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| Selecção de Janeiro - 2006 - Esgotado
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| Quinta do Mouro Touriga Nacional 2003 |
Atenção Dão e Douro, se um é o berço e outro a Pátria da nossa casta rainha, aí está a prova do que a planície pode fazer: o monocasta Touriga Nacional mais intenso, poderoso e ao mesmo tempo equilibrado, que tivemos ocasião de provar nos últimos tempos! Por uma questão de moderação, a este nível e incluindo aquelas regiões, diríamos que haverá mais 2 ou 3. Verdadeiro expoente da adaptabilidade da casta ao Alentejo! Sim, porque do potencial da Quinta do Mouro e do ranking que ocupa no panorama nacional, já nem vale a pena falar (não será propriamente novidade, para os mais atentos...)
Claro, alguns puristas podem entrar em disputas "regionalistas", argumentando com o que são, ou se julga serem, as características originais da casta. Mas, nada disso invalida a qualidade deste tinto. Cor violeta, quase opaco, profundo, extremamente intenso. Exagerado mesmo. Mas depois, surpresa! Na boca, é tudo ao contrário do que vista e nariz sugerem: todo ele é fruta, taninos doces, leves, prolongados e com uma espantosa suavidade. Tudo bem, bem lá em cima, funcionando o equilíbrio, mais uma vez, como factor determinante. Em ano maduro como 2003, era fácil apontar álcool a mais, mas o facto é que não se dá pelos 14,5%; tem algum açúcar residual, mas não se dá por ele; podia faltar frescura, mas certo é que a acidez suporta perfeitamente os exageros do conjunto...
Enfim, um vinho raro. Para o proprietário, não é sequer vinho para comida. "Quando muito, para um prato especial", afirma Miguel Viegas Louro. Com a convicção de quem tão cedo não deve repetir a "brincadeira". Uma forma de nos lembrar que se trata de um monocasta, portanto sem a complexidade, por exemplo, do "normal" Quinta do Mouro. Primeiro fruto de uma vinha de Touriga plantada em 1998, fruto também da nossa vontade e insistência junto do produtor... Desde que este, num dia chuvoso de Novembro de 2003, nos deu a cheirar uma amostra recém vinificada, tão intensa e poderosa (na altura, quase imbebível) como nunca tínhamos cheirado antes, no Alentejo. |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Touriga Nacional (100%). |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
4 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Luís Duarte e Miguel Viegas Louro. |
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O nosso Preço: 2
x 37,50 EUR
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| Herdade do Meio Pinot Noir 2003 |
Como vinho, é tudo menos "Pinot". Como Pinot, é talvez a mais curiosa abordagem feita em solo lusitano! Mas, expliquemos. Dada a escassez de exemplares, desenganem-se os que esperam encontrar finalmente um rótulo nacional com as características que tornaram a casta mundialmente famosa. Por algum motivo, já vários tentaram e, verdadeiramente, nenhum o conseguiu...
Nada daquela cor bonita mas pouco intensa, que os conhecedores reconhecem à distância e que, após longa guarda, evolui para tons de casca de cebola. Nada da subtil paleta aromática, que não suporta mais de 11 ou 12% de volume alcoólico. Esse é o Pinot Noir que nasce em terrenos calcários e exclusivamente sob climas temperados. Como nas regiões da Borgonha ou de Champagne (e, mesmo aí, as dificuldades da casta originam mais armadilhas que grandes vinhos). Pelo contrário, em climas meridionais como o nosso, os bagos desta variedade precoce amadurecem no auge da canícula e dão vinhos com graduações mais elevadas (15% ou mais...), sem os aromas típicos das regiões atrás mencionadas. Só a altitude permite, em certos casos, aproximações relativamente fiéis ao perfil original.
Afloradas ao de leve as dificuldades, agora, transponha-se tudo isso para Portel, no meio da planície, onde a Herdade do Meio possui 23 hectares e controla outros 120 hectares de vinhas. Pois é, a curiosidade, o interesse está precisamente em conhecer tão rara quanto atípica variante de Pinot Noir. Ganhando em estrutura o que perde em acidez. Em termos aromáticos, completamente diferente, por exemplo, dos outros tintos do produtor. A ponto de se tornar o novo topo de gama da casa, particular aposta do mais antigo enólogo em actividade na região, António Saramago. |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Pinot Noir (100%). |
| Vinificação: |
Tradicional, em lagar. Maceração pré-fermentativa em frio, durante 48 horas. Após fermentação, maceração pelicular prolongada. |
| Estágio: |
Cerca de 10 meses em barricas 100% novas de carvalho francês e 15 meses em garrafa. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
5 mil garrafas. |
| Enólogo: |
António Saramago |
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O nosso Preço: 2
x 35,00 EUR
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| Lavradores de Feitoria - Quinta das Pias 2003 |
Consolidado o rótulo bandeira - 3 Bagos - de quando em vez, a Lavradores de Feitoria surpreende, engarrafando em separado algum lote ou o fruto de alguma das 15 quintas que integram o projecto. Quando, como é óbvio, esse vinho se destaca e justifica vida própria. Foi assim com o Quinta da Estrada (salvo erro em 99, lembram-se...?), mais recentemente com o Meruge (este, um vinho de lote) e agora com este Quinta das Pias. Para nós, o último grande vinho feito por João Brito e Cunha ao serviço da Lavradores de Feitoria!
Entre os vinhos engarrafados pela Lavradores de Feitoria em 2003, é decerto o mais adequado à filosofia do Clube. Quer dizer, distinto, com características muito próprias, mas atenção... não é um vinho fácil. E dizemo-lo porque o consumidor poderia esperar algo mais imediato e frutado, no perfil digamos mais internacional, a que a Lavradores de Feitoria nos habituou. Este, é seguramente o menos óbvio de todos. Basta lembrar que é feito quase só à base de Touriga Franca, lote que vertia habitualmente para o 3 Bagos e que em 2003 estava muito, muito bom.
Trata-se de uma propriedade de 35 hectares, situada em Celeirós, entre Vila Real e o Pinhão. Para o que interessa, um vinhedo virado a norte, em solo muito xistoso, a cerca de 300 metros de altitude. Em ano dito normal, o amadurecimento é lento e não é fácil conseguir ali maturações fortes e completas. Ora, 2003 foi o ano do grande calor! O que permitiu alcançar concentrações invulgares para aquelas paragens, resultando num vinho a um tempo muito fresco e muito concentrado.
Características à parte, acresce outro motivo à escolha: deste não sobrará muito para consumo interno. A aceitação internacional faz com que boa parte da produção esteja já destinada ao estrangeiro. Fizemos mesmo alguma força para antecipar o lançamento por cá, garantindo assim aos membros que lhes faça bom proveito.
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Quase 100% Touriga Franca, com presença residual de Touriga Nacional e Tinta Roriz. |
| Estágio: |
18 meses em barricas novas e usadas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Enólogo: |
João Brito e Cunha |
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O nosso Preço: 2
x 19,50 EUR
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Selecção de Janeiro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta do Mouro Touriga Nacional 2003 |
2 x 37,50 EUR |
| Herdade do Meio Pinot Noir 2003 |
2 x 35,00 EUR |
| Lavradores de Feitoria - Quinta das Pias 2003 |
2 x 19,50 EUR |
| Totais: |
184,00 EUR |
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