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| Selecção de Abril - 2004 - Esgotado
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| Aalto 2000 |
O que este mês lhe propomos é o compromisso entre tradição e vanguarda: ao lado da jóia antiga, um expoente de modernidade. A começar pelo nome, a partir do arquitecto finlandês Alvar Aalto, marca utilizada para a venda de objectos desenhados por ele. O que pressupôs decerto longas e penosas negociações junto do registo de marcas... mas afirma também desde o início o terreno em que este vinho se move: o dos grandes vinhos internacionais. Sem falsas modéstias.
Quem conhece Mariano García não esperaria menos da experiência do mítico enólogo espanhol (Mauro e ex-Vega Sicilia) associada ao "know-how" comercial de Javier Zaccagnini , durante anos presidente do Consejo Regulador de Ribera del Duero. O resultado é um vinho típico de Mariano, potente e concentrado, boa fruta no nariz, também madeira mas já integrada como poucos o conseguem. Na boca é bem mais suave do que parece, com taninos finos e sedosos.
Enfim, uns nascem de tanga e outros com 90 e tal pontos Parker. Sendo este um dos que já andava nas bocas do mundo antes de ser engarrafado. Há cerca de 2 anos, um financeiro americano levou umas amostras de barrica para provar com amigos, em Nova York. Acontece que os amigos eram precisamente Robert Parker e o importador de vinhos franceses Jeff Solokin. O vinho foi servido às cegas, no célebre Daniel da rua 65 (o restaurante favorito de Parker), e se o crítico ficou impressionado, Solokin tentou de imediato o exclusivo das vendas nos Estados Unidos...
Detalhes que não constam do bonito rótulo minimalista, que apenas leva ano, nome do vinho e da região de origem. Outros dados surgem no contra-rótulo, portanto, técnica e legalmente o "verdadeiro" rótulo (à semelhança do Casal Figueira). No mais importante, o vinho, e para quem tenciona bebê-lo em breve, deixe-o "abrir" e mostrar tudo o que tem (uma "horita" no decantador, antes de servir...). |
Informação Complementar Pontuação Robert Parker (93/100) |
Produtor
Bodegas Aalto |
Características
| Região: |
Ribera del Duero |
| Castas: |
Tempranillo (100%) |
| Estágio: |
21 meses em barricas de carvalho francês e americano |
| Produção: |
80 mil garrafas |
| Enólogo: |
Mariano García |
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O nosso Preço: 2
x 28,90 EUR
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| Gloria 2002 |
"...um exemplo do que devia ser a relação qualidade/preço para o consumo do dia a dia."
Winept, Maio de 2003.
Previsão acertada, quando há quase 1 ano apresentamos Vicente Leite de Faria como uma das promessas mais interessantes da nova vaga duriense. Comprovam-no este Glória 2002 e o percurso entretanto efectuado pelo seu autor. Ao contrário da maioria, em vez da pequena produção de preço elevado, optou por um vinho correcto, de nível internacional e produzido em quantidade que se veja. Logo, conseguindo um preço bem competitivo.
Como gosta de referir o enólogo, que controla todas as etapas do processos (da escolha das uvas ao controlo de maturação e à vinificação),"a produção pode ser industrial mas o vinho é personalizado, está lá a minha assinatura". Resultado, embora continue relativamente desconhecido entre nós, o rótulo regista crescente aceitação nos mercados internacionais, onde é recebido e cotado pela crítica (ver links) a par dos melhores que Portugal tem para oferecer. Quase todos bastante mais caros... e essa é outra particularidade que se mantém em relação ao ano passado: foi dos poucos que não aproveitou a "glória" para disparar o preço.
Quanto ao vinho, mostra-se cada vez melhor. Igualmente correcto e limpo, o deste ano surge mais vivo, frutado, atraente, muito fresco. Se no nariz não surpreende, na boca confirma tudo o que atrás se disse. É um daqueles que parece feito para, às "cegas", envergonhar outros mais emproados... |
Informação Complementar Revista Gula (Brasil) Entrevista com VLF |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Tinta Roriz (50%), Touriga Nacional (40%) e Touriga Franca (10%) |
| Vinificação: |
Fermentação alcoólica a temperatura controlada, maceração peculiar pós-fermentativa prolongada. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
30 mil garrafas |
| Enólogo: |
Vicente Leite de Faria |
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O nosso Preço: 2
x 6,98 EUR
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| Porta dos Cavaleiros Reserva 1974 |
Foi há 30 anos! Em 1974...
Era saneado o presidente da Junta Nacional do Vinho. Pela primeira vez, desde a sua fundação em 1937, o organismo regulador é dirigido por uma comissão de gestão...
Era assinado, no Alentejo, o primeiro contracto colectivo de trabalho rural. Os assalariados rurais da região ganhavam então 17$00, de sol a sol...
O Dão tinha a melhor colheita da década. Em termos de qualidade, apenas ultrapassada nos anos de 80 e de 83...
O Instituto do Vinho do Porto deliberava sobre categorias especiais (Vintage, LBV e Colheita). Todos os Vintage passam a ser engarrafados em Portugal...
Começavam as ocupações de terras no Alentejo. Só em Beja, são ocupados mais de 300 mil hectares...
Era aprovado o apetrechamento do Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, que o director Alberto Vilhena reclamava desde 1958. Mas as obras só seriam adjudicadas em 1981... (privando a região de excelência do vinho de mesa português do conhecimento técnico-científico que teria evitado a perda desse estatuto).
E haverá, no vinho, melhor maneira de recordar que através da data de um rótulo? Porque, daí para cá, tudo mudou: novas tecnologias, vinhos modernos, de fruta limpa, frescos e poderosos. Mas, a única forma de ir mais longe no passado e carácter das regiões é explorar estilos originais, fiéis à sua filosofia. Desde que bem elaborados. E se o termo "tradicional" se tornou quase desculpa para vinhos piores, 30 anos volvidos, já percebemos que pode haver igualmente tradição e grandes vinhos.
Sim, vinhos que precisam de muito ar, de abrir, de ser decantados. Mas, ainda assim, verdadeiras jóias raras. É o caso dos Reservas das Caves de S. João - Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos, a adega familiar mais antiga (1920), ainda em actividade, do concelho de Anadia. Apontada pela AC Nielsen como produtora de duas das marcas tradicionais portuguesas de maior reconhecimento internacional: Frei João e... Porta dos Cavaleiros.
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Características
| Região: |
Dão |
| Castas: |
Touriga Nacional, Baga, Jaen e Alfrocheiro. |
| Vinificação: |
Clássica vinificação em tinto, com curtimenta completa, ao que se seguiu um estágio prolongado em cuba de cimento, para afinamento e estabilização natural. Foi engarrafado após muito ligeira estabilização. |
| Produção: |
Cerca de 6 mil garrafas. |
| Enólogo: |
Manuel Augusto Martins da Costa |
| Informação: |
Límpido, de cor acastanhada, impressionante como apresenta ainda fulgor na boca, com suavidade e aveludado. Mas deixe-o respirar, precisa de muito ar. |
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O nosso Preço: 2
x 38,62 EUR
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Selecção de Abril - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Aalto 2000 |
2 x 28,90 EUR |
| Gloria 2002 |
2 x 6,98 EUR |
| Porta dos Cavaleiros Reserva 1974 |
2 x 38,62 EUR |
| Totais: |
149,00 EUR |
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