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| Selecção de Abril - 2006 - Esgotado
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| Xisto 2003 |
Aí está o esperado fruto do encontro da família Roquette, da Quinta do Crasto, com Jean-Michel Cazes, líder do respeitado grupo familiar bordalês onde avultam os Châteaux Lynch-Bages (Cru Classé em Pauillac, com cerca de 90 hectares às portas desta vila no coração do Médoc) e Ormes de Pez (em St. Estèphe). Para se ter uma ideia, André Cazes (o pai de Jean-Michel) fundou a "Commanderie du Bontemps de Médoc" e dirigiu, durante mais de 40 anos, a autarquia de Pauillac.
Voltando ao vinho, julgamos que essa ligação bordalesa e todo o domínio da vinificação estão bem expressos no Xisto, revestindo-o de uma textura e suavidade verdadeiramente invulgares. Sem lhe retirar o poder e a profundidade da origem. Num ano em que a fruta até nem terá sido a melhor... Explicando e para evitar equívocos: ano após ano, o Crasto pode não ter o tinto da colheita ou o mais impressionante; mas os seus vinhos apresentam com grande regularidade a frutinha mais equilibrada, ou seja, julgamos que é das Quintas durienses com melhor fruta. Ora, no Xisto, alguma nota vegetal logo no ataque (por sinal, nada desagradável, contribuindo até para sensações de vivacidade e frescura) remete-nos para amadurecimentos e maturações próprias do ano em causa (2003), naquela zona. Enfim, só quem o fez poderá dizer ao certo.
Para o que interessa, depois então vem tudo o que o distingue: o poderio do Douro integrado com enorme elegância! Estrutura, intensidade, mas uma textura muito suave, sem quaisquer arestas. Taninos presentes, ainda jovens e poderosos, mas surgindo como que envoltos numa capa fina e sedosa.
Qualidades que o levaram a integrar, o ano passado, na grande feira mundial do vinho - Vinexpo - o "Top Ten" das descobertas/2005, incluído na categoria "Les 3 Exceptionnels"! Já este ano, venceria a prova de vinhos do Douro, realizada em Espanha pelo conceituado painel do diário El Mundo. Para estreia, difícil pedir melhor, não? Sendo que, em futuras edições e com tudo o que atrás foi dito, acreditamos que pode ainda voar mais alto. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (15%) e Tinta Roriz (25%) |
| Vinificação: |
Em cuba de inox troncocónica com temperatura controlada e maceração alcoólica prolongada. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês (60% novas e 40% com 1 ano) |
| Teor Alcoólico: |
14,7% vol. |
| Produção: |
15 mil garrafas |
| Enólogo: |
Daniel Llose e Susana Esteban. |
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O nosso Preço: 2
x 34,99 EUR
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| Neo 2003 |
Um Ribera para conhecedores, pois nada fica a dever aos mais badalados daquela região espanhola, inclusive alguns de quem se fala deste lado da fronteira. Sobretudo este 2003, poderoso, carregado de fruta e notas confitadas, mas surpreendentemente fresco e macio para o ano.
Lá como cá, colheita excepcionalmente quente, com excessos de maturação na vinha e consequentes problemas na adega (muito açúcar, muito álcool, paragens fermentativas, etc). Para se ter uma ideia, os "pagos" de 50 a 60 anos de idade onde nasce o Neo, foram vindimados logo na 3ª semana de Setembro, quando habitualmente a colheita decorre na 3ª semana de... Outubro. Cuidado extensivo à adega, onde os 3 jovens autores do vinho praticam fermentações a temperaturas elevadas (30- 31ºC), o que, nas condições mencionadas, implica extremo rigor. Problemas resolvidos com sucesso, a avaliar pelo resultado: o vinho surge bastante menos marcado pela madeira (a que não é alheia a predominância de carvalho francês no estágio, ao invés do 2002) que o anterior, bem polido e mais equilibrado.
Daí a escolha, embora no seu país continue um "garagista", desconhecido da maioria dos apreciadores. Vale a pena lembrar que este rótulo idealizado por Javier Ajenjo, Julio Conde e Jose Luis Simon, três jovens enólogos da zona de La Horra (Aranda del Duero), cedo ganhou vocação exportadora. Logo à segunda colheita (2001), 95 pontos Parker tornaram-no mais conhecido no estrangeiro que no mercado de origem, orientando quase toda a produção para o resto do mundo. O que permitiu aos seus artífices, com o auxílio de Isaac Fernandez Montaña, consolidar o projecto. Terminaram a reforma e acondicionamento da adega num velho moinho de água, onde foi elaborado este 2003, e adquiriram um vinhedo de 7 hectares no Pago de Cabarroso, matéria prima de futuras colheitas. Até lá e enquanto a vinha não atinge a idade considerada adequada, mantêm sob contracto alguns vinhedos de 50 a 60 anos, de baixo rendimento, onde seleccionam fruta com a qualidade exigida. |
Características
| Região: |
Ribera del Duero (Espanha) |
| Castas: |
Tinta del País (Tempranillo) 100%. |
| Vinificação: |
As uvas foram colhidas para caixas de 20 Kg na terceira semana de Setembro. Maceração de 15 dias, a temperatura controlada. |
| Estágio: |
15 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%). |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
16 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Javier Ajenjo, Julio Conde e Jose Luis Simon. |
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O nosso Preço: 2
x 25,10 EUR
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| 2 Worlds 2003 Reserva |
Continuamos atentos ao que de bom conseguimos lá fora e que, tantas vezes, passa despercebido cá dentro. No caso e como o nome indica, um rótulo concebido para exportação, pela Quinta do Alqueve. Sem grandes alaridos no mercado interno, trata-se de um produtor que vem conquistando posições no exterior, onde coloca já grande parte da produção (60%). Nos Estados Unidos, por exemplo, é o único vinho nacional na selecção de Robert Kacher, importador de Washington DC cuja lista de escolhas Robert Parker aconselha como uma das melhores e mais razoáveis do mercado ("The Robert Kacher name on a bottle of imported wine is as close as one can get to a guarantee of quality" - Wine Advocate).
Ora, no circuito americano, este comerciante representa a nova vaga de importadores, que acompanham e se batem junto dos produtores que representam por vinhos melhor trabalhados, fruto de rendimentos mais baixos. E foi justamente de uma conversa de Paulo Saturnino da Cunha com "Bobby" Kacher que surgiu a ideia de elaborar um novo topo de gama na quinta dos arredores de Alpiarça, que associasse a tipicidade da nossa Touriga ao perfil internacional do Cabernet. Passando aquela pela tradicional vinificação em lagar e o segundo por cuba de inox. Ou seja, na prática, juntando... 2 mundos!
O resultado é um vinho de meio corpo, macio, bem trabalhado e afinado, prova do que o Ribatejo (também) pode fazer neste patamar. Fruto do esforço de uma tradicional família de produtores que sobressai na difícil cena ribatejana: logo no 2º ano com marca própria (2000) viu o seu Touriga Nacional considerado pela Revista de Vinhos como um dos melhores do género. Em 2001, lança a marca Quinta do Alqueve que valeria aos seus criadores a distinção de "Produtor do Ano", pelo crítico João Paulo Martins. Mais recentemente, teve o único vinho português entre as 111 boas compras, recomendadas por Jancis Robinson. E se trazemos aqui muitas pérolas do mundo, este é um pouco o invés: uma amostra, em primeira mão, do que o mundo quer e espera de nós. |
Características
| Região: |
Ribatejo |
| Castas: |
Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. |
| Vinificação: |
Lote de Touriga Nacional com a tradicional pisa a pé e vinificação em lagar. Lote de Cabernet Sauvignon em cuba de inox, com temperatura controlada. |
| Estágio: |
16 meses em barricas de carvalho francês (90%) e americano (10%). |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
14 mil garrafas. |
| Enólogo: |
António Saramago |
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O nosso Preço: 2
x 14,91 EUR
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Selecção de Abril - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Xisto 2003 |
2 x 34,99 EUR |
| Neo 2003 |
2 x 25,10 EUR |
| 2 Worlds 2003 Reserva |
2 x 14,91 EUR |
| Totais: |
150,00 EUR |
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