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| Selecção de Junho - 2004 - Esgotado
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| Quinta do Crasto 1994 |
O primeiro Crasto! O primeiro vinho seco de uma das quintas mais antigas, mais espectaculares e famosas do Douro! Mas não é isso que faz desta garrafa uma peça única: é sobretudo porque Portugal nunca bebeu este vinho. Ou seja, não é nem nunca foi comercializado no nosso país. Em 1994, a Quinta, que foi uma das primeiras a engarrafar Porto com marca própria, não tinha ainda autorização para comercializar Douro DOC e este foi todo para exportação. Se pensarmos que à época ainda não havia Internet para procurar os nossos melhores vinhos em Inglaterra... não erramos ao dizer que partilhamos com os sócios do clube o privilégio de ser os primeiros (...e últimos, pois não há mais) a prová-lo. Excepção feita ao painel da Revista de Vinhos que recentemente o cotou como um dos melhores tintos velhos do Douro.
Porque mostra já tudo o que no espaço de uma década projectou o Crasto para o topo, profundidade, força, equilíbrio. Muito bem evoluído e, sobretudo, num grande momento (o que, em vinhos desta idade, é sempre uma incógnita). Com algumas curiosidades suplementares. Desde a combinação 80% Tinta Roriz e 20% de Touriga Francesa, ou seja, será um dos raros, senão mesmo o único Crasto, ainda sem elevada percentagem de Touriga Nacional.
A rotulagem em inglês não diz é que o vinho foi elaborado com a ajuda de João Nicolau de Almeida (Ramos Pinto), cujos laços familiares se cruzam com os proprietários da Quinta do Crasto. Decerto porque no ano seguinte, quando foi rotulado, era já David Baverstock (Esporão) o "winemaker" de serviço. A propósito, atente-se no pormenor do rótulo que sublinha o carácter único da garrafa: em baixo, a itálico, "Produced by Quinta do Crasto... Bottled by Finagra S.A."
Tudo somado, 10 anos depois, e sem esquecer que 94 foi precisamente o ano em que a família Roquette restaurou a adega da histórica quinta, coroando o programa de recuperação iniciado nos anos 80, estamos perante um marco que os caçadores de preciosidades não deixarão passar em claro. |
Informação Complementar Velha Fama |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
80% Tinta Roriz e 20% Touriga Francesa |
| Estágio: |
6 meses em barricas novas de carvalho americano |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Enólogo: |
João Nicolau de Almeida |
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O nosso Preço: 1
x 44,50 EUR
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| Redoma 2001 |
Não é fácil falar de um vinho pelo qual nutrimos especial predilecção, pois entramos num domínio pessoal, sempre subjectivo. Mas, abreviando, cá vai... a maioria aponta a "batuta" noutra direcção, procurando no "charme" de outros rótulos a justificação para o facto de Dirk Niepoort deter hoje no Douro e em Portugal a coroa que já pertenceu ao mítico Barca Velha. Pois bem, para nós, é no Redoma que se encontra a explicação. É a evolução e extraordinária consistência deste vinho ao longo de uma década que melhor ilustra semelhante ascensão. Desde o primeiro Redoma (1991) até ao actual, que é, para nós, o melhor de sempre.
Se, por exemplo, o vinho de 97 perdura como referência última de um estilo mais antigo, este 2001 surge como expoente da evolução rumo a outro estilo muito mais perfeito tecnicamente. Algo selvagem mas fino ao mesmo tempo. Uma tese subscrita pelo produtor: "é o vinho de guarda mais perfeito que fiz" declara Dirk Niepoort, quando questionado sobre as características que o vinho apresenta. Menos frutado que o Batuta, mais austero, com notas balsâmicas intensas, mas muito fresco, vivo, vibrante mesmo.
Para o produtor, um dos segredos da afinação alcançada reside no estágio misto em barricas novas (50%) e de 2º ano (50%). De resto, na base do 8º Redoma, mantêm-se vinhas velhas exclusivamente viradas a norte, exposição que proporciona uma suave maturação da Tinta Amarela, com alguma Touriga Franca e Tinta Roriz. O resultado é, como se disse, o melhor Redoma de sempre e a confirmação do crescente domínio demonstrado por um Dirk Niepoort cada vez mais maduro (recentemente entrado na casa dos 40...). Dúvidas? Prove e fazemos a pergunta de outra forma: quantos outros conhece em Portugal que tenham como gama média um vinho deste nível? |
Informação Complementar Dirk Niepoort (El Mundo) Jantar com Dirk Niepoort (WineAnorak) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Amarela, Touriga Franca, Tinta Roriz e outras típicas do Douro |
| Vinificação: |
Vinho fermentado em cuba com grande parte a fazer a maloláctica em barrica. |
| Estágio: |
18 meses em barricas de madeira nova (50%) e de 2º ano (50%) |
| Teor Alcoólico: |
13,5% vol. |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort |
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O nosso Preço: 2
x 28,90 EUR
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| Quinta do Monte d'Oiro Têmpera 2001 |
Eis o primeiro Monte d'Oiro de casta portuguesa e outra raridade. Elaborado com o mesmo rigor e cuidados que valeram ao produtor ver o seu vinho reconhecido como o melhor de casta estrangeira, em Portugal. Desde o baixo rendimento por hectare, para obter uvas de qualidade irrepreensível num pequeno talhão de Tinta Roriz (1,2 ha), ao estágio em madeira 100% nova, das melhores tanoarias francesas.
Uma escolha que visa explorar o tremendo sucesso que a marca conheceu em Espanha - em Dez. 2002 venceu o duelo Ibérico, organizado pela revista Sibaritas, lembram-se? - pois a Tinta Roriz, leia-se Tempranillo, é a casta rainha no país vizinho. Assim, dois terços da escassa produção deste vinho destinam-se ao mercado espanhol, de onde nos chega a apreciação de Custodio Lopez Zamarra, escanção do restaurante madrileno Zalacain (2 estrelas do guia Michelin): "Extraordinario vino, color cereza picota, (...) aromas de muy buena intensidad, predominando los frutos rojos en sazón con notas balsámicas y una elegante madera. En la boca, buena concentración y peso de fruta, taninos de muy buena calidad (...) y una vía retronasal balsámica y frutal".
Uma última nota para o nome, prova do engenho e criatividade do eng. Bento dos Santos. Sendo óbvia a associação Têmpera (abreviado de) Tempranillo, lê-se no contra-rótulo que esta "É a têmpera que transforma o ferro humilde no nobre aço. E é a têmpera que molda o carácter ao Homem. Eis o Têmpera, vinho nascido no terroir da Quinta do Monte d'Oiro. Com têmpera." Ou seja, como dizem os franceses, é de se lhe tirar o chapéu... melhor, o acento circunflexo! |
Informação Complementar Site do produtor |
Características
| Região: |
Estremadura |
| Castas: |
Tinta Roriz |
| Vinificação: |
As uvas escolhidas cacho a cacho em tapete rolante, são desengaçadas e esmagadas, com fermentação em cubas inox com controlo individual da temperatura (por cuba) de acordo com as características dos mostos. |
| Estágio: |
16 meses em barricas novas (100%) de carvalho francês e 1 ano em garrafa |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Enólogo: |
Luís e Tiago Carvalho |
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O nosso Preço: 2
x 24,90 EUR
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| Schloss Gobelsburg 2002 Gruner Veltliner Steinsetz |
Sinceramente, não fora o calibre das novidades e um mês tão rico em pesos pesados do nosso vinho, ainda nos passou pela cabeça virar a selecção do avesso... pois apresentar a Grüner Veltliner em Portugal era um sonho antigo. É a uva austríaca por excelência (37% do vinhedo total) e um dos brancos mais apreciados nos meandros do vinho, de Paris a Nova Iorque. "Se a Viognier e a Sauvignon Blanc tivessem um bébé, seria a Grüner Veltliner", afirma Terry Theise, especialista mundial em vinhos alemães, austríacos e champagnes. É talvez o branco que melhor se adapta a todo o tipo de comida, acrescentamos nós. Ideal, por exemplo, para a multiplicidade de sabores da cozinha "moderna".
Dito isto, fomos em busca do melhor. E a "weingut" Schloss Gobelsburg produz alguns dos melhores Veltliners do planeta. Surpreendentemente, o ano em que o Danúbio transbordou - 2002 - deu uma das melhores colheitas de sempre na adega de Langenlois, na região de Kamptal. Uma adega gerida por Eva e Michael Moosbrugger, em parceria com outra figura do vinho austríaco, o enólogo Willy Bründlmayer, que não tem no entanto interferência na elaboração dos vinhos.
Claro que a opção mais óbvia seriam rótulos de topo, oriundos de vinhedos como Grub, Renner ou Lamm ("ried" Grub fica no entalhe das falésias de Heiligenstein e Gaisberg, dois históricos vinhedos de Riesling, enquanto "ried" Lamm é uma suave encosta virada a sul, no sopé de Heiligenstein). Mas, como dizem os proprietários, manter o antigo mosteiro da ordem de Císter, onde se abriga a velha adega Schloss, tem os seus custos... Ora, sendo o óptimo inimigo do bom e, olhando para o conjunto, este Steinsetz pareceu-nos uma escolha razoável como introdução à casta: leve, nariz exuberante, ataque fresco e limpo, muitas notas de pinho e muito, muito refrescante nos dias quentes que se avizinham. |
Informação Complementar Site do produtor Grande desconhecido (El Mundo) Crítica Winespectator |
Características
| Região: |
Kamptal (Áustria) |
| Castas: |
Grüner Veltliner |
| Vinificação: |
Fermentado em cubas de inox, é depois rapidamente engarrafado. |
| Teor Alcoólico: |
12,5% vol. |
| Produção: |
12 mil garrafas |
| Enólogo: |
Michael Moosbrugger |
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O nosso Preço: 1
x 16,90 EUR
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Selecção de Junho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta do Crasto 1994 |
1 x 44,50 EUR |
| Redoma 2001 |
2 x 28,90 EUR |
| Quinta do Monte d'Oiro Têmpera 2001 |
2 x 24,90 EUR |
| Schloss Gobelsburg 2002 Gruner Veltliner Steinsetz |
1 x 16,90 EUR |
| Totais: |
169,00 EUR |
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