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| Selecção de Julho - 2004 - Esgotado
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| Charme 2002 |
É o lançamento do ano. O tinto mais esperado e badalado nos bastidores do vinho, desde a colheita experimental de 2000. Podem comprová-lo os poucos que conheceram de perto essas primeiras cápsulas cor-de-rosa. Senão veja-se o que dele escrevemos, há um ano, aquando da estreia do Pintas (ver em outros meses, Julho de 2003). Recordamos, por exemplo, a controversa Grande Prova Internacional Atlantis, com rótulos míticos de todo o mundo e onde a vitória do Charme terá sido das poucas coisas que não sofreu contestação... Pois bem, é esse vinho que agora chega ao mercado, na versão 2002. Para o seu criador e o mesmo círculo de especialistas, ainda melhor, com maior potencial de fruto e um uso mais equilibrado da madeira. Talvez. Muito sinceramente, não estamos certos da comparação, tal o impacto do primeiro Charme...
"Fineza, fineza, fineza", foi o objectivo de Dirk Niepoort. Era uma homenagem do produtor ao seu estilo favorito - os grandes tintos da Borgonha (por contraposição à potência de Bordéus) - mas, acabou por ser a demonstração de que o Douro também podia produzir elegância. E aí reside o grande fascínio do Charme: foi o primeiro a remar contra a maré, numa região dominada pela potência dos seus néctares; pioneiro a colocar o primado na elegância, no meio de uma vaga de vinhos super extraídos, super concentrados.
Daí a surpresa em tantas provas onde arrasou; daí a aura que rodeia o seu nome. É um daqueles raros casos que marcam época, antecipando tendências, como o tempo acabaria por demonstrar. Dois anos volvidos, cansados da moda das "bombas" frutadas, apreciadores esclarecidos procuram cada vez mais a "finesse" e frescura de carácter de que o Charme é expoente. Claro, não há bela sem senão: o lugar na história atira-o de imediato para o lote dos mais caros de Portugal. Sendo certo que daqui por uns meses o veremos por aí ao dobro, ou mais... Vai uma aposta? |
Informação Complementar Jamie Goode (Harpers Wine Magazine) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Mistura de castas tradicionais do Douro (base Tinta Roriz e Touriga Franca). |
| Vinificação: |
É um dos segredos deste vinho: as uvas de vinhas mais quentes, junto ao rio, foram pisadas sem desengaçar. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Produção: |
4 mil garrafas |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 1
x 70,00 EUR
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| Poeira 2002 |
Nem de propósito, ou seja, quis o destino (e o Jorge Moreira...) que a 2ª edição deste vinho nos chegasse a tempo de acompanhar o Charme. E não conseguimos imaginar melhor companhia... pois, a seguir à já mencionada colheita experimental do Charme 2000, foi o Poeira quem se arriscou no mercado com um estilo elegante, fino, em tudo oposto aos excessos em voga (ver em outros meses, Junho de 2003). Na altura, o produtor dizia, meio a sério meio a brincar, que ia ficar com vinho para beber toda a vida...
Felizmente o vatícinio não se confirmou, a aposta deu certo e estamos certos que apreciadores cada vez mais informados e experimentados darão a esta 2ª colheita o mesmo destino da primeira. Certeza alicerçada na ainda maior aceitação que o vinho de 2002 vem registando. Até porque se revela um pouco mais fácil, talvez mais evidente que o anterior. Não que o produtor se tenha desviado da linha inicial, pelo contrário, continua a ser um modelo de elegância, frescura e equilíbrio. Mas quis a natureza que, no ano em questão, o fruto do pequeno "terroir" de Terra Feita, em Provesende, se mostrasse de forma mais aberta. Um ataque talvez mais rico para um conjunto, em nossa opinião, ligeiramente menos complexo. Mas essa é só uma opinião, que em nada diminui o entusiasmo que o vinho vem suscitando. Pelo contrário, a par do primeiro desta selecção de Julho, será dos poucos a este nível que ultrapassa sem problemas o teste de 2002. Ainda mais difícil, é um dos raros a quem o sucesso praticamente não alterou o preço...
Uma última palavra para a principal alteração verificada, essa sim, a do rótulo: as letras aparecem em baixo e em cima "desata-se" o nó, por forma a que se perceba melhor o cano de aspirador. Enfim, pode ser que a explicação ajude. |
Informação Complementar Primeiros vinhos de garagem em Portugal (El Mundo) Prova Poeira 2001 (Os5as8) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
2,5 ha de vinha velha com mistura de castas tradicionais; 1,5 ha de vinha nova com Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Souzão. |
| Vinificação: |
Vinificação em lagares de pedra com pisa a pé. Fermentação maloláctica do lote de vinha velha em barricas e o lote de vinha nova em Inox. |
| Estágio: |
13 meses em barricas de 2º ano |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
7 mil garrafas |
| Enólogo: |
Jorge Nobre Moreira |
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O nosso Preço: 2
x 28,90 EUR
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| Château Sociando-Mallet 2001 |
Se há região onde a ditadura das marcas se impõe à bolsa do apreciador é em Bordéus. Mas há outros caminhos. Instados por vários sócios a descobri-los, optamos pelo mais directo: o rótulo que pôe em causa toda a pirâmide hierárquica bordalesa. De facto, nesse mundo obcecado pelo status (leia-se, a célebre classificação de 1855...), esta espectacular quinta do Haut-Médoc chegou ao topo assente apenas na reputação das suas garrafas. O proprietário, Jean Gautreau, tornou-se uma espécie de "enfant terrible" do sistema desde que numa mediática prova da mítica colheita de 1990, realizada uma década depois, o seu vinho arrasou a maioria dos Crus Classés (ver link WineSpectator). Não admira que o ano passado tenha recusado submeter o seu vinho à reclassificação de 490 Crus Bourgeois, mesmo sabendo que ocuparia um lugar cimeiro na lista.
A colheita de 2001 não desmente esta história. Nariz potente, exuberante, inicialmente floral, vai-se decantando em notas especiadas com bom fundo mineral. Ataque à altura, denso, corpulento, taninos firmes mas redondos e impecável equilíbrio álcool/acidez. Enorme estructura, cheio de carácter e um longo, loooongo final. Impressionante, grande vinho. Abreviando, 91 pontos Parker após a prova em barrica, foi o mês passado revisto em alta pelo crítico norte-americano depois de provado em garrafa (93 pontos): "...A sua cor púrpura profunda acompanha um espectacular bouquet de bagas pretas, cedro e terrunho, encorpado com uma soberba textura, maravilhosa concentração... este massivo 2001 deve ser degustado para crer. Uma brilhante execução." (Wine Advocate, Jun. 2004)
De volta ao início, um detalhe: porque é que este vinho equiparável a um Château Montrose, com características similares até a um Latour, não teve honras de Premier Cru? Porque, para os comerciantes do século XIX, o Château ficava demasiado a norte de Bordéus para mandar buscar amostras, logo foi riscado do mapa na classificação de 1855... |
Informação Complementar A mesma qualidade por metade do preço (WineSpectator) Chateau Sociando (Wine-Journal) |
Características
| Região: |
A.O.C. Haut-Médoc (Saint-Estèphe) |
| Castas: |
Cabernet Sauvignon 55%, Merlot 40%, Cabernet Franc 5% |
| Vinificação: |
Fermentação a altas temperaturas (32º ou 33º) e posterior encubação durante 3 semanas, com várias remontagens diárias. |
| Estágio: |
11 a 13 meses em barricas de carvalho francês, 80% a 100% novas consoante a colheita. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
Cerca de 120 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Jean Gautreau |
| Informação: |
Ainda muito marcado pela madeira e pela matriz Cabernet, está longe do auge de maturidade (2008-2020). Se beber já, deixe-o respirar para expressar minimamente as suas potencialidades. |
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O nosso Preço: 1
x 45,40 EUR
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| Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2003 |
"Clairet - dark pink wine style that is a speciality of the Bordeaux region, recalling the sort of red wines that were shipped in such quantity in the Middle Ages to England, and which originally inspired the english word Claret."
in The Oxford Companion to Wine, de Jancis Robinson.
Os dias de calor aconselham o remate com um delicioso vinho de Verão. Nascido no mesmo berço, com os mimos de raiz dos irmãos mais sérios da marca. Este começou quase como uma brincadeira. Tão apreciada pelos amigos de José Bento dos Santos, em 1999, que o proprietário da Quinta do Monte d'Oiro resolveu repetir a graça. Desta vez, mais a sério. Para lançar no mercado ostentando a marca que entretanto ganhou em prestígio o que todos sabemos... o que explica a escolha de uma fina casta meridional, de bela cor, como a Cinsault.
O resultado é um vinho estimulante, capitoso e fresco. Sem taninos dominantes, acompanha bem pratos leves ou de cozinha moderna. Mas, diz quem o fez, também vai bem com umas sardinhas assadas com pimentos, um bacalhau elaborado, um leitão da Bairrada ou até cozinhas exóticas apimentadas e temperadas com especiarias. Ainda segundo o produtor, a aptidão para "pratos difíceis" encoraja-o perante uma perdiz de escabeche. E porque não a acompanhar uma salada de pêssego ou frutos vermelhos? Ao ar livre, de preferência, e servido bem fresco, que ele parece chamar o Verão. Por falar nisso, não se entusiasme em demasia. Atenção aos calores... repare na graduação! |
Informação Complementar Quinta do Monte d¿Oiro |
Características
| Região: |
Estremadura |
| Castas: |
Cinsault (e uma percentagem residual de Tinta Roriz). |
| Vinificação: |
Vinificado com uma curta maceração (ligeiro contacto do mosto com as películas). O processo decorre em cubas inox, com controlo de temperatura, mantida baixa para favorecer toda a fracção aromática do Cinsault. |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Enólogo: |
Luís Elias de Carvalho e Tiago Carvalho |
| Informação: |
Deve ser apreciado jovem, nos 2 anos seguintes ao ano de colheita (2004/2005), e servido bem fresco (8/10 ºC). |
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O nosso Preço: 2
x 6,90 EUR
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Selecção de Julho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Charme 2002 |
1 x 70,00 EUR |
| Poeira 2002 |
2 x 28,90 EUR |
| Château Sociando-Mallet 2001 |
1 x 45,40 EUR |
| Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2003 |
2 x 6,90 EUR |
| Totais: |
187,00 EUR |
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