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| Selecção de Agosto - 2004 - Esgotado
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| Pintas 2002 |
O ano passado demos corpo à expectativa. Este ano voltamos a antecipar o lançamento do Pintas, desta vez completando a trilogia de expoentes vínicos de 2002 (sendo os outros Charme e Poeira), para saber como se lida a este nível com um ano tão difícil. Até ver e que se saiba, mais nenhum peso pesado do Douro arriscou fama e proveito revelando o rótulo dessa data (muito menos do coração da região demarcada, de onde são oriundos estes 3...).
No caso do Pintas, é notável a forma como consegue manter o perfil que o celebrizou na colheita de estreia (2001). Igualmente cheio, com fruta e frescura exuberantes. Talvez sem a mesma profundidade, mas exibindo à mesma grande concentração fenólica e intensidade de fruto. À custa de uma selecção ainda mais rigorosa das uvas do velho vinhedo de Vale Mendiz, entretanto adquirido por Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva. Aquisição decisiva para assegurar, ano após ano, a consistência e regularidade que o nível da estreia requer.
Quanto à escolha ainda mais selectiva da fruta, traduz-se no sacrifício de 20% da produção. Ou seja, se as 5 mil garrafas do primeiro Pintas foram poucas para as "encomendas", com o este a corrida será ainda mais disputada pois há bastante menos vinho. As dificuldades de 2002 foram também superadas com mais tempo de estágio em barrica (mais 3 meses que o vinho de 2001). Diferença mais subtil é o recurso a menos madeira nova: apenas 50% de cascos de carvalho francês novos, em vez dos 70% utilizados no vinho de 2001. |
Informação Complementar El Mundo - Vinhos de garagem em Portugal |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Elaborado a partir de uma vinha com 70 anos, tradicional para Porto Vintage, com uma vintena de castas diferentes. |
| Vinificação: |
As uvas sujeitas a uma apertada selecção na vinha e à chegada aos lagares, foram desengaçadas e pisadas a pé durante toda a fermentação alcoólica. Estágio e fermentação maloláctica em barricas de carvalho francês, 50% novo e 50% de 1 ano. |
| Estágio: |
18 meses |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
4 mil garrafas |
| Enólogo: |
Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva |
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O nosso Preço: 1
x 34,80 EUR
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| Pol Roger Extra Cuvée de Reserve (Brut) |
Vinho adequado ao Verão? Fresco, pois claro! Tão óbvio que se estranha o hábito português de guardar o melhor de todos eles para dias de festa ou fins-de-ano. Enfim, vale o número cada vez maior de conhecedores que, mal o calor aperta, não hesita regar a refeição com um bom Champagne. Antes e durante! Sejam saladas, pratos leves ou até um bom assado. Embora, reconheça-se, não fique fácil encontrar "la créme et la classe" num mercado inundado de produtos de baixa qualidade e onde até apreciadores exigentes se ficam pelo que o grande consumo oferece (sem desprimor para moets e quejandos...).
Vai daí, com a estação a meio, subimos uns degraus para partir de uma base mais séria: um dos melhores Champagnes "non vintage" do planeta. De facto, a Pol Roger, a última "Grand Marque de Champagne" de propriedade familiar, assina um dos melhores vinhos de base (Brut sem ano) da célebre denominação gaulesa. Uma "assemblage" de 3 castas, Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay, composta com vinhos de reserva. Um produto estável, constante, que define o estilo da casa.
O que levanta outra questão: porque é que mais ninguém consegue um espumante de base de nível tão elevado (nem Portugal nem qualquer outro país do mundo)? Um produtor nacional responde sem demora: "temos de melhorar a base!", referindo-se à fruta, à viticultura. Mas não é só. É muito mais que isso. São os cerca de 6 Km de túneis e caves onde a Pol Roger conserva 6,5 milhões de garrafas, a uma temperatura constante de 9,5º C. Stock que lhe permite todos os anos compôr o vinho de base com uma percentagem inalcançável de caríssimos Champagnes velhos ("millesimes" das grandes colheitas). À semelhança do nosso Porto Tawny, o vinho de base depende do compromisso de cada casa na utilização do seu mais precioso recurso, as pipas de vinhos velhos, sem preço. É esse o segredo que, no mundo dos espumantes, distancia os franceses e a Pol Roger em particular do resto do pelotão... |
Características
| Região: |
Champagne |
| Castas: |
Pinot Noir (33%), Pinot Meunier (33%), Chardonnay (33%) |
| Vinificação: |
O Brut sem ano da Pol Roger é elaborado a partir de mais de 35 vinhos diferentes, élevage em 40 cubas de 100 hectolitros com afinação e temperaturas individuais. Convenhamos, mais complicado que manipular 10 cubas de 400 hectolitros... |
| Estágio: |
Mínimo de 3 anos de envelhecimento antes da comercialização. |
| Produção: |
900 mil cols (75% da produção da casa) |
| Enólogo: |
Dominique Petit (durante 20 anos foi Chef de cave na mítica Krug) |
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O nosso Preço: 1
x 36,00 EUR
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| Mystico 2002 |
Com este rótulo, desvendamos um dos mais selectos capítulos do vinho português contemporâneo: o primeiro vinho comemorativo alguma vez elaborado pela Ramos Pinto para um empreendimento de lazer. Nome grande do Douro, João Nicolau de Almeida criou este Mystico a pedido de Domingos Silva, administrador da Quinta do Lago SA, para celebrar o 30º aniversário do luxuoso complexo turístico algarvio. De resto, dupla comemoração uma vez que o enólogo-chefe da Ramos Pinto está também há 3 décadas à frente desta casa de Porto.
Escusado será dizer que a associação de firmas que operam em semelhantes nichos de mercado só podia resultar num vinho igualmente requintado e exclusivo. Aliás, títulos à parte, diga-se que os próprios mentores do projecto meteram "pés à obra", ajudando a pisar, num lagar de pedra da Quinta do Bom Retiro, 7500 kg das melhores uvas provenientes da Quinta da Ervamoira (outra das 4 quintas da Ramos Pinto), no Douro Superior.
Pormenor que torna a prova deste vinho extremamente interessante, para quem acompanha a cena duriense e numa altura em que grandes vinhos do Cima Corgo mostram o que conseguiram em 2002. Fizemos o teste recentemente, dando o Mystico a provar às cegas aos criadores de 2 daqueles vinhos. Foram unânimes na apreciação, atirando de imediato: "tem a marca do Douro Superior!" Porquê? Porque, no ano em causa, só aí era possível alcançar tamanho equilíbrio: cor, textura, álcool, acidez, tudo no lugar e medida certos. Como se diz na gíria, um vinho redondo, "sem buracos". O que, a propósito da recente apresentação do Mystico no campo de golfe Quinta do Lago Sul, nos leva a parafrasear o contra-rótulo: bom "backswing" (apreciação de cor e aroma) e bom ataque de bola (leia-se, de boca...) para um excelente "follow through" (fácil e excelente final)!
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Informação Complementar Quinta do Lago |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional (65%), Tinta Roriz (18%) e Tinta Barroca (17%) |
| Estágio: |
Cerca de 18 meses em cascos de carvalho (engarrafado em Junho deste ano) |
| Teor Alcoólico: |
13,17% vol. |
| Produção: |
10 mil garrafas para comercialização exclusiva nos restaurantes da Quinta do Lago. |
| Enólogo: |
João Nicolau de Almeida |
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O nosso Preço: 2
x 26,90 EUR
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| Quinta do Vale Bragão 2000 |
Uma descoberta em termos de relação preço/qualidade. A começar pelo berço deste vinho ainda desconhecido: nasce numa quinta plantada em Celeirós, junto ao rio Pinhão. Para se ter uma ideia da localização privilegiada, Vale do Bragão confina com vinhedos tão célebres como o do Fojo. Elaborado a partir de vinhas entre os 15 e os 30 anos, por Jerry Luper, enólogo-chefe da Real Companhia Velha, onde também foi engarrafado.
Está um tinto jovem, fresco, combinando bem as notas vegetais com uma fruta doce, nada agressiva. Elegante, quase diríamos feminino na boca. Se quiséssemos levar mais longe a analogia feita a propósito da localização, vinho um pouco à semelhança de um Quinta da Manuela. Para outro patamar e preço, pois claro...
Depois há ainda a história que esta garrafa encerra, com ligações que só o vinho nos ensina. Tem, por exemplo, a ver com o que atrás se disse de vinhos velhos, sem preço, principal tesouro da Pol Roger... Como? Se bem se lembram, serviu de comparação o Tawny e o que acontece com o nosso Porto. Pois bem, a Quinta do Bragão, pertença da família Borges Costa desde o século XVIII, é hoje de Virgínia Costa Mendes, herdeira de um produtor que deteve até aos anos 70 uma das maiores colecções de Porto velho de toda a região. E colecção aqui não quer dizer garrafas mas pipas, centenas de pipas (400) de vinho generoso, na altura com 40 ou mais anos (reais...). Na sua maioria vendidas então a um senhor holandês, talvez o único comerciante que, à época, valorizava devidamente junto da produção esses vinhos muito velhos. Que ainda hoje são o coração de qualquer cave de Vila Nova de Gaia e, neste caso, ainda hoje contribuem para que a pequena casa que os comprou continue a fazer a diferença e se afirme em todo o mundo, em termos de qualidade.
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinto Cão. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Enólogo: |
Jerry Luper |
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O nosso Preço: 2
x 10,70 EUR
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Selecção de Agosto - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Pintas 2002 |
1 x 34,80 EUR |
| Pol Roger Extra Cuvée de Reserve (Brut) |
1 x 36,00 EUR |
| Mystico 2002 |
2 x 26,90 EUR |
| Quinta do Vale Bragão 2000 |
2 x 10,70 EUR |
| Totais: |
146,00 EUR |
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