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Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
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Selecção de Junho - 2006 - Esgotado
 
Quinta da Pellada 2004 Touriga Nacional

Há um ano, antecipamos aqui o nascimento de uma estrela, que chegaria ao mercado meses mais tarde (ver Maio 2005). Com o êxito que se sabe: não há memória recente de um Dão com percurso e acolhimento tão favoráveis como o Carrocel 2003. Pois bem, um ano volvido, repetimos a dose: este Pellada é mais nem menos que o "Carrocel 2004"!

O contra-rótulo é elucidativo e por isso o publicamos. As mesmas parcelas, as mesmas uvas. Com outra vinificação. E por isso mudou o nome. Mas, se aquela resultou tão bem, porque é que Álvaro Castro não fez igual na colheita seguinte? Simples, porque a natureza assim não quis. Melhor, 2004 assim não aconselhava.
Quase tão quente, globalmente, 2004 foi ainda mais seco que o ano anterior. Com uma agravante, era o segundo ano consecutivo de secura. Ora, um ciclo vegetativo repercute-se sempre no seguinte e essa secura continuada sentiu-se na vinha. Ou seja, se em 2003 o Dão em geral suportou bem o estio, com o prolongamento da secura, em 2004, deu vinhos mais atípicos em relação ao tradicional perfil da região. Mais volumosos, menos finos. Neste quadro, "puxar" pelo mosto como no ano anterior, era correr riscos desnecessários de extrair em demasia e obter vinhos sobremaduros, desiquilibrados. Logo, a vinificação especial de 2003, que servira para "ajudar" a natureza a alcançar o nível de extracção de grandes anos como 96, tornou-se desajustada em 2004.

E se o produtor bem o pensou, melhor o fez. Sabemos que muitos provarão induzidos pelo que leram, e a comparação talvez seja inevitável. Mas garantimos que entre quem provou sem saber o que era, gente experimentada, considerou este tão bom ou melhor que o outro. Maturação e concentração óptimas. E quem apreciou a intensidade do anterior, verá que este não é mais delgado. Pelo contrário. Talvez menos fino, o que é diferente. De resto, mantém-se num grande patamar em termos de concentração e fruta. O que nos levou, pese o momento em que o vinho ainda se encontra, a arriscar e, como dissémos, repetir a dose...

Características
Região: Dão
Castas: Touriga Nacional (100%)
Vinificação: Numa primeira fase em lagar e o final da fermentação já em cuba, permitindo ao produtor controlar melhor a temperatura nessa fase decisiva.
Estágio: 20 meses em barricas de carvalho francês 100% novas (François Frères)
Teor Alcoólico: 13% vol.
Enólogo: Álvaro Castro
O nosso Preço: 2 x 31,70 EUR

Redoma Reserva 2004

Alguém o definiu como a depuração do estilo Redoma Reserva! Definição que subscrevemos em absoluto, no sentido em que este é sem dúvida o que melhor se liberta da pesada armadura, inerente aos ditos "brancos sérios" e alcança um nível mais elevado de finura e pureza. Era esse, desde o início, o objectivo, ou se quiserem, o conceito do seu criador: assumindo a intensidade, o volume e a riqueza da origem duriense, conseguir alcançar a fineza. E nunca, desde as primeiras experiências com uvas brancas (em 93) ao Reserva de 2000, que fixou o rótulo como um dos melhores brancos nacionais, nunca Dirk Niepoort o conseguira como com este 2004!

O que não é de todo surpresa, pois cedo o vinho mostrou esse potencial. Feito a partir de 3 vinhas muito, muito velhas de Rabigato*, situadas entre os 400 e os 700 metros de altitude, detalhe decisivo nos brancos do Douro - a essa altitude a temperatura é muito mais fresca que nos vinhedos à beira-rio - ainda em barrica (provado há mais de 1 ano) já mostrava qualidades invulgares. Um perfil, digamos, extremamente borgonhês, com um nariz enorme e paladar igualmente rico, cheio de textura, mas muito suave. Quase estaladiço em boca, tal a sua fineza e acidez.
Desta vez, e perdoem-nos a expressão, cremos que até os mais avessos a brancos saberão apreciar a agradável combinação de fruta branca com notas minerais, o perfeito casamento com a madeira, ou até o longo final, muito bem delineado.

Aliás, talvez por isso, porque desde as primeiras amostras se percebeu que vinha aí um branco a sério, nem terá chegado a parar nas prateleiras. E se nos orgulhamos de há quase 2 anos (ver Setembro 2004) ter aberto a selecção mensal com o branco Reserva 2003, desta vez, fomos buscá-lo, já um pouco fora de horas, correspondendo aos pedidos de inúmeros sócios que tiveram dificuldade em arranjá-lo e faziam questão de o provar. Aí o têm!

* Nome que, segundo Duarte dOliveira, deriva de "rabo de gato", sinónimo de Maria Gomes na Bairrada e Rabo de Ovelha no Dão e no Alentejo.

Características
Região: Douro
Castas: Predominância de Rabigato, proveniente de 3 vinhas seculares, e alguma mistura de outras castas tradicionais como Codega, Donzelinho e Viosinho.
Vinificação: Clássica em branco, com fermentação em barrica. Para preservar a sua acidez e condição, não foi sujeito a fermentação maloláctica.
Estágio: Fermentou e estagiou 10 meses em barricas 90% novas, de carvalho francês.
Teor Alcoólico: 13,5% vol.
Enólogo: Dirk Niepoort
O nosso Preço: 1 x 26,90 EUR

El Puntido 2003

Tanto nos afadigamos na busca de preciosidades que, por vezes, acabamos por adiar o óbvio. É o caso deste Puntido, um dos novos grandes tintos espanhóis, símbolo de uma corrente que há muito pretendíamos apresentar em Portugal, a moderna Rioja! Corrente cada vez mais apreciada, num perfil que vem galgando posições na arena internacional e encontra neste rótulo um dos seus expoentes: um tinto muito, muito extraído, opulento mesmo, com toneladas de compota e fruta madura. Carácter guloso, sem rodeios, mas cuidadosamente contrabalançado por um bom fundo mineral.

Os irmãos Eguren, conhecidos no mundo por explorarem como ninguém as 1001 faces de Rioja - Sierra Cantabria, San Vicente e Domínio de Eguren - propondo algumas das melhores relações qualidade/preço do mercado (Robert Parker "dixit"...), apontaram ao topo da pirâmide em Páganos. Foi nessa localidade, da "carretera" de Navaridas, Laguardia, que ergueram o seu "château". Não no sentido da ostentação, pois quem chega pouco vê além de um vestuto casarão de pedra. Está tudo no subsolo. Quais autarcas de grande metrópole, mandaram vir uma tuneladora para escavar uma espectacular adega, tanto em dimensão como nas condições que proporciona às 500 barricas que as suas galerias abrigam actualmente.
Lá em cima, em redor do casarão de pedra, estendem-se 25 hectares, cultivados há 30 anos, em solo argilo-calcáreo. Terreno rodeado de dolmens, achados arqueológicos e igrejas medievais, é ele que confere o singular carácter mineral, a subtileza, ao poderoso modelo desenvolvido por Marcos Eguren nesse Viñedo de Páganos. Caminho mais fino e subtil que está já a ser aprofundado (leia-se, em barrica...) com a próxima novidade que os Eguren devem apresentar, proveniente da mesma vinha. Quanto a 2003, tudo o que atrás dissémos, para um único vinho: El Puntido. Um Rioja do séc. XXI.

Informação Complementar
O imparável crescimento dos Eguren (El Mundo)

Características
Região: Rioja (Espanha)
Castas: Tempranillo (100%)
Vinificação: Desengace total, maceração pré-fermentativa durante 5 dias a 6ºC, com remontagens suaves. Fermentação alcoólica de 8 a10 dias, com controlo de temperatura entre 29 e 31ºC. Maceração pós-fermentativa durante 3 semanas. Desencubado directamente para barricas novas onde realizou a maloláctica e permaneceu com as bôrras finas durante os 4 primeros meses.
Estágio: 18 meses em barricas novas de carvalho francês, com trasfegas de 4 em 4 meses.
Teor Alcoólico: 14% vol.
Enólogo: Marcos Eguren
O nosso Preço: 2 x 28,90 EUR

Tiara 2005

Lá diz o povo, há males que vêm por bem. Porque o atraso, de 1 ou 2 meses, com que fomos ao Redoma Reserva acaba por nos permitir uma associação tão interessante como esta: estrear, na mesma selecção, o branco do produtor em causa mas de conceito diametralmente oposto. Ou seja, o que um tem de sério e complexo, tem este de leve e alegre! E se um apela à riqueza gastronómica, este sugere de imediato frescura, muita frescura. Perfeito pois para as tardes quentes de Verão. E para quem acha (?) que brancos é tudo igual, nada mais elucidativo...

Enfim, depois de uma primeira edição que valeu sobretudo pela novidade do perfil, mas com muito de experimental, como que à procura do seu espaço, aí está o Tiara tal como ele deve ficar: numa versão muito mais afinada e definida, a partir de uma vinha de Codega com 20 anos de idade e um resto de vinhas velhas com mistura de castas. Dirk Niepoort recorreu a pequenas parcelas de lavradores da margem direita, todas vinhas situadas a mais de 600 metros de altitude (650m - 800m), para conseguir a elevada acidez que pretendia, difícil de obter na região, e mostrar uma face desconhecida do Douro. Em matéria de brancos, claro.
Sem madeiras, um vinho de excepcional leveza e frescura, elegância suportada por aquela elevada acidez, mas que nem por isso deixa de ser intenso, frutado e persistente na boca. Conjugação, como se sabe, pouco comum na região em causa.

Características
Região: Douro
Castas: Predominância de Códega e alguma mistura de castas tradicionais, proveniente de vinhas velhas.
Vinificação: O mosto foi decantado a baixa temperatura por um período de 24 horas, antes de iniciar o processo de vinificação. Com leveduras indígenas e uma longa, longa fermentação em cuba, com as bôrras finas (3 meses). Sem fermentação maloláctica (de forma a preservar a frescura e o perfil aromático).
Estágio: 3 meses em cuba.
Teor Alcoólico: 13% vol.
Enólogo: Dirk Niepoort
O nosso Preço: 1 x 14,90 EUR


Selecção de Junho - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta da Pellada 2004 Touriga Nacional 2 x 31,70 EUR
Redoma Reserva 2004 1 x 26,90 EUR
El Puntido 2003 2 x 28,90 EUR
Tiara 2005 1 x 14,90 EUR
Totais:   163,00 EUR

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