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| Selecção de Dezembro - 2006 - Esgotado
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| Gouvyas 2004 Vinhas Velhas |
Querem saber onde vai o Douro? Aí o têm, 3 anos depois. Parece muito, porque muito se passou. Mas, afinal, foi ontem... Abril de 2003, primeira selecção, primeiro vinho winept, Gouvyas Cuvée O.P.! Pois bem, este Vinhas Velhas é o herdeiro daquele e como estamos longe, quantos patamares subiu o vinho... grande fruta, framboesas, este é um Douro mais além! Fineza, polimento e elegância num patamar muito alto, um tinto digno de ser apresentado às cegas em qualquer palco do mundo.
Os vinhos de João Roseira e Luís Soares Duarte (Bago de Touriga) envolvem sempre histórias excelentes e muitas vezes espantosas. Quase sempre passadas à mesa, diga-se. E porque esta (história) se cruza com a nossa, recorde-se como chegamos ao Vinhas Velhas a partir da famosa Cuvée OP. Primeiro, OP são as inicias de Olivier Poussier, famoso escanção e melhor sommellier do mundo em 2000. Num jantar vínico, Olivier começou a brincar com umas amostras de vinhos de vinhas velhas e ficou por ali um copo. Quando lá voltou, no final da noite, o resultado era tal que estava criado o então topo de gama do Gouvyas. 700 garrafas e algumas magnums. A nossa primeira escolha! Passado um ano, num jantar em Chanceleiros, Luís Soares Duarte aprece com mais amostras, marcadas com etiquetas estranhas, como "VV", "FEC" ou "TB". Claro que eram Vinhas Velhas, Freixo de Espada à Cinta, Tinta Barroca. Agora as quantidades já eram outras e nos anos bons tem sido possível fazer uns milhares de garrafas deste Gouvyas Vinhas Velhas, expressão de uma grande paixão pelo Douro.
E se os 2001 e 2003 espantaram a crítica, este sobe outro degrau: o 2004 afirma-se muito elegante e fino, como só as vinhas muito velhas o permitem. Só com elas se pode ir buscar concentração, poder e intensidade sem trazer também extracção, sobre maturação e desequilíbrios. No ano em causa, também com uma pureza de fruta e uma afabilidade notáveis. Enfim, um Douro mais além, por um dos grandes pioneiros da região, tal como a conhecemos hoje!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Mistura de castas tradicionais de parcelas de vinhas com mais de 80 anos, em Soutelo do Douro e Vale Mendiz. |
| Vinificação: |
Fermentou em lagar, com pisa a pé. |
| Estágio: |
20 meses em barricas novas e de 2º ano de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
3060 garrafas e 101 Magnuns. |
| Enólogo: |
Luís Soares Duarte. |
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O nosso Preço: 2
x 29,00 EUR
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| Pelada 2003 |
Aí está um vinho muito especial, embora poucos pareçam ter dado pelo facto. Também, nada no rótulo o denuncia, apesar do Pelada só com um L e do original grafismo (que muitos terão visto como mera derivação "a la" Álvaro Castro, na senda do Carrocel). Mas é muito mais que isso...
Primeiro, é um Dão clássico. Num patamar que o conhecimento e a enologia permitem hoje alcançar em idade mais precoce que os antigos. Ou seja, menos vistoso e exuberante de fruta que os chamados "modernos"; muito mais harmonioso e suave em tenra idade do que aqueles. O que quer dizer mais estável, num nível que aqueles só alcançam após meia dúzia de anos e com bruscas variações de perfil - de mais a menos frutado - pelo caminho...
Mas, como surge esta provocação (a fiar pelo rótulo...) "despida" de fruta e taninos agressivos? Pois bem, este Pelada remonta ao Dado e às conversas de dois produtores, suficientemente amigos para discutirem tudo o que respeita ao vinho. Atenção, não há aqui qualquer fito comercial ou nova parceria Niepoort/Pellada. Sob esse ponto de vista, é mais um vinho de Álvaro Castro e ponto. Mas, desde o primeiro Dado que Dirk debatia com o amigo detalhes de elaboração e estágio, em seu entender, decisivos para o contributo do Dão naquela parceria (Dão+Douro). Melhor, para o perfil que ele, produtor do Douro, defendia e apreciava na região vizinha. Em concreto, Dirk Niepoort não se conformava, "irritava-se" mesmo, com exuberâncias juvenis, vistosas de início mas que se resumem aos primeiros anos de vida. E sem nada a ver com o verdadeiro perfil, "adulto", do Dão.
Bom, a hora de resolver a "irritação" no lagar chegou com este Pelada. Oportunidade para Álvaro e Dirk testarem procedimentos que o último preconizava para as uvas do primeiro. Sobretudo ao nível do estágio, mais longo e em barricas François Frères, e com maior percentagem de vinhas velhas (50/50) que o normal Pellada. O resultado dispensa comentários! É mais surpreendente que o rótulo. Há muito que não provávamos um novo mas verdadeiro Dão! |
Características
| Região: |
Dão |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Enólogo: |
Álvaro Castro |
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O nosso Preço: 2
x 27,60 EUR
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| Viña Al Lado de La Casa 2004 |
Grande vinho, do melhor que se encontra actualmente em Yecla. Exemplar do potencial da região, como origem emergente do país vizinho, e do nível que a casta Monastrell (Mourvèdre) ali atinge! Na prática, um Reserva que as Bodegas Castaño elaboram em exclusivo para um distribuidor, portanto similar ao núcleo de rótulos que esta adega cimeira de Yecla produz "à medida" de clientes e importadores nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.
Neste caso, um verdadeiro topo de gama da casa, por encomenda de uma das melhores garrafeiras espanholas! De facto, o Viña Al Lado de La Casa é um projecto iniciado em 97/98 pela família Castaño e o conhecido comerciante catalão Quim Vila, dos primeiros a acreditar nas virtudes da minúscula e então quase esquecida região do Levante.
Para dar a conhecer Yecla e as magníficas tonalidades mediterrânicas da casta naquele solo seco e pedregoso, o objectivo era a Monastrell como espinha dorsal e produções escassas, tirando o máximo do "pago" que dá o nome ao vinho. Nas primeiras colheitas, era apenas incorporado algum Merlot, mas o sucesso permitiu consolidar o projecto com a aquisição de 14 hectares de vinha plantada em 1980, numa ladeira a 4 km de Yecla, e a casta dominante passou a usufruir de uma combinação mais complexa. Com a atenção que a família Castaño dispensa aos detalhes na vinha e sem olhar a despesas na adega.
O resultado é um tinto a quem, por cá, decerto não faltarão adeptos: extremamente rico e profundo, como a cor que pinta o copo, com um nariz cheio de frutos negros silvestres. Intensidade que se prolonga em boca, untuoso, largo, mas de forma até bastante suave. A fruta é suportada pelo óptimo toque tostado, muito bem integrado, e taninos quase cremosos. O final persistente, ainda que algo amargo, completa um conjunto de grande nível. Já muito redondo e com tudo para se dar melhor em garrafa. Ou, como dizem os apreciadores que o conhecem do outro lado da fronteira: ¡ Que rico!
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Produtor
Bodegas Castaño |
Características
| Região: |
Yecla (Espanha) |
| Castas: |
Monastrell (66%), Cabernet Sauvignon (26%), Syrah (7%) e Garnacha Tintorera (1%). |
| Vinificação: |
Castas vinificadas em separado, em pequenos depósitos de 2000 e 3000 kg abertos. Remontagens contínuas e manuais, a temperatura controlada entre 26 y 28º C. Maceração em contacto com as películas durante 15 dias. |
| Estágio: |
13 meses em barricas novas de carvalho francês, François Frères e Seguin Moreau, com tosta média. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
5145 garrafas. |
| Enólogo: |
Ramón Castaño |
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O nosso Preço: 1
x 19,80 EUR
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| Quinta do Infantado 2003 Reserva |
Após mais de 1 século na posse da família Roseira e 25 anos após lançar (por entre as malhas da lei) o primeiro Vinho do Porto engarrafado/comercializado a partir do Douro (e não de Gaia, onde imperavam as grandes casas exportadoras), a Quinta do Infantado deu um passo decisivo na colheita de 2001, ao lançar o seu primeiro vinho de mesa. Agora, chega ao mercado o primeiro Reserva, feito a partir de duas parcelas (1,5 e 6 hectares) de vinhas velhas e outras onde predominam as Tourigas Franca e Nacional.
Pisado a pé em lagar após desengace parcial, este é um vinho que aproveita a imensa experiência com vinhos Douro DOC do enólogo Luis Soares Duarte, bem como de Fátima Ribas. Em ano de tórrido calor e muita sobrematuração, este tinto surpreende pela sua extraordinária leveza e disponibilidade para um consumo imediato. Não é daqueles Douros forte-e-feio, a precisar de anos para amaciar os taninos. Pelo contrário, leve e fresco, com optima extracção, oferece o poder a que nos habituaram os Portos da Quinta do Infantado (com expoente nos LBVs), com uma patine delicada e um estilo amigo-da-comida que provém das vinhas velhas, da presença de algum engaço (pasme-se) e da suave pisa a pé, até agora inigualada por meios mecânicos.
Nariz com fruta muito fina, como um coulis ou compota suave, ervas aromáticas como funcho e esteva, uma componente mineral e especiarias. Boca muito bem definida, acidez no ponto, extracção e taninos finos e maduros, a acompanhar um corpo poderoso. Este vinho é um regalo de extracção, profundidade, suavidade e comprimento. Urgente provar já e também guardar uns anos a ver onde ele vai. É mesmo surpreendente que um vinho assim possa ser apenas o primeiro Reserva desta quinta. Quase apetece perguntar, o que andaram todos estes anos à espera? |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Mistura de castas tradicionais, com predominância de Touriga Franca e Touriga Nacional. |
| Vinificação: |
Desengace parcial, pisa a pé em lagar. Fermentação maloláctica em cuba de inox. |
| Estágio: |
Em cuba de inox e barricas de carvalho de diversas origens e idades. |
| Teor Alcoólico: |
13,8% vol. |
| Produção: |
6050 garrafas e 196 Magnuns. |
| Enólogo: |
Fátima Ribas e Luis Soares Duarte. |
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O nosso Preço: 1
x 24,00 EUR
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Selecção de Dezembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Gouvyas 2004 Vinhas Velhas |
2 x 29,00 EUR |
| Pelada 2003 |
2 x 27,60 EUR |
| Viña Al Lado de La Casa 2004 |
1 x 19,80 EUR |
| Quinta do Infantado 2003 Reserva |
1 x 24,00 EUR |
| Totais: |
157,00 EUR |
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