OK





  2003
Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2004
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2005
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2006
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2007
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2008
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2009
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2010
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh
Selecção de Maio - 2004 - Esgotado
 
Quinta da Carolina 2000

Com este vinho, o americano Jerry Luper revela o ponto ideal de "maturação", que é como quem diz, de conhecimento e domínio da pequena propriedade onde se instalou com a mulher Carolee, em meados da década de 90. De facto, este Quinta da Carolina nada tem a ver com o vinho do ano anterior, apresentando-se como expressão muito mais equilibrada e conseguida dos 2,7 hectares de vinhas velhas na margem esquerda do Douro, nos arredores do Pinhão.

Arriscamos mesmo dizer que é com a colheita de 2000 que Luper eleva a sua pequena produção familiar ao nível esperado a partir de anteriores realizações no nosso país. Além do trabalho pioneiro na Califórnia e da ligação a alguns ícones do vale de Napa (Diamond Creek), vale a pena lembrar que estamos perante o director técnico da Real Companhia Velha, responsável pela projecção dos vinhos de mesa da casa para patamares de qualidade que valeram, por exemplo, o troféu da Revista de Vinhos para a melhor empresa em 1999. Antes dessa data, esteve também ligado à ascensão da Quinta de Pancas, assistindo na criação dos varietais "Special Selection".

No caso do Quinta da Carolina, consegue finalmente harmonizar a antiga tradição duriense - lagares de pedra, pisa artesanal, prensa vertical manual - com a experiência enológica Californiana. O resultado é, como se disse, um enorme salto em relação a anteriores colheitas: um tinto de estrutura mais equilibrada, final mais elegante e prolongado, e, sobretudo, taninos melhor domados. Enfim, e por isso o escolhemos, um vinho de nível verdadeiramente internacional, bem mais acessível (também no preço...) que o padrão a que a marca nos tinha habituado.

Características
Região: Douro
Castas: Tinta Roriz 30%; Tinta Barroca 25%; Touriga Francesa 20%; Tinta Carvalha 15%; outras 10%
Vinificação: A mistura de castas tradicionais foi pisada 6 a 8 dias em lagares de pedra (leveduras seleccionadas).
Estágio: 14 meses em barricas de carvalho americano, francês e português
Teor Alcoólico: 14,1%
Produção: 4700 garrafas
Enólogo: Jerry Luper
O nosso Preço: 2 x 34,80 EUR

Viña San Román 2000

Depois de um vinho com 93 pontos Parker (ver Abril - Aalto 2000), completamos a visita ao que muitos consideram o melhor enólogo espanhol com a mais recente "descoberta" de Mariano García. É que, além de ter sido designado pela Revista de Vinhos como "melhor estrangeiro em Portugal", este San Román mostra como o velho se torna novo, como uma região esquecida se torna numa das coqueluches europeias do momento.

Para nós, tanto mais interessante quanto essa capacidade do vinho se reinventar ocorre em Zamora, última província espanhola antes do "Duero" passar a... Douro. Aí fica a pequena denominação de Toro (4400 hectares), que durante séculos conservou um rico património de vinhas velhas e pés francos de Tinta de Toro (variante local de Tempranillo). Dava tintos potentes, poderosos, apreciados na corte do rei de Castela. Mas eram vinhos rudes, desiquilibrados; 17 graus de álcool era considerado normal. Os produtores assumiam que era uma característica da Tinta de Toro e, por tradição, vindimavam a 12 de Outubro (a maturação fenólica é atingida antes, entre 20 de Setembro e 15 de Outubro). Nunca ninguém pensou que a fruta estava tempo demais na vinha...

Até que, em 1995, sabe-se que Mariano García anda às compras na região. Adquire uvas para a lendária Vega Sicilia e em 1997 investe com a empresa da família (Mauro) nos primeiros vinhedos em Pedrosa del Rey, Villaester e San Román. Estava aceso o rastilho. Seguem-se os barões da Rioja, Marqués de Riscal e família Eguren; os bordaleses Lurton; o gigante catalão Miguel Torres; a família Chivite; Alejandro Fernandez (Pesquera)... Enfim, hoje há ali 20 novos projectos em desenvolvimento!

Enquanto se espera que todos dêem frutos, dois vinhos lideram o pelotão: o Numanthia (que "arrasou" com 95 pontos Parker nas colheitas inaugurais) e este San Román, menos potente mas mais equilibrado, com uma textura mais sedosa. Um vinho que mostra músculo mas também "finesse", o que não surpreende dada a mão de quem o fez.

Informação Complementar
Prova de vinhos de Toro
A corrida ao ouro... (winespectator)
A saga dos García (El Mundo)

Características
Região: Toro
Castas: 100% Tinta de Toro.
Vinificação: Cada parcela é vinificada em separado, com macerações entre 12 a 20 dias.
Estágio: 22 meses em barricas de carvalho americano e francês
Teor Alcoólico: 14%
Produção: 20 mil garrafas.
Enólogo: Mariano García
Informação: Engarrafado sem filtrar ou clarificar, a prazo pode criar depósito.
O nosso Preço: 2 x 29,50 EUR

Casal Figueira Tradition 2002

Tudo quanto atrás se disse sobre o atrevimento dos jovens enólogos e dos novos caminhos do vinho português, aplica-se na perfeição a este caso. Embora diferente, um branco sério com bom potencial de envelhecimento e não um vinho de consumo jovem, é outro caso singular no panorama nacional. Desde a localização à aposta em castas praticamente desconhecidas entre nós...

Situada a norte do concelho de Torres Vedras, numa zona onde a vinha começa a escassear devido à pressão urbana do litoral, a Quinta Casal Figueira foi alvo de uma profunda reestruturação no início dos anos 90, tornando-se uma espécie de laboratório vitivinícola de características extremamente inovadoras. Nas suaves encostas expostas a norte, de natureza arenosa e batidas pela brisa atlântica, cultivaram-se vinhas de Marsanne, Roussane (castas típicas das "Côtes du Rhône"), Petit Manseng (Pirinéus atlânticos) e Arinto. Por outras palavras, o espaço agrícola foi repensado olhando apenas ao "terroir" e à qualidade, sem quaisquer condicionalismos de ordem cultural/tradicional decorrentes da região onde se insere.

Com um enólogo defensor das mais íntimas relações da terra com o cosmos, a viticultura praticada em Casal Figueira é de inclinação bio-dinâmica: tratamentos biológicos, desparras, mondas, vindimas selectivas e faseadas são praticas correntes, afim de colher o melhor fruto na altura certa. Na adega, tudo é mais simples: sem recurso a bombagens e/ou esmagamentos mecânicos prejudiciais, os mostos são obtidos directamente por uma longa e suave prensagem, condição considerada capital na vinificação dos grandes brancos. Do mesmo modo, não há leveduras seleccionadas, enzimas ou defecação de mostos, de modo a traduzir fielmente o "terroir" Casal Figueira.

Este Tradition 2002 (na tradição dos grandes brancos da Borgonha...) é pois a expressão de uma excelente fruta, sublimada pelas melhores madeiras que tornam o vinho mais complexo e poderoso, respeitando sempre a sua fineza e frescura.

Características
Região: Estremadura
Castas: Marsanne, Roussane e Arinto
Estágio: 18 meses em barricas novas de carvalho francês, com as borras finas.
Teor Alcoólico: 13,5 % vol.
Produção: 5 mil garrafas.
Enólogo: António Carvalho
O nosso Preço: 1 x 9,70 EUR

Três Bagos - Sauvignon Blanc 2003

Aí está uma prova do arrojo da nova vaga de enólogos/produtores e do seu contributo para a evolução do vinho português. Anos atrás, seria impensável encontrar por cá um Sauvignon deste nível, capaz de ombrear com os famosos varietais do Loire (Sancerre e Pouilly-Fumé) ou os seus rivais, de orientação mais frutada, do novo mundo. Aliás, talvez pela raridade entre nós, críticos que apreciam a casta como uma das mais frescas do planeta, altamente aromática, mas produzindo na boca nuances vegetais e por vezes fumadas, quase fumo de pólvora, consideram que não é um vinho fácil para Portugal.

Mas a qualidade torna a aposta irresistível. Estamos certos que para sócios conhecedores será mesmo o vinho do Verão. Curiosamente, nascido à sombra de um ícone vinícola: a Casa de Mateus, celebrizada em todo mundo pelo rótulo de uma garrafa. Foi nas vinhas que rodeiam o palácio da família que o conde Fernando Albuquerque cultivou, em finais dos anos 80 e a conselho do Prof. Nuno Magalhães, diversas castas brancas, entre elas a gaulesa Sauvignon Blanc. Ora, o morgado de Mateus é actualmente accionista e presidente do conselho de administração da Lavradores de Feitoria, empresa que no plano de vindima de 2002 (sob a batuta do mentor da firma, Dirk Niepoort, e do jovem enólogo da casa, João Brito e Cunha) incluiu a marcação, videira a videira, dos pés de Sauvignon.

Essa produção experimental, cerca de 2 mil garrafas, provada e aplaudida nos meandros do vinho, agradou tanto que se repetiria no ano seguinte já com vista à comercialização. Estreia bafejada pela natureza, pois o vinho de 2003 revela fruta viva e notas vegetais típicas da casta ainda mais acentuadas. De resto, sendo um vinho de consumo jovem e amigo da comida, neste momento é uma "bomba" de Sauvignon. Após algum tempo em garrafa resultará mais suave e harmonioso. Uma dica: passe o vinho pelo decanter e volte a pôr na garrafa antes de servir. Senão o fizer, não há problema: quem abrir já não resistirá a repetir o gesto mais vezes, Verão dentro...

Características
Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc
Vinificação: 3/4 do vinho fermentados em cuba e o restante em barricas novas de carvalho francês, onde foi feito batonage durante 6 semanas. O lote final foi submetido a uma colagem e estabilizado pelo frio antes de ser engarrafado.
Estágio: 3/4 do vinho com estágio de 6 meses em cuba e o restante em barricas.
Teor Alcoólico: 13,3% vol.
Produção: 14500 garrafas
Enólogo: João Brito e Cunha
Informação: Deve ser servido bem fresco (10/12 º). O engarrafamento recente aconselha a passagem por decanter.
O nosso Preço: 1 x 10,70 EUR


Selecção de Maio - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta da Carolina 2000 2 x 34,80 EUR
Viña San Román 2000 2 x 29,50 EUR
Casal Figueira Tradition 2002 1 x 9,70 EUR
Três Bagos - Sauvignon Blanc 2003 1 x 10,70 EUR
Totais:   149,00 EUR

Vantagens Vantagens Makeyourcase Clube Winept