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| Selecção de Abril - 2005 - Esgotado
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| Malhadinha 2003 |
É o topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova, até aqui conhecida pelo vinho de base (Monte da Peceguina). Este, marca a estreia num patamar superior, razão de ser, dizemos nós, de todo o projecto da família Soares. Proprietários de uma cadeia de garrafeiras no Algarve, cultivam em Albernoa, no Baixo Alentejo, a outra face do seu amor pelo vinho. Apontando alto, muito alto, e investindo nos mais ínfimos detalhes: dos rendimentos baixíssimos, com forte monda na vinha; à vindima em pequenas caixas, com diferentes passagens por talhão; até à luxuosa adega onde se conjuga tradição (pisa a pé) com a mais moderna tecnologia (lagares refrigerados, etc). Para se ter uma ideia, basta dizer que na busca de barricas adequadas, João e Paulo Soares adquiriram uma das mais variadas mostras de tanoarias francesas que nos foi dado apreciar. Das quais o enólogo contratado, Luís Duarte (Quinta do Mouro), só teve que escolher as que resultavam melhor, sem se preocupar com as restantes. Ou com o que estava dentro...
Para não falar dos mimos para além do vinho. Dos 200 hectares de suaves encostas, bem drenadas, que se espraiam em redor da adega; do gado de linha pura ou da criação de porco preto em extenso (vale a pena ir à Malhadinha Nova só pelo presunto...). Ali, tudo respira dedicação e harmonia.
E isso, acreditem, reflecte-se no vinho: equilibrado, fresco e puro, de óptima extracção, apesar do ano excepcionalmente quente. Mas, sobretudo, com uma pureza de fruta que relega quase tudo o resto para segundo plano. Sim, talvez em detrimento de maior complexidade, que virá com o tempo. Mas expressão pura e rica do bom vinho, da boa fruta. E atenção, não confundir com a exuberância frutada dita internacional. Está muito acima disso e aquela expressão terá até mais a ver com a juventude do vinhedo. Perfil que, curiosamente, se prolonga no rótulo de aparência "naïf": um desenho da pequena Matilde, 4 anos de idade, segunda filha de Rita e João Soares, nascida no ano em que plantaram a vinha!
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Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Alicante Bouschet (50%), Aragonez (40%) e Cabernet Sauvignon (10%). |
| Vinificação: |
As uvas foram transportadas em caixas de 12 Kgs até à Adega, a escassos metros da vinha, e aí novamente seleccionadas em mesa de escolha. Pisa a pé em pequenos lagares refrigerados, com 2 macerações a frio, no início e durante a fermentação. |
| Estágio: |
12 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
10850 garrafas. |
| Enólogo: |
Luis Duarte e Pedro Garcia |
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O nosso Preço: 2
x 27,50 EUR
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| Vinha da Costa 2003 |
Verdade seja dita, inicialmente, o objectivo de nova visita a Carlos Campolargo era trazer mais do mesmo. Ou seja, com o Calda Bordaleza ainda fresco na memória e informados sobre o próximo lançamento da colheita 2003, em maior volume que a anterior, voltamos à Bairrada com a mira nesse vinho. Plano subvertido com outro rótulo de predominância Merlot. Mais, proveniente de um vinhedo com 3 castas - Merlot, Syrah e Tinta Roriz - o Vinha da Costa até viu a sua proporção de Merlot aumentar para 3 quintos do total, em vez da terça parte do lote que compôs as duas colheitas anteriores. Porquê então a preferência de última hora?
Expliquemos. De facto, preferimos este por um quinto... de Syrah! Parece-nos mesmo obrigatório conhecer a expressão da variedade no vinhedo designado da Costa e, sem monocasta à vista, este mostra bem toda a mineralidade, toda a expressão de "terroir" que a Syrah ali adquire. Do mais original e terroso que se encontra entre nós. Mesmo num ano em que a vinha sofreu algo com uma temporária praga de caracóis. A invulgar legião de pequenos moluscos desloca-se quilómetros no espaço de poucas horas e, à passagem pela vinha da Costa (vá-se lá saber porquê...), optou pela folhagem do talhão de Syrah. O que deixou as uvas algo expostas, obrigando a rápida reacção e grandes cuidados por parte do produtor.
De resto, como noutras paragens, a casta reagiu muito bem ao Verão quente de 2003 e os sócios não deixarão de apreciar o "apport" que traz ao vinho, verificando como esse fundo mineral marca todo o conjunto. Até por comparação com o Calda Bordaleza onde, sem esse contributo, sobressai antes a carnosidade frutada do Merlot. Não sendo adeptos de comparações, julgamos que no caso pode ser pedagógico. Por isso diversificamos a escolha, sem abdicar do objectivo inicial que nos levou à Bairrada (ver em baixo, último do mês). |
Características
| Região: |
Bairrada |
| Castas: |
Merlot (60%), Syrah (20%) e Tinta Roriz (20%). |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Produção: |
2070 garrafas. |
| Enólogo: |
Carlos Campolargo |
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O nosso Preço: 1
x 15,50 EUR
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| Neo 2002 |
Continuamos a apresentar rótulos de vanguarda do país vizinho, que colocam os sócios do clube tão ou mais por dentro da cena espanhola que o próprio consumidor do outro lado da fronteira... Foi assim com o Clos Manyetes (Priorat) e é o caso deste Neo, perfil 100% Ribera del Duero, poderoso, raçudo, com muita uva tanto no nariz como na boca, plenamente identificado com a sua região.
Nascido do sonho de Javier Ajenjo, Julio Conde e Jose Luis Simon, três jovens enólogos que laboram em bodegas da zona de La Horra (Aranda del Duero), o Neo cedo ganhou vocação exportadora, como tinto da nova vaga que ajudou a projectar Espanha na arena internacional. Logo à segunda colheita (2001), uns 95 pontos Parker tornaram-no mais conhecido no estrangeiro que no mercado de origem, orientando quase toda a produção para o resto do mundo, sobretudo para os Estados Unidos e Japão. O que permitiu aos seus três apaixonados artífices, com o auxílio de Isaac Fernández Montaña, um dos mais criativos enólogos da nova fornada, consolidar o audaz projecto. Terminaram a reforma e acondicionamento da adega num velho moinho de água, onde foi já elaborado este 2002, e adquiriram um vinhedo de 7 hectares no Pago de Cabarroso, matéria prima de futuras colheitas**.
Até lá e enquanto a vinha cresce, mantêm sob controle ao longo do ano alguns vinhedos de 50 a 60 anos, de baixo rendimento, onde seleccionam fruta com a qualidade exigida. O resultado denuncia o interesse dos autores pela vertente taninos, bom trabalho de madeiras, solidamente armado na boca, neste ponto a precisar um pouco mais tempo em garrafa para suavizar arestas. Uma boa acidez, reforçada pelos rasgos frutados e um final cheio de raça, ainda que, como se disse, a pedir maior suavidade.
**Em 2004, pela primeira vez Ribera assistiu ali a uma vindima nocturna que dará lugar ao primeiro vinho de uvas próprias. Esse Neo Vendimia Noturna (?) deverá ver a luz do dia lá para o final do ano. |
Produtor
Bodegas Conde |
Características
| Região: |
Ribera del Duero (Espanha). |
| Castas: |
Tinta del país (Tempranillo) 100%. |
| Vinificação: |
As uvas foram colhidas para caixas de 16 Kg na terceira semana de Outubro. Maceração durante 13 dias a temperatura controlada. |
| Estágio: |
15 meses em barricas novas de carvalho americano (30%) e francês (70%). |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
12500 garrafas numeradas. |
| Enólogo: |
Javier Ajenjo, Julio Conde e Jose Luis Simon. |
| Informação: |
Pode começar a beber-se, mas os taninos auguram plenitude dentro de 2 ou 3 anos. Sem filtragens nem clarificação, pode dar lugar a ligeiras precipitações, pelo que se aconselha prévia decantação. |
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O nosso Preço: 2
x 24,90 EUR
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| Calda Bordaleza 2003 |
Escolha óbvia a partir da impressão muito favorável colhida logo na primeira edição do rótulo, há cerca de meio ano, então em moldes quase experimentais. Já o dissemos (ver em cima, Vinha da Costa), a merecer repetição da dose. Com a segunda colheita a consolidar essa via "bordaleza", bem como as previsões aqui avançadas na altura sobre tão válida alternativa no país da Baga.
Não sendo já surpresa, mantém-se a paleta de aromas intensos e, em boca, a sedosa carnosidade da casta dominante (Merlot). Em associação com o Cabernet, confere ao conjunto grande profundidade e "souplesse". Tanto mais notável quanto se trata de um jovem e poderoso bairradino. De resto, como aqui explicamos em Outubro passado, o possível enquadramento daquelas variedades na região em causa tinha já sido detectado por consultores gauleses das Caves Aliança. Face à localização e ao clima Atlântico, muito parecidos com Bordéus, enólogos como Michel Rolland não perderam tempo a sugerir a utilização de castas bordalesas. Homem atento e aberto à inovação, Carlos Campolargo, há 40 anos fornecedor das Caves Aliança, também não perdeu tempo a experimentar. Com sucesso, como se comprova pela segunda edição da pesada e original garrafa que, em curto espaço de tempo, já demarcou o seu espaço entre a fina flor beirã. |
Características
| Região: |
Bairrada |
| Castas: |
Merlot (47%), Cabernet Sauvignon (40%) e Petit Verdot (13%). |
| Vinificação: |
As uvas fermentaram separadamente em pequenos lagares, seguindo para a madeira onde continuaram separadas por castas até à fermentação maloláctica. |
| Estágio: |
10 meses em barricas novas de 300L. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
2000 garrafas. |
| Enólogo: |
Carlos Campolargo |
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O nosso Preço: 1
x 24,70 EUR
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Selecção de Abril - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Malhadinha 2003 |
2 x 27,50 EUR |
| Vinha da Costa 2003 |
1 x 15,50 EUR |
| Neo 2002 |
2 x 24,90 EUR |
| Calda Bordaleza 2003 |
1 x 24,70 EUR |
| Totais: |
145,00 EUR |
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