do Charme: foi o primeiro a colocar o primado na elegância, numa região dominada pela potência dos néctares. Daí a aura do vinho, como dissémos no lançamento do 2002, um dos raros casos que marcam época, que antecipam tendências.
Pois bem, 2 anos volvidos, quando já tantos procuram "finesse", frescura de carácter, o Charme dá mais um passo, cava de novo a distância. Ainda mais expressivo, taninos cada vez mais macios, madeira melhor trabalhada. O mesmo vinho, o elegante toque vegetal, mas num todo muito mais perfeito que o anterior. E sabendo-se que em 2005 a ascensão continua... só vem confirmar o crescente domínio da técnica e do terreno (das vinhas velhas onde Dirk encontra as uvas para o Charme), ou seja, a subida qualitativa atrás mencionada. Uma curva de aprendizagem, que aproxima finalmente os vinhos de topo do Douro do patamar para onde o preço os atirou de forma precoce. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Franca e Tinta Roriz, com mistura residual de outras castas. |
| Vinificação: |
Uvas provenientes de diversas vinhas muito velhas (mais de 80 anos) da região de Vale Mendiz. Fermentação em lagar, com 100% de engaço. Depois de uma curta maceração (à semelhança do vinho do Porto), a fermentação termina em barricas de carvalho francês. |
| Estágio: |
15 meses nas barricas de carvalho francês onde fez a fermentação maloláctica. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
4500 garrafas. |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 1
x 70,00 EUR
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| Pavillon Rouge du Ch. Margaux 2003 |
Para a crítica internacional, o melhor Pavillon Rouge feito até hoje no mítico Château Margaux! No mês do Charme, para nós, prova que tudo no vinho (elegância incluída) é muito subjectivo...
Mas antes, algumas pistas sobre segundos vinhos. Alguns (Clos du Marquis, de Léoville-Las-Cases, ou o Alter Ego, de Palmer), visam senão um vinho independente, pelo menos "outra" marca, com uma identidade forte. Outros, aproveitam apenas a força do primeiro nome para estender uma assinatura de qualidade a volumes maiores. Nem necessariamente cópias do primeiro (a maioria resulta de selecções particulares, por exemplo, de vinhas mais novas) nem meros resíduos daquele. Tudo o que é indigno de levar a assinatura do Château, primeiro, segundo ou terceiro... vai no anonimato para a cisterna do "négoce" (o que Margaux já faz desde 1997, com um 3º vinho, que permitiu ao Pavillon livrar-se dos piores Merlot no ano quente de 2003...).
De resto, desclassificação de lotes nem sempre é falta de qualidade. Longe disso. A nível de Premiers Crus, até tem mais a ver com questões de perfil e avaliação do contributo de cada lote para o "blend" desejado. Um lote muito conseguido, demasiado rico ou frutado, pode desequilibrar tudo conferindo vulgaridade ao Grand Vin. É frequente em Margaux, excelentes lotes, porque mais maduros e alcoólicos, serem "desclassificados" em Pavillon Rouge. Para evitar algum grau rústico, que possa ferir a lendária elegância do rótulo. Neste, embora com menos amplitude, a frescura e a pureza de fruta andam lá perto!
Robert Parker - 92 pts.
Wine Advocate nº 164 (Abril 2006)
"A terrific, value-priced second wine, the 2003 Pavillon Rouge may be the finest example of this cuvee I have yet tasted. Its dense ruby/purple hue is followed by creamy aromas of cassis, vanilla, flowers, and licorice. Round, generous, savory, expansive, and amazingly long as well as concentrated, I even joked with Paul Pontallier that this could get him fired as perhaps the selection was too severe! Should drink well for 15+ years." |
Produtor
Château Margaux |
Características
| Região: |
Margaux (Bordéus - França) |
| Castas: |
Merlot (38%), Cabernet Sauvignon (57%), Cabernet Franc (1%) e Petit Verdot (4%). |
| Vinificação: |
Em 2003, o Pavillon Rouge representa 50% da produção. Elaborado com a mesma técnica tradicional do 1º vinho, em largos balseiros de madeira (mais largos que altos, forma que favorece a extracção) com controlo de temperatura. Depois das fermentações, segue para barricas pequenas onde estagia habitualmente menos 3 ou 4 meses que o Château Margaux. |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas (50%) e usadas. |
| Teor Alcoólico: |
12% vol. |
| Produção: |
150 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Paul Pontallier e Jacques Boissenot. |
| Informação: |
Como quase todos os segundos vinhos, o Pavillon apresenta-se mais evoluído em garrafa e já muito pronto a beber (por comparação com o primeiro vinho). O que, em grandes colheitas como 2003, não invalida um tremendo potencial de envelhecimento (neste caso, à vontade 15-20 anos). |
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O nosso Preço: 1
x 70,00 EUR
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| Guru 2005 |
- "Sabes, acho este melhor, em equilíbrio, tratamento da madeira..."
- "Pois, também eu..." resposta do outro lado da linha, com sorrisos "...mas olha que o 2004 ganhou o Wine Challenge!"
Assim, no início de Setembro, ficamos a saber que a vida não podia correr melhor a Sandra e Jorge. Do outro lado da linha, está bom de ver, o produtor que durante o último contacto se apressava a enviar a Jancis Robinson amostras de tinto. De facto, nem um mês passara desde que Jorge Serôdio Borges nos contou que o Pintas fora seleccionado pela crítica britânica como um dos "Vinhos do Futuro".
Agora, o Branco. No ano em que o International Wine Challenge (IWC), com nova gestão, simplificou a eleição dos melhores, com Campeões em cada categoria e mais 3 ou 4 troféus especiais (em vez de um rol de medalhas e menções), um português "Champion White"! Com a descrição do júri (ver link): "Vinho maravilhosamente bem feito, subtil, sóbrio e elegante que demonstra que Portugal pode fazer brancos brilhantes e rivalizar com os grandes do mundo. Feito com castas portuguesas, não os suspeitos internacionais do costume"!
A vitória nos brancos valeu ainda ao Guru o troféu James Rogers, um dos tais galardões especiais, atribuído pelo IWC ao melhor "rookie" (melhor vinho em estreia). Com a novidade de ir para um branco, o galardão distingue pelo 3º ano consecutivo vinhos nacionais (2005 - Malhadinha; 2004 - Portal Auru). O que deve dar que pensar, lá por fora.
Nós por cá... felizes, é claro, pelo sucesso de parceiros da primeira hora. Passe a imodéstia, afinal, apadrinhamos o aparecimento tanto do tinto como do branco. O 1º Pintas, em 2003, dávamos nós os primeiros passos; o Guru já este ano. Escrevendo, muito antes de haver prémio (ver selecção Fev. 2006) que faltava apenas limar arestas, como a integração da madeira ou ir ainda mais longe em termos de leveza. Justamente por isso, voltamos ao início... E mantemos: 2005 está melhor! |
Informação Complementar IWC Champions - Jancis Robinson |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Viosinho, Rabigato, Gouveio e Códega. |
| Estágio: |
Fermentou e estagiou durante 7 meses em barricas de carvalho francês 100% novo. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
1500 garrafas. |
| Enólogo: |
Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges |
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O nosso Preço: 2
x 25,00 EUR
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| Casa de Mouraz PS 2004 |
É uma proposta quase obrigatória, não só para apreciadores mas para todos os interessados no fenómeno "Bio". Aliás, face à dimensão dos anteriores, não se menospreze o interesse deste: é um excelente aferidor do que vale e onde pode chegar a produção biológica; mais um passo para derrubar os muros que ainda rodeiam o género! Intenso, boa textura, macio, aveludado, baixa acidez, ainda que com algum grau a sobressair, faz jus à Denominação de Origem. Tanto que, desta vez e quase sem dar por isso, damos por nós centrados apenas no vinho, elevando o rigor da prova, sem atenuantes pelo mérito de uma elaboração mais ecológica...
Sara Dionísio e António Ribeiro são pioneiros da cultura "Bio". Praticam-na desde 1990, quando nem legislação havia... e "legalmente" desde 96. Mas o primeiro vinho data apenas de 2000 (sem o saber, a Adega de Tondela terá sido durante anos a primeira Cooperativa com uvas "Bio"...). Portanto, faz pouco tempo, mas uma "eternidade" em termos de viticultura biológica. Em 2001, houve os primeiros contactos e cursos com especialistas internacionais de renome (os franceses Daniel Noel e Daniel Pasquet). Decisivo pois, até aí, o que se sabia era de agricultura "Bio" em geral e pouco ou nada de viticultura, em particular: o produtor adopta novas práticas e produtos que nem sequer existiam por cá.
Igualmente importante, em 2003, arrancam com adega própria. E se aquele foi ano de aprendizagem no controlo da vinificação, 2004 reflecte já maior domínio da adega. Na vinha, a primeira quinzena de Agosto foi chuvosa, provocando alguns problemas (por ex. Jaen e Alfrocheiro, não se fez nada). Mas, para as 2 castas escolhidas, que aguentam bem a podridão, acabou por ser muito benéfico em termos de maturação. Depois, no loteamento, entra já o dedo da nova equipa que assiste Mouraz, a Vines&Wines, composta por 3 jovens que vão dando cartas na região (Perdigão, Vinha Paz, etc.). E, como sempre, o vinho é muito quem o faz... Como sempre, só o somatório de tantos detalhes reflecte reais melhoras no copo. |
Características
| Região: |
Dão |
| Castas: |
Tinta Roriz e Água Santa (50/50) |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
2 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Vines & Wines |
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O nosso Preço: 2
x 14,50 EUR
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Selecção de Setembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Charme 2004 |
1 x 70,00 EUR |
| Pavillon Rouge du Ch. Margaux 2003 |
1 x 70,00 EUR |
| Guru 2005 |
2 x 25,00 EUR |
| Casa de Mouraz PS 2004 |
2 x 14,50 EUR |
| Totais: |
219,00 EUR |
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