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| Selecção de Setembro - 2004 - Esgotado
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| REDOMA Reserva 2003 (Branco) |
Este vinho concretiza, em simultâneo, uma velha aspiração nossa e uma aposta muito pessoal do produtor. A primeira passa pelo desejo há muito alimentado de abrir a selecção do mês com um branco! De preferência, português. O que, a este nível, não é tão fácil como parece...
Bom, alguma hesitação e uns meses depois, espera justificada com uma escolha consensual, pois desde a colheita 2000 que o Redoma Reserva é apontado pela crítica como um dos melhores brancos nacionais. Mais surpreendente será o facto do vinho de 2003 confirmar e ampliar até esse consenso. Se bem se lembram, foi um ano de canícula, sugerindo muito álcool e fraca acidez. Para mais tratando-se de um Branco. Além da perícia do produtor, só as características, o equilíbrio e flexibilidade da casta que o compõe, permitem com esta colheita elevar o nível já atingido no ano de referência (2000). O que nos conduz à aposta pessoal do produtor.
Em 1993, Dirk Niepoort faz as primeiras experiências com uvas brancas. E se o vinho do Porto sempre preferiu castas como a Malvasia, Viosinho ou Códega, o gosto pessoal em matéria de brancos secos leva-o a apostar numa variedade quase ignorada, a Rabigato*. Uma uva bastante equilibrada e flexível. O característico aroma a lembrar moscatel não a impede de reflectir melhor que as restantes o solo, o dito "terroir". Domínio onde o produtor se move como poucos na região, descobrindo vinhas velhas de Rabigato a 400-600 metros. Detalhe importante nos brancos do Douro, pois a essa altitude a temperatura é muito mais fresca que nos vinhedos à beira-rio. Só assim se percebe que 2003 dê um Reserva Branco ainda mais elegante, com esta frescura e acidez. Prova disso? Sendo a casta, por natureza, bastante alcoólica, tape o rótulo e veja lá se alguém dá pelo grau...
* Nome que, segundo Duarte dOliveira, deriva de "rabo de gato", sinónimo de Maria Gomes na Bairrada e Rabo de Ovelha no Dão e no Alentejo. |
Informação Complementar wineanorak White of the Year (Tom Cannavan) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Rabigato e uma percentagem residual de Códega e Gouveio. |
| Vinificação: |
Proveniente de diversas vinhas velhas e fermentado em barricas François Frères. |
| Estágio: |
10 meses em barricas de carvalho francês 90% novas. |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
6 mil garrafas |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 1
x 24,90 EUR
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| ROCKING HORSE 1999 Cabernet Sauvignon - Rutherford - Garvey Family Vineyard |
A primeira viagem do clube ao chamado Novo Mundo resulta numa escolha de ocasião, quase uma pechincha atendendo ao género e à proveniência. Por esse lado, sem dúvida, a compra do mês. Mas, expliquemos. Sendo o objectivo proporcionar aos sócios novos horizontes vínicos, nada como seguir o provérbio "em Roma sê romano". Não fazia sentido, por isso, atravessar o Atlântico armado de preconceitos, em busca do "nosso" vinho ou de uma qualquer "assemblage" bordalesa. O que, diga-se, também abunda por aquelas bandas...
Mas, para escolher algo genuíno e de qualidade nos States, primeiro problema: com o poder de compra local e montados em 5 ou 6 colheitas consecutivas de grande qualidade na década de 90, os rótulos californianos galgaram rapidamente a centena de dólares por garrafa. Assim, de um lote de 30 ou 40 vinhos de classe mundial, apenas batidos pelos grandes franceses dos melhores anos (e sublinhe-se este ponto...), poucos conservam uma relação qualidade/preço que justifique a curiosidade do apreciador Europeu. Este pequeno produtor "ultra-premium" é um deles. A partir de uma das melhores denominações do vale de Napa - Rutherford - e com a ajuda de uma figura da enologia californiana - Steve Lagier (15 anos na Robert Mondavi) - a família Doran produz um Zinfandel e um Cabernet bem ilustrativos dos "big, awsome wines" que a América tanto valoriza: verdadeiras bombas "deep purple", de fruta e álcool, extraindo ao limite as características varietais.
Sem rodeios (...e preconceitos), fácil de gostar e, sobretudo, de impressionar em qualquer roda de amigos. Mais ainda quando, atrás da fama e da proveniência, não temos de pagar uma fortuna para satisfazer a curiosidade do género... |
Enólogo
Steve Lagier |
Características
| Região: |
Rutherford (Napa Valley) |
| Castas: |
98% Cabernet Sauvignon e 2% Merlot |
| Estágio: |
20 meses em barricas de carvalho francês 50% novas. |
| Teor Alcoólico: |
13,6% vol. |
| Produção: |
1600 caixas |
| Enólogo: |
Steve Lagier |
| Informação: |
Tempo de guarda estimado até 2009 |
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O nosso Preço: 2
x 34,26 EUR
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| CHATEAU LATOUR-MARTILLAC 2000 |
O desafio é por demais interessante. No mês de lançamento do Redoma, o que Bordéus faz em matéria de brancos e para o mesmo patamar: Latour-Martillac (Latour escreve-se numa só palavra desde 1990). Clássico grand cru de Graves, hoje A.O.C. Pessac-Léognan, cuja notoriedade assenta na produção de um branco de alta linhagem. Actualmente, no solo "gravier" (cascalho) arenoso, graças a amplas reformas administrativas e produtivas, elabora também um dos melhores tintos da "appellation".
Mas, claro, foi a qualidade dos míticos brancos de Graves que, no séc. XIX, seduziu o negociante bordalês Edouard Kressmann. Apreciava particularmente o château, em Martillac, onde a vinha profundamente enraizada na terra calcário-argilosa parecia indiferente à secura. Tornou-se amigo e conselheiro do proprietário, dando início a uma paixão familiar que ganhou corpo em 1929 quando o filho, Alfred Kressmann, adquire a propriedade, desde logo rebaptizada Latour-Martillac para evitar confusões com o célebre homónimo do Médoc. Em 1955, o neto de Edouard, Jean Kressmann, herda o "domaine" que ainda hoje dirige coadjuvado pelos filhos Tristan et Loïc. Estes, tratam de aprofundar a capacidade de expressão do terroir através da complexa gestão parcelar de 38 hectares (10 de vinhas brancas) e levando ao extremo a rigorosa condução do vinhedo.
Contudo, o grande trunfo do rótulo "or et sable" (estreado em 1936, na garrafa servida na coroação de George VI, no Palácio de Buckingham), verdadeiro tesouro da paleta de aromas dos brancos de Latour-Martillac, continua a ser a parte histórica do vinhedo: dois talhões enxertados em 1928 e... 1884. Este último, contém toda a colecção de cepas brancas que o velho Edouard aconselhou ao proprietário da época, de quem logo se tornou amigo. Essa parcela mais antiga participa, ainda hoje, na composição do vinho que aqui lhe propomos. Delicado, complexo, com uma extraordinária capacidade de envelhecimento. |
Informação Complementar Château Latour-Martillac |
Características
| Região: |
A.O.C. Pessac-Léognan (Bordéus) |
| Castas: |
55% Sémillon, 40% Sauvignon Blanc e 5% Muscadelle. |
| Vinificação: |
Fermentação em barricas 40 a 50% novas. |
| Estágio: |
Cerca de 12 meses. |
| Produção: |
48 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Loïc Kressmann e Valérie Vialard |
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O nosso Preço: 1
x 29,78 EUR
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| CARM AMICO 2001 |
Mais um lançamento inédito, prova da diversificação e crescente criatividade do nosso mercado de vinhos. Elaborados, em exclusivo, para determinado fim ou cliente, há vários. Veja-se o recente caso do Mystico (ver selecção de Agosto), da Ramos Pinto para a Quinta do Lago. Mas, que se saiba, pela primeira vez em Portugal o indissociável laço vinho/comida é explorado ao ponto de um produtor abrir as portas da adega a um Chefe de prestígio, para este "cozinhar" os lotes a seu bel-prazer.
A ideia nasceu de resto durante um jantar vínico numa das melhores mesas de Lisboa, o restaurante "A Galeria". Quem conhece, sabe como lá se trata o vinho e a paixão que este inspira no proprietário, chefe Augusto Gemelli. O facto de ter sido premiado "Restaurante do Ano 2003" pela Revista de Vinhos, diz quase tudo sobre a qualidade da carta e do serviço de vinhos. Num aparte, dizemos o resto: é lá que, tantas vezes, aproveitamos para rever amigos enólogos e produtores quando descem à capital. Foi numa dessas ocasiões, em 2001, e depois de provados diversos vinhos do país natal do chefe, sobretudo da Toscânia, que os responsáveis da CARM desafiam Augusto Gemelli a meter mãos à obra. Em Janeiro do ano seguinte, o chefe italiano visita a adega de Almendra e começa então a trabalhar com as castas da última colheita, seleccionadas por Rui Madeira. Segundo o enólogo da Casa Agrícola Roboredo Madeira, material base com qualidade para monocastas.
O primeiro resultado, engarrafado no início de 2003, é este vinho de perfil moderno, fresco e guloso. Escusado será dizer, pensado para ligar com aromas da gastronomia italiana e em quantidade tão limitada que não será fácil encontrar senão à mesa de quem o concebeu. Um "amigável" cartão de apresentação para algo mais sério, digamos, mais intelectual, que surgirá lá mais para diante, com a assinatura do próprio chefe no rótulo. |
Informação Complementar A Galeria de Gemelli (Público) Diário de Notícias |
Produtor
CARM |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
55% Touriga Franca, 25% Tinta Roriz e 20% Touriga Nacional. |
| Vinificação: |
As uvas seleccionadas de quintas da CARM foram desengaçadas, esmagadas e maceradas a frio 48h. Fermentação em ânforas inox de 150 hl durante 15 dias, com maceração pós fermentativa. Maloláctica a temperatura controlada. |
| Estágio: |
6 a 8 meses em barricas de carvalho americano e francês de grão extra fino. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
1000 garrafas. |
| Enólogo: |
Augusto Gemelli e Rui Madeira |
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O nosso Preço: 2
x 10,90 EUR
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Selecção de Setembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| REDOMA Reserva 2003 (Branco) |
1 x 24,90 EUR |
| ROCKING HORSE 1999 Cabernet Sauvignon - Rutherford - Garvey Family Vineyard |
2 x 34,26 EUR |
| CHATEAU LATOUR-MARTILLAC 2000 |
1 x 29,78 EUR |
| CARM AMICO 2001 |
2 x 10,90 EUR |
| Totais: |
145,00 EUR |
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