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| Selecção de Novembro - 2005 - Esgotado
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| Rosa Brava 2004 |
"Pombeiro era uma localidade situada a sul da serra do Caramulo, a poente dos Montes Hermínios, a norte das serranias da Lousã e a nascente... dos vastos campos do Mondego que se estendiam até ao mar."
É aí que o autor de "Rosa Brava" fixa a residência de Leonor Teles, depois do casamento, dando início a uma das mais belas histórias da literatura portuguesa contemporânea. Um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, amores, traições e guerras com Castela, reinventa o tumultuoso reinado de D. Fernando. Das polémicas e fascinantes personagens aos acontecimentos que redundam na revolução de 1383-85.
Foi pois com aquelas coordenadas que, há cerca de um ano e obtida a necessária concordância do editor, iniciamos a busca de um vinho digno de ostentar o nome. Par para esta história. Emancipado, terroso e sedutor. De certa forma, um vinho fora do seu tempo, como a heroína do romance, sem aceitar cânones de época ou de origem. E, como ela, indiferente ao juízo popular, elitista até, ao deixar o marido para gozar a vida de riqueza e luxúria da Corte. Porque também ele, o vinho, é alheio à crítica ou gostos vigentes. Foi escolhido para os sócios; pensado para presentear, em exclusivo, essa estirpe de apreciadores, na quadra que se aproxima.
Por isso, se espera fruta, o melhor é esquecer. Aqui, não é disso que se trata. Pelo contrário...
A localização e características acima enunciadas, o experimentalismo alheio a regras, depressa nos levaram ao bairradino Carlos Campolargo. Seduzindo-nos aí esta bela adaptação da Syrah, muito mais especiada, terrosa e mineral do que a habitual e simples expressão frutada da casta. Depois, bom, depois foi convencer o produtor a subtrair ao lote 2 ou 3 barricas desse vinho elementar. Deixando-o florir a sós, qual... Rosa Brava!
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Características
| Região: |
Bairrada |
| Castas: |
100% Syrah. |
| Vinificação: |
Pisa mecânica e fermentado em inox, terminando essa fermentação já em barricas de carvalho francês do 2º ano. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês de 300 L. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
700 garrafas. |
| Enólogo: |
Carlos Campolargo |
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O nosso Preço: 2
x 25,80 EUR
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| Vinya del Vuit 2003 |
O ano passado, por esta altura, associamo-nos ao lançamento de um nome mítico (Yquem 99). Este ano, era mais fácil voltar a Bordéus. Mas preferimos renovar a capacidade de surpreender. Com um rótulo que, de outra forma, nunca chegaria a Portugal: o mais raro e inacessível vinho de garagem do Priorat! Produção diminuta, o Vuit ("Vinha dos Oito") vai quase todo para a cave de gente conhecida, críticos e comerciantes, do outro lado do Atlântico. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, as poucas garrafas que saem desse círculo restrito, são transaccionadas a perto de 200 dólares!
É um projecto de 8 jovens que, na altura, pouco ou nada tinham de seu. Enólogos que hoje são as novas estrelas da região. Para citar alguns, Iban Foix (Mogador e Laurona), Ester Nin (Clos Erasmus), René Barbier Jr, Núria Pérez (Martinet), irmã de Sara (Cims de Porrera, Vénus, Vall Llach)... Na prática, em 2000, quando Sara e René namoravam, os amigos de ambos decidiram fazer algo de seu. Endividaram-se para comprar uma "vinya" em Gratallops e, em 2001, nascia o primeiro Vuit. Sendo que, já famosos, este continua a ser o vinho "deles", o único onde ainda sujam as mãos. Uma semana por ano, os 8 juntam-se para vindimar, pisar e... prolongar o sonho.
Última palavra para o rótulo (devíamos ter começado por aí...?), concebido por artistas catalães de vanguarda. O primeiro teve por tema os nomes dos 8; o segundo, mais barroco, simbolizava as castas e este (como se vê...), o sexo. Dos produtores (4 rapazes e 4 raparigas). Também uma forma de ilustrar o ano quente de 2003 e um vinho voluptuoso, tremendo de notas negras, balsâmico, caramelo e "réglise". Muito suave, grande textura. Isto, para já, porque convém lembrar a predominância de Cariñena e a tendência da casta para "cambiar" em garrafa. Dentro de 6 meses, decerto será diferente. Deve aparecer o ferro e as matizes mais minerais. Mas também, nessa altura, acreditamos que o rótulo já será só peça de colecção, ou decorativa, em garrafa vazia. Daquelas que nunca se deitam fora... |
Características
| Região: |
Priorat (Espanha) |
| Castas: |
Cariñena (90%) e Garnacha (10%). |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
2300 garrafas. |
| Enólogo: |
Sara Pérez, Ester Nin, Núria Pérez, Montse Mateos, René Barbier Jr, Iban Foix, Julian Basté e Philippe Thevenon. |
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O nosso Preço: 1
x 69,60 EUR
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| Pequeno João 2004 - 50 cl |
Mais um, terceiro do mês, que podia bem abrir a selecção e... dava igual! Trata-se de uma nova marca, de topo, da Herdade da Malhadinha Nova. Quase uma prenda que os proprietários dão a si próprios, no ano em que viram nascer o primeiro menino da família, o pequeno João Maria. Numa empresa cuja estrutura assenta, em grande parte, na solidez, paixão e empenho familiar, a chegada do benjamim foi celebrada com os melhores lotes do ano, mas num perfil distinto do que já conhecíamos. Cuidando, é claro, para que o vinho encaixe no projecto, sem colidir com as marcas já existentes.
Na prática, foi elaborado com os mesmos mimos (como todos os vinhos da Herdade), da mesa de escolha às madeiras e ao estágio, tratando-se apenas de um lote de Cabernet que os irmãos Soares e o enólogo Luís Duarte identificaram à partida como excepcional, de longe o melhor da colheita em causa. E por isso mantido em separado, para dar este Pequeno João. Tão poderoso e irrequieto que a adição de algum Aragonês foi mais um bálsamo para acalmar a criança, para baixar o volume...
De resto, parte desse Cabernet continua a verter para o Malhadinha. Sendo que este, em Dezembro, vai ainda levar as percentagens habituais de Aragonês e Alicante Bouschet.
Explicadas as diferenças, o resultado é um vinho que faz jus ao nome e à mão impressa no rótulo: bastante mais directo, aberto e irreverente do que, por exemplo, o Malhadinha. A base, a intensidade e pureza de fruta, que tanto gabamos no último, estão lá, mas num perfil mais óbvio e apelativo, a sugerir consumo imediato. E uma vez a experiência bem sucedida, o conceito deve manter-se. Segundo os irmãos Soares, este Pequeno João será produzido todos os anos, em quantidades muito limitadas, sempre a partir dos melhores lotes e saindo para o mercado em óptimas condições de consumo.
Enfim, a julgar por este e a bem dos apreciadores, venham mais pequenos... Quase nos atrevemos a desejar que Paulo Soares não tarde a imitar o irmão João, contribuindo também ele para o "portfolio" da família. |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Cabernet Sauvignon (70%) e Aragonês (30%). |
| Estágio: |
12 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
15% vol. |
| Produção: |
3980 garrafas. |
| Enólogo: |
Luís Duarte |
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O nosso Preço: 2
x 21,50 EUR
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| Nelin de Clos Mogador 2004 |
Vinhos de outras paragens escolhem-se, quase sempre, pela diferença. Para ampliar horizontes ou conhecer outros perfis. Contudo, este pareceu-nos igualmente interessante, até pedagógico, por ser... idêntico. Muito idêntico mesmo aos "melhores", perdão, aos mais estruturados que se encontram no Douro. Aliás, se dúvidas houvesse quanto à similitude entre esta região e o Priorat, origens mundialmente conhecidas pelos tintos... este branco, acaba com elas! Com variedades que nada têm a ver (prova que o vinho é mais questão de "terroir" que de castas). Claro que as parecenças ficam por aí, pois enquanto este é de uma região "micro", no Douro, as variações de orografia e clima ao longo de quase 200 km, abrem outras possibilidades. Que só agora começam a ser exploradas... mas, essa, é outra conversa.
Voltando ao Nelin e conhecendo René Barbier, quase apostávamos que não descansa enquanto não fizer um grande branco no "seu" Priorat. A primeira tentativa, em 2000, deixou excelente impressão. Mas, no ano seguinte, o entusiasmo esfriou. Havia muita madeira e demasiado álcool. Com esta colheita, diríamos que se aproxima mais do que nunca do objectivo. Dentro do limite, ou seja, do perfil mencionado. Que é, passe a expressão, um excelente branco elaborado com "mentalidade de tinto": da sensação visual de peso à boca potente, gordurosa e estruturada. Expressa claramente o carácter prioratino, vinoso, com alguma refrescante nota cítrica a equilibrar. Acaba largo, retronasal amplo e amargoso, devido à mineralidade, à força com que expressa o "terroir".
Parece ter matéria para muitos anos. Aliás, gostávamos de voltar a provar mais tarde, até pela comparação atrás enunciada, para saber como evolui, se oxida ou não... Sendo que, no imediato, completa bem o ciclo Priorat. Pois obriga a reconhecer um grande vinho e a força do "terroir", mesmo sem apreciar o perfil. Mesmo para quem, como nós, prefere brancos mais frescos e leves, com um final menos marcado pela mineralidade.
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Características
| Região: |
Priorat (Espanha) |
| Castas: |
Garnacha (60%), Viognier (15%), Pinot Noir (10%) e Roussane (15%). |
| Vinificação: |
Uvas provenientes de 4 parcelas, num total de 10 hectares. Como todos os vinhos de René Barbier, este também não conhece inox: vinificado primeiro em tinas e depois em barricas (com a percentagem de Pinot, como é óbvio, vinificada em branco) |
| Estágio: |
8 meses em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
5500 garrafas. |
| Enólogo: |
René Barbier |
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O nosso Preço: 1
x 19,80 EUR
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Selecção de Novembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Rosa Brava 2004 |
2 x 25,80 EUR |
| Vinya del Vuit 2003 |
1 x 69,60 EUR |
| Pequeno João 2004 - 50 cl |
2 x 21,50 EUR |
| Nelin de Clos Mogador 2004 |
1 x 19,80 EUR |
| Totais: |
184,00 EUR |
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