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| Selecção de Agosto - 2006 - Esgotado
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| Pintas 2004 |
Este é um grande Pintas (ainda maior sugestão aromática que o anterior e mais equilibrado em boca) e claro que o vinho vale por si. Mas, não resistimos a começar pelo que aí vem, pois a versão 2004 do Pintas já é motivo de orgulho, mesmo antes de provar: será um dos Vinhos do Futuro, segundo Jancis Robinson! Melhor, assim considerado e único português na lista que a guru da crítica europeia está a elaborar, com os novos valores, à escala global. Assim a modos que os futuros "blue chips" do planeta vinho. Para publicação, em Setembro, no Financial Times!
Quando contactamos Jorge Serôdio, preparava-se o produtor para enviar as amostras pedidas por Jancis. Satisfeito, claro, mas, ao que nos pareceu, sem ter ainda "digerido" na totalidade o alcance da escolha. Para ele em particular, e para um país que tarda em confirmar as previsões que o apontam como "the next big thing" (ver em Informação Complementar o que escreve a propósito a crítica em causa). Enfim, digamos que o Pintas 2004 mantém viva a esperança...
Vinho de outro ano muito quente, mas sem qualquer tipo de problemas na vinha, com uma fruta muito sã. No caso de Vale de Mendiz, sem chuvadas em épocas críticas. Pelo contrário, com uma benfazeja chuva ligeira em final de Agosto, a permitir avançar na maturação fenólica das uvas (até aí com grau elevado mas maturações algo atrasadas). Resultado, 2004 deu ainda maior concentração natural, com taninos mais maduros e maior equilíbrio. Somando os cuidados de Sandra e Jorge para criar um vinho cheio de fruta, com riqueza de fruta capaz de contrabalançar a expressão de "terroir" das vinhas velhas, o resultado é um Pintas exuberante como nunca. Enorme sugestão aromática e, claro, exibindo em boca toda a fruta e sumptuosos taninos a que nos habituou. E que lhe abrem as portas do reconhecimento internacional, pois será nessa matéria o tinto que mais se aproxima do ideal contemporâneo de vinho, tal como é cultivado nos mercados anglo-saxónicos (ver link). |
Informação Complementar 'How to convince the rest of the world' - Jancis Robinson |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Elaborado a partir de uma vinha com 73 anos, tradicional para Porto Vintage, com 30 castas diferentes. |
| Vinificação: |
Para este Pintas, Sandra e Jorge seguiram o método habitual, mas optando por uma fermentação mais demorada, a temperaturas mais baixas que em anos anteriores, para manter a excelente sugestão aromática mas diminuindo o risco de extrair em demasia, ou seja, não sobrecarregar uma concentração natural já de si elevada. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês (85% novas e 15% do segundo ano). |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
5 mil garrafas de 75cl, 100 Magnums e 10 Double-Magnums. |
| Enólogo: |
Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges. |
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O nosso Preço: 2
x 47,90 EUR
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| Anwilka 2005 |
Apresentado em Março no país de origem, distribuição mundial em Julho, eis uma das grandes sensações da actualidade, na arena internacional! Desde que Robert Parker interrompeu as provas dos Bordéus 2005 para deixar no seu fórum as impressões de um vinho excepcional, na sua opinião, o melhor sul-africano até à data... (ver link, Mark Squire`s Wine Bulletin Board)
Anwilka é a última aventura de Bruno Prats (Chryseia) e outra figura de topo de Bordéus, Hubert de Boüard de Laforest (Angelus), em parceria com o histórico sul-africano Klein Constantia (prevenindo polémicas do que é ou não Novo Mundo, a saber, faz-se vinho em Constantia há mais de 300 anos e os registos desta propriedade remontam ao séc. XVIII). O proprietário, Lowell Jooste, adquiriu Anwilka em 1997, procedendo de imediato à replantação supervisionada pelo especialista de Stellenbosch, Johan Wiese. Castas escolhidas conforme o terreno - 58% Cabernet , 24% Syrah e 18% Merlot - sem "receitas" prévias (como o comprovaria a vinificação com 37% de Syrah, em vez de mais uma "cópia" bordalesa). Aliás, o "press release" situa Anwilka em Helderberg, devido ao prestígio da região, mas, na realidade, fica para os lados de Faure, a oeste da estrada (R44) que delimita aquela zona nobre. Ou seja, mais próximo do mar (7 km) e do verdadeiro motivo da fama de... Helderberg: a brisa marítima de False Bay, que suaviza os tórridos verões naquela latitude.
Quanto ao vinho, os 3 parceiros não pouparam esforços, praticando rendimentos mínimos e seleccionando apenas 12 dos 40 hectares cultivados. O restante verte para rótulos de exportação de Klein Constantia. Para se ter uma ideia, a enóloga residente, Trizanne Pansegrouw, estagiou em Cos d`Estournel, com o filho de Prats, na segunda propriedade dos Boüard (La Fleur de Boüard) e no Ródano com Jean-Louis Chave, antes de fazer este Anwilka. Nesta altura, muito mais "shiraz" que cabernet... Mas já com um equilíbrio, estrutura aveludada e integração de madeira, admiráveis, espantosos mesmo, para tão tenra idade! |
Informação Complementar Mark Squire`s Wine Bulletin Board |
Produtor
Anwilka |
Características
| Região: |
Stellenbosch (África do Sul) |
| Castas: |
Cabernet Sauvignon (63%) e Syrah (37%). |
| Vinificação: |
Uvas colhidas em Março de 2005, passadas por mesa de escolha antes de serem desengaçadas e novamente escolhidas antes do esmagamento. Em prensa posicionada sobre as cubas de inox tronco-cónicas, para permitir o deslocamento das massas por gravidade. Lentas remontagens e uma longa maceração asseguram uma boa extracção. Maturações em separado, 3 quartos do vinho em madeira nova e o restante em carvalho francês do 2º ano, antes do blend final, com mais 2 meses em madeira antes de engarrafar. |
| Estágio: |
7 meses em barricas (75% madeira nova e restante em carvalho francês do 2º ano) seguindo-se o blend final e mais 2 meses em madeira antes de engarrafar. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
42 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Bruno Prats, Hubert de Bouard e Trizanne Pansegrouw. |
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O nosso Preço: 1
x 33,30 EUR
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| Herdade do Peso 2003 Reserva |
Para muitos, tão ou mais importante que descobrir preciosidades, será conhecer a evolução das marcas, saber quais os rótulos em ascensão e porquê, etc. Informação que tantas vezes passa ao lado do próprio mercado. Nesse contexto, a escolha do Peso Reserva serve desde logo para corrigir ideias feitas, pois já é um dos grandes tintos alentejanos! E promete ser maior. Surpresa? Só para quem não provou o 2002. Foi esse que nos despertou para o salto qualitativo do rótulo. Mais recentemente, a propósito do Barca Velha, revisitámos a gama da Sogrape e confirmamos que o 2003 sobe outro degrau. Prometendo subir mais, assim a vinha cresça...
Agora, como é que a empresa lá chegou, depois de anos a fio sem "acertar" no Alentejo (pelo menos, ao nível do que faz no Douro ou no Dão)? Muito simples e directo: apesar de todos os meios ao seu dispôr, não tinha uvas para fazer melhor. Recorde-se que, em termos de grandes regiões, a aposta no Alentejo foi a última do grupo. Remonta a 91 e com vinho comprado. Só em 93/94 a Sogrape iniciou a plantação da Herdade que viria a adquirir em 97 (110 hectares cultivados e em expansão). Acresce que, na planície, a fruta não se transacciona ou circula, pelo menos em qualidade e quantidade, com a facilidade de outras regiões (vide Douro). Devido, por exemplo, à força e implantação das grandes cooperativas locais, junto da produção.
Assim, 10 anos volvidos, com as vinhas a chegar à idade adulta, com uma produção própria a entrar em velocidade de cruzeiro e um encepamento cada vez mais afinado, o tremendo "salto" de que falamos era quase inevitável. Para se ter uma ideia, este é o primeiro Reserva de base Aragonês, ao contrário do anterior (80% Alfrocheiro), e já com algum Alicante (aumenta no 2004). Sem falar das Tourigas e Syrahs que mal saíram do solo... Por outro lado, há também o natural amadurecimento da adega e do próprio enólogo Miguel Pessanha, que, nesta altura, em nada perdem para os centros de vinificação da empresa no Douro e no Dão. Aqui têm a prova! |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Aragonês (60%), Alfrocheiro (30%) e Alicante Bouschet (10%). |
| Vinificação: |
Todos os lotes que compõem este Reserva foram vinificados na adega da Herdade do Peso, dotada pela Sogrape com a mais apurada tecnologia. Após desengace total e suave esmagamento seguiu-se a fermentação e maceração por remontagem em cubas de inox a temperatura controlada de 28ºC, durante cerca de 6 dias. Seguiu-se uma prolongada maceração (10 dias) e a maturação dos vinhos em separado, durante um ano, em barricas novas, antes do blend final. |
| Estágio: |
12 meses em barricas novas de carvalho Francês (70%) e Russo (30%). Após a selecção e engarrafamento do lote final, estagiou em garrafa à temperatura controlada de 15ºC durante mais 12 meses. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
30 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Miguel Pessanha |
| Informação: |
Apresentado num ponto de maturação já muito equilibrado e perfeito para beber já (vide estágio), pode guardar-se mais alguns anos. |
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O nosso Preço: 2
x 23,50 EUR
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| Quinta do Caldeirão 2003 |
No mês do Pintas, fomos em busca de algo ainda pouco ou nada conhecido, mas que nos desse a justa medida daquela terra inóspita, do bafo quente do xisto, da força bruta do Douro! Atenção, nada de sofisticações ou perfis trabalhados. Por vezes, há que regressar à origem, à natureza dura e crua, para perceber o caminho. O que se fez e para onde vamos. O contraste, está visto, é propositado. Para lembrar que não há meio ambiente ou natureza como aquela no planeta vinho (bom, o Priorat anda lá perto...). Onde, nesta altura, a vinha pendurada em pedregosos terraços, luta para se manter verde, semana após semana, sob o sol abrasador. E, à noite, as enormes massas de xisto, que se elevam 500 metros acima do rio, continuam a lançar na atmosfera todo o calor acumulado. Enfim, tudo o que um gole de Vintage novo, quente e explosivo, ilustra na perfeição... Sim, porque depois ainda há mais essa, a cultura e o passado que temperam a violência climática - os célebres "9 meses de Inverno e 3 de inferno" - e que se resumem em séculos de história a "extrair, extrair, extrair"!
Foi pensando em tudo isso que encontramos, num dos mais nobres "terroirs" de Porto, no baixo Torto (com uma frente de margem de 1 km), contígua à Quinta de Macedos, a muito menos conhecida Quinta do Caldeirão. Aliás, tal como na outra, também aqui os minúsculos e concentradíssimos bagos entregam ao vinho a força generosa que procurávamos, a qualidade "bombástica" herdada directamente do Porto Vintage. Sendo que a quinta foi adquirida e replantada em finais de 90 por um "lavrador de feitoria" (proprietário do Meruge), portanto, é tudo ainda mais novo e cru. Tal como pretendíamos, pois não há sequer vestígios minerais ou austeridade de vinhas velhas a polir a explosão de taninos. E é essa força bruta, sem arremedos de finura (sim, porque elegância também é relativa), que nos dá a justa medida da origem. Mesmo quando nos fere e parte de nós abomina o exagero, continua a exercer o seu fascínio. Pois, afinal, é essa a sua singular beleza. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Predominância de Touriga Franca, com alguma Touriga Nacional, Tinta Barroca e Tinta Roriz. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
6 mil garrafas. |
| Enólogo: |
João Brito e Cunha |
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O nosso Preço: 1
x 12,90 EUR
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Selecção de Agosto - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Pintas 2004 |
2 x 47,90 EUR |
| Anwilka 2005 |
1 x 33,30 EUR |
| Herdade do Peso 2003 Reserva |
2 x 23,50 EUR |
| Quinta do Caldeirão 2003 |
1 x 12,90 EUR |
| Totais: |
189,00 EUR |
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