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| Selecção de Março - 2004 - Esgotado
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| Casal Figueira 2002 |
Para nós, a revelação do ano! Cheio de carácter, na sua estranha mistura Syrah / Touriga Nacional, e com uma tremenda frescura. É sobretudo esta finíssima frescura que o torna um vinho "desalinhado" e completamente contra a corrente: um caso raro de elegância num panorama dominado pelos tintos maduros e corpulentos.
Desde o "Poeira", de Jorge Moreira, que não provávamos tamanho contributo em prol da finura e elegância. Lembram-se do que aquele dizia sobre a acidez? Bom, provem este vinho do norte do concelho de Torres Vedras, sub-região da Estremadura onde o solo é mais arenoso (é, por exemplo, a única sub-região estremenha onde a flora local inclui sobreiros e carvalhos) e o clima, sem os calores tórridos do interior do distrito, proporciona ciclos vegetativos mais longos, com prolongados processos de maturação. Em A-dos-Cunhados, a videira "arranca" logo em Fevereiro, enquanto no interior da região isso só acontece mais tarde.
O resultado são vinhos com uma acidez sempre elevada, característica que António Carvalho explora na perfeição. Há cerca de 2 anos, abalou os bastidores do vinho em Portugal com um inédito Petit Manseng, surpreendendo quem teve o privilégio de o provar. Agora, (re)descobrimos a limitadíssima produção de um tinto tão raro e estranho como aquele branco... O pouco que sobra de 2002, ano em que António Carvalho sujeitou a vinha a mondas incríveis, sacrificando aí um terço da produção. Quase outro tanto foi posto de lado na adega, onde, durante o desengace à mão, as uvas foram literalmente escolhidas bago a bago.
Cuidados que ameaçam a viabilidade de um projecto independente como este (daí a prolongada ausência do produtor) mas que resultam num vinho tão fino, delicadamente fresco e jovem que no actual panorama resulta quase incomparável! A fazer lembrar grandes vinhos dos anos 60 que ainda hoje exibem uma extraordinária acidez. |
Informação Complementar Contra ventos e marés (Newswine.com) A amostra que agitou o meio (Petit Manseng) Potência vs Elegância (El MundoVino.com) |
Características
| Região: |
Estremadura |
| Castas: |
Syrah e Touriga Nacional |
| Estágio: |
1 ano em barricas novas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
12% vol. |
| Produção: |
Mil garrafas |
| Enólogo: |
António Carvalho |
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O nosso Preço: 2
x 18,89 EUR
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| Quinta de Baldias 2001 |
Mais um recém chegado duriense Douro, topo de gama de marca recente. Estreia prometedora a merecer a nossa atenção, pois, mesmo sem grandes pretensões, vem na lógica dos novos caminhos que a região explora em busca de tintos mais leves e equilibrados. Também este surpreende pela agradável frescura mal se mete à boca, no caso já bem afinado por alguns anos em garrafa. Outro indicador de inversão de tendência? Do regresso da elegância por trás do "mainstream" dos potentes e frutados? Claro, estamos a falar de um DOC Douro e a esse ataque segue-se uma explosão de fruta e taninos fortes. Explosão que quase encobre a fruta, mas a surpreendente frescura aguenta o embate e mantém-se durante todo o percurso.
O resultado é deveras original e equilibrado, capaz de agradar a "gregos e troianos". Ou seja, aos adeptos de um estilo mais fino, sem contudo defraudar os que procuram características típicas de um duriense de gema.
Interessante por isso o Quinta de Baldias (não confundir com o vinho de base "Baldias"), nascido em Valdigem, São João da Pesqueira, e primeiro fruto das profundas alterações que a propriedade de 30 hectares conheceu em 2003. A mudança deu-se com a entrada em cena de Manuel Vizeu, nova geração de tradicional família de produtores e comerciantes de Porto, com nome feito na região. Assumiu a gestão da quinta, alterando toda a imagem e gama de vinhos da casa, sendo este o primeiro com entrada directa para o segmento alto do mercado. Pelo lado da qualidade, não temos dúvida que é presença bem vinda nas boas garrafeiras e restaurantes do país. |
Informação Complementar Novidades no Douro (Newswine.com) A revolução do Douro (Wineanorak.com) Porto LBV (Revista de Vinhos) |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Nacional e Touriga Franca |
| Vinificação: |
Vinificado em lagares após rigorosa selecção das melhores uvas da colheita de 2001 |
| Estágio: |
Em madeira de carvalho francês até Junho de 2002 |
| Teor Alcoólico: |
14% vol. |
| Produção: |
4400 garrafas |
| Enólogo: |
Manuel Vizeu |
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O nosso Preço: 2
x 24,81 EUR
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| Casa Castillo Pie Franco 1999 |
É a estrela de uma região emergente no país vizinho - Jumilla. Mas não foi por isso nem por se tratar de um sempre raro pé franco (videiras plantadas directamente no solo, sem porta-enxertos) que o escolhemos para fechar a selecção. Foi, primeiro, por ser um 100% Monastrell, a mais recente variedade ibérica a atingir o reconhecimento internacional. É assim uma acessível abordagem à casta que alguns reconhecerão como a elegante Mourvèdre dos prestigiados vinhos franceses de Bandol. Segundo, e por isso mesmo, outra achega ao debate lançado no início. Como veremos adiante...
Não há de facto diferença genética entre ambas. Embora até há poucos anos o mundo ignorasse que a Monastrell espanhola, por tradição casta de vinhos fortes e rudes, de consumo imediato, era a mesma variedade que dava aquele complexo vinho provençal, de lenta evolução e elegantes matizes de couro, tabaco e minerais. Até que a adega de Julia Roch e Hijos trocou os máximos rendimentos por produções de 3 ou 4 toneladas por hectare; deixou de colher as uvas sobremaduras; substituiu a rápida fermentação em tinas de madeira de 900 litros por cuidadas macerações (60 dias) em tanques de inox. Ou seja, poliu a aspereza e verdura de outrora, deitando por terra o rótulo de sobremaduro.
Mas sem perder a personalidade, o carácter que as duras condições do Levante conferem ao vinho e o distinguem do vizinho francês. Eis o segundo motivo da escolha: este "Pie Franco" mostra que potência não é ausência de elegância, assim como finura não quer dizer vinho sem corpo, sem estrutura. Mesmo demasiado novo, ainda a precisar de garrafa, conjuga o original fundo mineral da casta com a enorme concentração e estrutura que a sua terra lhe dá naturalmente. De outra forma o influente Robert Parker não teria colocado a Monastrell no centro do mundo ao apontar um vinho da casta como "o maior achado do planeta", pela sua relação qualidade-preço (Wine Advocate 135, Junho de 2001)... |
Informação Complementar Um modelo em Jumilla (El Mundovino.com) Monastrell e Mourvèdre (El Mundo Vino.com) Nota de prova e ficha técnica |
Características
| Região: |
Jumilla |
| Castas: |
Monastrell |
| Vinificação: |
Fermentação durante 11 dias, em cubas de inox, a 30ºC. Maceração durante cerca de 32 dias (ver 3º link). |
| Estágio: |
14 meses em barricas novas e seminovas de carvalho francês e americano. Clarificado e engarrafado sem filtragem em Fevereiro de 2001. |
| Teor Alcoólico: |
14,5% vol. |
| Enólogo: |
José María Vicente |
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O nosso Preço: 2
x 25,80 EUR
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Selecção de Março - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Casal Figueira 2002 |
2 x 18,89 EUR |
| Quinta de Baldias 2001 |
2 x 24,81 EUR |
| Casa Castillo Pie Franco 1999 |
2 x 25,80 EUR |
| Totais: |
139,00 EUR |
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