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| Selecção de Julho - 2005 - Esgotado
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| Pintas 2003 |
"O 2001 e o 2002 impressionavam, mas o 2003 ainda é melhor!" Quem o diz é o inglês Jamie Goode (ver links). Uma opinião subscrita pela sua compatriota e guru da crítica britânica, Jancis Robinson, que destaca este Pintas como um dos 7 ou 8 "Favourite Douro table wines". Entre mais de 60 vinhos provados pela cronista do Financial Times. A par, por exemplo, do Charme 2002, Vinha Maria Teresa, Batuta e... Pintas 2001 (ver nota de prova e link).
Por nós, e de um ponto de vista organoléptico, não teríamos dúvidas em fazer o mesmo. Ou seja, subscrever a afirmação. Só não o fazemos na totalidade por uma questão, digamos, emocional: de facto, o impacto do primeiro Pintas e a impressão que dele guardamos, colocam o vinho de 2001 num patamar à parte. A ver se nos entendemos: não que em termos absolutos seja melhor vinho. Mas, naquele sítio, naquela altura (ver selecção de Julho 2003), para nós e não só, o 2001 emergiu como um ícone da nova vaga duriense. Memória que preservamos e que não permitirá uma análise tão distanciada, em termos comparativos, como a dos críticos acima mencionados.
De resto, olhando apenas o vinho pelo vinho, o que temos é a evolução de um expoente de extracção e fruta, para um vinho muito mais equilibrado e, porque não dizer, muito mais bem feito. Passagem que corresponde à evolução de Jorge Serôdio Borges e da sua mulher Sandra Tavares da Silva como enólogos. Apurando de forma muito mais contida tudo o que a vinha de Vale Mendiz tinha para dar, resistindo à tentação de extrair em demasia, em ano demasiado quente... Por outras palavras, fixando o que será, julgamos nós, o perfil do Pintas. O que, para quem provou o primeiro, corresponderá também à natural evolução como apreciador, sem desvirtuar a opinião inicial: um grande, grande vinho, do melhor que temos para mostrar ao mundo!
Jancis Robinson:
"Floral and intense. Very rich and dark. Violets and density. Ripe, round, and confident. Tannins almost completely buried. Really dry port! Vivacious." 18,5+ (0-20) |
Informação Complementar Jamie Goode (wineanorak) Jancis Robinson (FT) Pintas 2001 |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Elaborado a partir de uma vinha com 73 anos, tradicional para Porto Vintage, com 30 castas diferentes. |
| Vinificação: |
A vindima fez-se na segunda semana de Setembro, sob perfeitas condições climatéricas. As uvas previamente escolhidas e desengaçadas tiveram pisa a pé em lagar tradicional durante o processo fermentativo (10 dias). Fermentação maloláctica já em barrica de madeira. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês (70% novas e 30% do primeiro ano). |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
5 mil garrafas de 75cl, 100 Magnums e 10 Double-Magnums |
| Enólogo: |
Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges |
| Informação: |
(FT) - O artigo transcrito no site de Jancis Robinson (ver link) foi publicado no Financial Times, a 5 de Fevereiro de 2005, com o título |
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O nosso Preço: 1
x 39,50 EUR
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| Madrigal 2004 |
Madrigal - s.m. (it. madrigale). Composição poética, que exprime um pensamento fino, lisonjeiro e terno.
Deixemos o nome, do mais bem achado que temos visto, para depois. Antes, o vinho: o primeiro branco do Monte d`Oiro! Aproveitando a inspiração da Quinta em míticas regiões do norte do Ródano (por ex. Côte Rôtie, onde os tintos Syrah são compostos com uma pequena percentagem da branca Viognier) e a experiência adquirida ao longo dos anos com esta casta, José Bento dos Santos consegue, logo na estreia, um branco destinado ao sucesso. Capaz de se fixar como um dos favoritos de apreciadores exigentes em matéria de brancos. Porque, julgamos nós, perfeitamente talhado ao gosto desses mesmos apreciadores.
Fizemos o teste. À mesa, com meia dúzia de conhecedores, incluindo 2 enólogos de nomeada . Servidos às "cegas", primeiro um branco subtil e vegetal, que se viria a saber um "mâconnais" de um grande da Borgonha; depois, outro vinho mais gordo, frutado e poderoso. Mais pesado, mas de personalidade muito mais vincada e familiar. Isto a avaliar pelas reacções: ainda não tinham pousado o copo, já os 2 enólogos e a maioria dos presentes optara, de caras, pelo segundo vinho. Que se viria a saber... Madrigal! Resultado a que não é alheio o expressivo bouquet da Viognier -pêssego, alperce e mel - variedade oriunda dos vinhedos de Condrieu e Ampuis, nos terraços que dominam a margem direita do Ródano. Muitos o ignoram, mas é também casta recomendada em Portugal, do Minho ao Algarve.
De resto, e se é verdade que somos um país de poetas, resta sublinhar a mestria do produtor na escolha do nome. Perfeito para o vinho, pelo sentimento que manifesta: uma variedade lírica que exprime com garbo e galanteio simpatia pela formosura feminina. Já pelo tratamento, tratando-se de branco sério, vinificado em madeira, não será tão leve e ligeiro como o madrigal poético. Mas este, na origem, em Itália, era cantado sem acompanhamento. Enquanto o vinho, apoiado no sentido gastronómico do seu criador, é... outra música!
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Produtor
Quinta do Monte d`Oiro |
Características
| Região: |
Estremadura |
| Castas: |
Viognier (100%) |
| Vinificação: |
Vinificado 50% em cuba de inox e 50% em barricas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
4 mil garrafas |
| Enólogo: |
Luís Elias de Carvalho e Tiago Carvalho |
| Informação: |
Deve ser servido entre 8 e 10 ºC (não devendo atingir no copo uma temperatura superior a 12 ºC). |
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O nosso Preço: 2
x 18,95 EUR
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| Pintas Vintage 2003 |
Escolha quase inevitável: se, por um lado, pretendíamos assinalar a chegada dos Vintage 2003, fazê-lo apadrinhando o nascimento do novo rótulo de referência na categoria, tanto melhor. Em simultâneo com o sempre esperado vinho de mesa do produtor, só torna o momento mais marcante. Como ambicionávamos para o primeiro Porto em selecção mensal, no Clube.
Quanto ao vinho, não se podia pedir melhor. Sendo o novo nome da categoria e tal como aconteceu na versão Douro Doc, o Pintas entra por cima: é já um dos Vintage da colheita! Com taninos muito, muito maduros, sensação acentuada pela imensa doçura do vinho, fruta igualmente madura e super concentrado, não temos dúvidas que vai arrasar, por exemplo, junto da crítica anglo-saxónica ou em mercados como o norte-americano.
Abreviando, está seguramente entre os 4 ou 5 que desfazem quaisquer dúvidas sobre a excelência dos Vintage em ano tão quente como 2003. Aqueles que receavam uma colheita atípica e os efeitos da propalada onda de calor, decerto ficarão esclarecidos com este Pintas. Nascido no ano em que Sandra e Jorge Serôdio Borges adquiriram finalmente a velha adega e vinhedo de Vale Mendiz, onde iniciaram todo o projecto. Compra que incluiu um hectare adicional, que era a continuação da vinha do Pintas e que permitiria ao casal manter a produção do vinho de mesa e retomar a tradição que Jorge já alimentava muito antes de 99, quando deixou a quinta da família (Fojo) para trabalhar com Dirk Niepoort (com quem esteve até Março de 2004).
Jamie Goode (ver link)
"...The palate is hugely structured with great concentration and tight, firm spicy tannins. Although this is sweet, the tannins and acidity give this quite a savoury, winey feel. The combination of huge structure and immense concentration suggest that this could be one for the long haul. Wonderful fruit quality is evident: sweet, lush intense liqueur-like raspberry fruit, mainly. Very primary still but quite superb. Excellent" 97/100 |
Informação Complementar Nota de prova Jamie Goode |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Elaborado a partir de uma vinha com 73 anos, tradicional para Porto Vintage, com 30 castas diferentes. |
| Estágio: |
2 anos em tonel. O Porto Vintage é obrigatoriamente engarrafado entre o segundo e o terceiro ano após a colheita. |
| Teor Alcoólico: |
20% vol. |
| Produção: |
Cerca de 4 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges. |
| Informação: |
Com o envelhecimento em garrafa, torna-se mais suave e elegante, desaparecendo gradualmente a adstringência inicial. Aos Vintage, com alguns anos em garrafa, estão associados aromas de torrefacção e especiarias inexistentes em vinhos novos, pelo que se aconselha guarda prolongada. |
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O nosso Preço: 1
x 39,80 EUR
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| Esmero 2002 |
Primeira amostra do que poderá ser a revolução duriense, parte 2! Expliquemos: este é um vinho ao qual atribuímos amplo significado, não por ser mais uma "descoberta" que ameaçava passar despercebida (afinal, esse é o nosso papel), mas por ser o primeiro de uma segunda vaga de projectos que emergem no Douro. Alguns ainda em fase de "barrica", outros ofuscados por um mercado saturado, em todo o caso projectos de uma fornada de jovens enólogos que chega a seguir aos consagrados do final dos anos 90 e tenta a todo o custo seguir-lhes as pisadas.
No caso, trata-se de Rui Soares, herdeiro de família há muito ligada ao vinho, armado com a formação e conhecimentos que os seus antepassados não possuíam. Formado em engenharia agrícola na UTAD, conta já nove vindimas na Real Companhia Velha, onde trata dos vinhedos de Cidrô e dos Aciprestes (justamente as quintas mais interessantes em termos de vinhos de mesa...). Estabilizado o percurso profissional, encontrou na herança familiar o potencial para produzir vinho de qualidade: 5,4 hectares de vinhas velhas em socalcos - a parcelas mais antiga, de onde saiu este Esmero, tem cerca de 80 anos - na freguesia de Valdigem, no Baixo Corgo.
Para além da idade, o vinhedos tem compassos (distância entre cepas) muito apertados (1,10 × 1,00 metros) proporcionando uma densidade de plantação muito elevada (7.500 a 9.000 plantas por hectare) e produções muito baixas por videira. O diminuto espaço entre valados impossibilita a entrada de tractores na vinha e todo o trabalho é manual.
Os solos são na sua maior parte xistosos, com 30% ainda em terreno de transição. No xisto, o encepamento é quase todo tinto, com uma mistura de castas mais em voga e outras mais antigas, como a Touriga Brasileira, Tinta Roseira, Mourisco, Tinta da Barca, Rufete e Malvasia Preta. No terreno de transição, predominam as brancas Fernão Pires, Gouveio Real, Esgana Cão, Malvasia Corada, Folgasão, Códega, entre outras. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Proveniente da parcela mais antiga (80 anos) com uma mistura de 11 castas, sobretudo Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e com menor expressão Alicante Bouschet, Touriga Brasileira, Tinta Barroca, Tinta Carvalha, Touriga Nacional, Tinto Cão, Mourisco e Tinta Roseira. |
| Vinificação: |
As uvas são seleccionadas na vinha e transportadas em pequenas caixas de 20 Kg para a adega, onde existem dois lagares tradicionais, um de 7 e outro de 10 toneladas. Na adega, há uma segunda selecção da fruta em tapete de escolha. No final do dia de corte (à noite), as uvas são pisadas a pé e a fermentação alcoólica decorre em lagar durante 9 dias. A maloláctica é feita em inox, com posterior passagem para barricas novas. |
| Estágio: |
12 meses em barricas novas de carvalho francês, mais 8 meses de estágio em garrafa. |
| Produção: |
4045 garrafas. |
| Enólogo: |
Rui Soares |
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O nosso Preço: 2
x 23,90 EUR
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Selecção de Julho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Pintas 2003 |
1 x 39,50 EUR |
| Madrigal 2004 |
2 x 18,95 EUR |
| Pintas Vintage 2003 |
1 x 39,80 EUR |
| Esmero 2002 |
2 x 23,90 EUR |
| Totais: |
165,00 EUR |
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