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| Selecção de Junho - 2005 - Esgotado
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| Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2003 |
É, para nós, um dos lançamentos do ano, pois trata-se, até ao momento, do mais forte candidato a vinho da colheita! Olhando apenas o vinho, vamos mesmo mais longe (e atenção, porque medimos o alcance do que dizemos): neste patamar de excelência, haverá apenas mais 2 ou 3! Isto, porque convém deixar margem à subjectividade e eventuais surpresas e porque conhecemos outro que, em 2003, mantém o nível que fez dele o rótulo referência da actualidade. Ambos estão um degrau acima de mais um punhado de estrelas.
Este, é de tal forma equilibrado, com tudo tão lá em cima - álcool, taninos, acidez - que, provado a sós, a sua super estrutura parece quase "normal". Ou seja, digamos que os exageros se anulam. Mas, é incrível como arrasa, abafa a concorrência. A ponto de deixar o produtor envergonhado com outro topo de gama da casa, provado depois deste... E se há vários igualmente intensos e poderosos, no Vinha de Lordelo essa dimensão não transborda. Pelo contrário. Surge envolta numa fineza e precisão invulgares. Comprovamos isso mesmo com um experiente comerciante de Bordéus, a quem costumamos apresentar bons tintos nacionais. Pois bem, desta vez a resposta veio cheia de admiração: "que vinho... finalmente uma das vossas bombas que não é selvagem!"
Um crítico e companheiro de provas diz que é vinho "100 pontos Parker". Percebemos a analogia. Mas, para quem conhece os profissionais gauleses e a forma "chauvinista" como entendem o vinho, aquele episódio será mais revelador do resultado alcançado por Domingos Alves de Sousa. Logo à primeira que cede à tentação do vinho de garagem.
Depois de ter desenvolvido as suas quintas na década de 90 - Gaivosa, Vale da Raposa, Caldas e Estação - o produtor ocupa os anos seguintes a consolidar o escoamento desse universo, via exportação. Em 2003, com a ajuda do filho Tiago, cumpre finalmente o desejo de vinificar em separado o mais antigo vinhedo da Gaivosa (2,5 hectares de cepas seculares e baixíssima produção). Só esperamos que seja para repetir. O vinho português agradece! |
Produtor
Domingos Alves de Sousa |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional, Tinta Amarela, Sousão, Tinto Cão, Bastardo e outras. |
| Estágio: |
12 meses ( 100% madeira nova - carvalho francês Allier) |
| Teor Alcoólico: |
15% vol. |
| Produção: |
Cerca de 3500 garrafas. |
| Enólogo: |
Anselmo Mendes e Tiago Alves de Sousa. |
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O nosso Preço: 2
x 45,75 EUR
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| Almaviva 2002 |
Primeira incursão da selecção mensal no hemisfério Sul. Com um rótulo que, pela oportunidade da compra, merece decerto a curiosidade do apreciador. Primeiro, e mais importante, o vinho: é um dos melhores do Chile! Segundo o Guia de referência local (Guia de Vinos Chilenos 2005, de Patricio Tapia), a par do Clos Apalta, de outro Concha y Toro (o Terrunyo Carmenére), do Altar e do Antiyal, todos do mesmo ano (2002). É um estranho e concentrado vinho de base Cabernet, com notas de frutos vermelhos, digamos à Margaux, muito mais evidentes no ataque e no final. Tem ainda elegantes e complexas notas de cedro e tabaco.
Depois, há todo o significado que o rótulo encerra e que faz a diferença. É, sem dúvida, o mais internacional de todos, fruto da parceria de Philippine de Rothschild (do château Mouton-Rothschild) com a Concha y Toro, de longe a maior adega chilena (25% da produção do país) e uma das maiores ao sul do Equador. Para se ter uma ideia, em 1994, dois anos antes da parceria com Mouton, passou a estar cotada no New York Stock Exchange. Ou seja, tornou-se a primeira "bodega" chilena verdadeiramente global!
Nos anos 70, dois visionários - Philippe de Rothschild e Robert Mondavi - estabelecem a primeira parceria intercontinental, o Opus One, vinho pioneiro da era moderna e da tendência em que este Almaviva se insere: a descoberta de novos espaços por grandes produtores europeus. Nesse cruzamento de tradições vinícolas diferentes, mais tarde, outro ramo da família Rothschild chega ao Chile, adquirindo a adega Los Vascos, em Colchagua. Seguiu-se um batalhão de grandes nomes bordaleses, mas sempre com a intenção de produzir vinhos acessíveis, da gama dos rótulos locais. Até que, nos anos 90, a baronesa Philippine decide seguir as pisadas do pai, mas desta vez na América do Sul. Ou seja, fazer ali o que o pai fizera na Califórnia, um "grand vin" que figure entre os melhores: o Almaviva! E se ninguém no mercado põe em dúvida a ambição, faltava ainda convencer-nos. Nada como provar. |
Informação Complementar Alma chilena Simbologia do rótulo |
Produtor
Concha y Toro |
Características
| Região: |
Vale de Maipo (Chile) |
| Castas: |
Cabernet Sauvignon (75%); restante Cabernet Franc e Carmenére. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
120 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Patrick Leon e Enrique Tirado. |
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O nosso Preço: 1
x 42,00 EUR
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| Gouvyas Reserva 2003 Branco |
É já um dos grandes brancos portugueses. No seu Anuário 2005, João Afonso coloca-o no top 5 dos brancos durienses. Quase diríamos que se o crítico apertasse um pouco mais a malha, o Gouvyas Reserva continuaria a caber nessa elite. Podíamos ainda contar o que não vem nos guias. Em Março deste ano, o guru da crítica espanhola, José Penin, provou-o em Barcelona e não queria acreditar que o vinho tinha estado 18 meses em barrica. Tal a frescura e leveza, por comparação com os pesados "brancos de madeira". No caso, com o mérito acrescido de trazer para a ribalta uma casta esquecida...
A história remonta a 2000, à primeira edição que foi durante uns tempos a nossa compra "secreta" em matéria de brancos. Com uma mineralidade a lembrar um bom Mersault (Borgonha) e, à época, a preço quase de vinho corrente. Claro, a relação qualidade/preço era por demais apelativa e o "segredo" não durou muito. Algum crítico mais atento passou palavra e, meses volvidos sobre o lançamento, o Gouvyas Reserva começou a voar das prateleiras. Aliás, essa edição inicial continua em grande forma. Para o que interessa, a primeira tentativa convenceu de imediato os proprietários da Bago de Touriga que podiam fazer um branco sério. Mas, em 2001, com as mesmas uvas e mantendo uma parte importante de vinha velha, alguma podridão e maturações irregulares não permitiram manter o nível. Em 2002, ano difícil no Douro, também não houve branco.
Na colheita seguinte, quando a natureza decidiu colaborar, a vinha velha que era a essência do Gouvyas Reserva, tinha já sido arrancada. Ora, há anos que João Roseira e Luís Soares Duarte desejavam trabalhar uma casta tão nobre quanto esquecida, a Codega do Larinho. Variedade que Luís Soares Duarte conhecia das suas andanças pelo Douro Superior (é casta autorizada em Trás-os-Montes). Foi nessa região, em Pombal de Ansiães, que descobriram as vinhas e uvas que procuravam, por forma a combinar partes iguais da mencionada Codega do Larinho, Rabigato e Malvasia Fina. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Códega do Larinho, Rabigato e Malvasia Fina. |
| Vinificação: |
A fermentação iniciou-se em cuba de inox e terminou já em madeira |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho (65% novas e 35% segundo vinho). Batonnage semanal, passando a mensal após primeiros meses. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
4200 garrafas. |
| Enólogo: |
João Roseira e Luis Soares Duarte. |
| Informação: |
Decante duas horas antes e sirva a 13º/14º C. |
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O nosso Preço: 2
x 15,90 EUR
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| Sierra Cantabria Gran Reserva 1996 |
"This Rioja bodega must be one of the world great value wineries. Readers depressed about the skyrocketing prices for well-known Italian, French, and Californian wines, should realize that Sierra Cantabria wines offer spectacular relief from high prices. They are remarkable values."
Robert Parker
Há muito aguardávamos a oportunidade de apresentar por cá a família Eguren, da qual os apreciadores conhecerão sobretudo os vinhos de Numanthia Termes, adega da D.O. Toro. Ora, não é esse, nem de perto nem de longe, o terreno de eleição dos Eguren e a razão de serem uma referência internacional. Porque se há ponto em que a opinião de Parker é consensual, é no facto deste produtor apresentar uma oferta incrível em termos de relação qualidade/preço. Grandes compras, por vezes verdadeiras "pechinchas", dos vinhos de 1 € aos de... 100!
Pois bem, a origem da fama encontra-se em San Vicente de la Sonsierra (Rioja). É aí que os irmãos Miguel e Marcos Eguren orientam as adegas da família - Sierra Cantabria, San Vicente, Dominio de Eguren e Finca El Bosque (a que se junta a nova "bodega" de Páganos-Laguardia). É aí que nasce o San Vicente, "Melhor vinho do mundo até 30€" na última cimeira da gastronomia celebrada em Madrid; é daí que vem o El Bosque, um dos melhores de Espanha segundo o anuário do El Pais, guia Proensa e guia Peñín; foi aí que o mesmo guia Peñín elegeu, por duas vezes nos últimos anos, Sierra Cantabria como "Bodega del Año".
E, por isso, desta vez não fomos directo aos de última geração como o Puntido, Amancio e El Bosque, ou de corte mais moderno como o San Vicente (primeira aposta de modernidade da adega, hoje já um clássico). Optamos por um exemplo do que os Eguren conseguem na gama de maior produção. Algo bem mais complexo e evoluído que o simples vinho frutado e jovem. Meio corpo, tabaco, fumo, sabores caros e suculentos, limados pelo tempo. Perfil que, regra geral, nos obriga a abrir os cordões à bolsa. E que muitos não hesitariam em colocar pelo dobro (...ou mais). |
Características
| Região: |
Rioja (Espanha) |
| Castas: |
Tempranillo (100%). |
| Vinificação: |
Desengaço total (100%), fermentação alcoólica durante 8 dias com levedura seleccionada e controlo de temperatura. Maceração pré-fermentativa em frio (48 horas) e pós-fermentativa durante 21 dias. Duas remontagens diárias até terminar a fermentação, diminuindo de frequência durante a maceração. |
| Estágio: |
24 meses em barricas de carvalho americano (25% novas e 75% máximo 3 vinhos). Trasfegas cada 4 meses no primeiro ano e cada 6 no segundo. |
| Enólogo: |
Marcos Eguren |
| Informação: |
Recomenda-se abertura e decantação uma boa meia hora antes do consumo. |
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O nosso Preço: 1
x 19,70 EUR
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Selecção de Junho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2003 |
2 x 45,75 EUR |
| Almaviva 2002 |
1 x 42,00 EUR |
| Gouvyas Reserva 2003 Branco |
2 x 15,90 EUR |
| Sierra Cantabria Gran Reserva 1996 |
1 x 19,70 EUR |
| Totais: |
185,00 EUR |
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