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| Selecção de Outubro - 2004 - Esgotado
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| Calda Bordaleza 2002 |
Não é o mais valioso, nem interessa se é melhor ou pior. Parece-nos, isso sim, a escolha mais relevante, por se tratar de um vinho que rasga novos horizontes na sua região de origem. Mesmo tratando-se de uma "micro-produção", quase uma brincadeira de 800 garrafas. Aliás, a decisão de lhe atribuir honras de abertura amadureceu logo após a prova em casa do produtor, no regresso de uma região ensimesmada em redor da casta que elegeu como bandeira. Dependência varietal que tanto a distingue como atrofia. O produtor é Carlos Campolargo e a região, a Bairrada.
Profundo e intenso, mais do que a paleta de aromas bem trabalhados, este vinho surpreende de imediato pela fina e sedosa carnosidade. A predominância de Merlot, na associação com o Cabernet, confere ao conjunto uma "souplesse" notável, tornando-o já perfeitamente bebível. Tal como certos "crus" de Saint-Émilion. Excepcional num imaturo e poderoso bairradino. A ponto de, na pátria da Baga, essa virtude surgir quase como "bagas que não sabem a Baga"... Lembramos, por exemplo, alguns "Quinta da Dôna", de Ataíde Semedo.
Explicam-nos depois que a Bairrada goza de uma localização e um clima, face ao Atlântico, muito parecidos com Bordéus. Semelhanças detectadas por consultores gauleses, como Michel Rolland, contratados pelas Caves Aliança. Influenciado por essa avaliação, a partir de 2000, Carlos Campolargo (há 40 anos fornecedor das Caves Aliança) experimenta micro-vinificações de Pinot Noir, Cabernet, etc. O primeiro indicador do sucesso, dessa via bordalesa, temperada pela alma bairradina, é o Campolargo CC (Cabernet e o quase esquecido Castelão da Bairrada, ou Camarate...). Sabendo como a Merlot aprecia terras que conservam a humidade nos meses quente, surge também este Calda Bordaleza, que em 2002 mostra o nível pretendido. Metido numa pesada e original garrafa, o nome deste beirão de gema não podia ser melhor achado. Encerra de facto uma das possíveis via para o futuro. Provem e... só não vê quem não quer. |
Características
| Região: |
Bairrada |
| Castas: |
Merlot (47%), Cabernet Sauvignon (40%) e Petit Verdot (13%). |
| Vinificação: |
As uvas fermentaram separadamente em pequenos lagares, seguindo para a madeira onde continuaram separadas por castas até à fermentação maloláctica. |
| Estágio: |
10 meses em barricas novas de 300L. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
800 garrafas. |
| Enólogo: |
Carlos Campolargo |
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O nosso Preço: 2
x 23,70 EUR
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| Château Pichon Baron 2001 |
A compra do mês! Para muitos, em Portugal, poderá até ser ofensivo chamar-lhe pechincha. Mas, basta dizer que o vinho de 2003 (92-94p. Robert Parker) está à venda, "en primeur", a quase 60€ (48+IVA, que em França é de 19,6%, sem falar na imobilização de capital até à data prevista de entrega em... 2006). Isto porque se trata de um rótulo em franca ascensão no firmamento de Pauillac, que não escapará por muito mais tempo à especulação que rodeia os grandes nomes da região. Cremos que 2001 será mesmo uma das últimas colheitas favoráveis de Pichon-Baron tão acessível.
Nascido em 1860, da cisão do extenso "domaine" de Longueville, Pichon-Baron fica nas imediações de Latour. Metade da vinha beneficia de um "terroir" idêntico ao do célebre Premier Cru. Por algum motivo, em 1987, a AXA Millésimes (Suduiraut, Cantenac-Brown, Petit-Village) pagou um preço astronómico por um vinho que, à época, ainda era engarrafado no pátio do Château. Um novo administrador, Jean-Michel Cazes (dono de Lynch-Bages), uma nova adega "state of the art" e injecções massiças de capital, produzem resultados imediatos: o vinho de 1990 supera mesmo os vizinhos Pichon-Lalande e Mouton-Rothschild. Anos como 2000 ou este 2001, em que volta a ser um dos bem sucedidos da colheita, confirmam essa ascensão.
Pormenor importante: um vinho destes, poderoso e taninoso, pode ser bastante negligente na juventude. Não raro precisa de uma década para crescer, ou seja atingir a complexidade e o patamar que justificam a expressão "pechincha" por uma garrafa de mais de 50€.
93/100 pts. (Robert Parker - Wine Advocate - Julho 2004)
"A very successful effort for this vintage in the Médoc... exhibits class/nobility/breed... Sweet, expansive, fleshy, and medium to full-bodied, with good structure, ripe tannin and a long, 30-35 second finish, it can be drunk now but will be even better in 2-3 years. It will last for 12-15 years. I had this wine three separate times out of bottle and it is performing significantly better than it did from cask." |
Informação Complementar História e características Vertical últimas colheitas Comparativo Pauillac 2001 |
Produtor
Ch. de Longueville du Baron Pichon de Longueville |
Características
| Região: |
A.O.C. Pauillac (Bordéus) |
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O nosso Preço: 1
x 54,50 EUR
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| Aneto 2002 |
Se o primeiro é relevante e o outro questão de oportunidade, este vinho é a revelação/descoberta do mês. Uma estreia de enorme potencial. Ainda algo selvagem, cheio, mas sem agredir, tem lá tudo para ser um grande vinho. Sem esquecer que este corpo exuberante resulta de um ano difícil, como foi o de 2002. Com alguma afinação, não temos dúvida que em breve integrará o pelotão da frente da região. Por algum motivo, e esta é uma informação de fonte segura, os vinhedos de Sobradais e Malvêdos que lhe deram origem, na freguesia de Castedo do Douro, há anos vêm despertando o interesse de alguns nomes conhecidos...
Castedo, pequena aldeia a 6 quilómetros de Alijó, está situada na margem direita do rio Douro, na parte sul do concelho. É um nome de origem latina, que terá evoluído de castanhedo (castanetum), que significaria castanheiro, para castanedo - castaedo - castedo. Claro está, os castanheiros não passam de uma bonita recordação e, hoje, tudo em Castedo gira em volta da vinha. Falando em nomes e atendendo à originalidade, vale também a pena explicar que Aneto é uma planta aromática e medicinal. Abunda e desenvolve-se espontaneamente nas encostas baixas e quentes, berço deste vinho. Considerada erva mágica desde tempos ancestrais, era (é...?) utilizada como poção de amor. É ela que se distingue em relevo sobre o rótulo da mesma cor. Tão simples quanto bonito. |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Touriga Franca (60%), Tinta Roriz (20%), Touriga Nacional (10%), Tinto Cão (5%) e Souzão (5%). |
| Vinificação: |
Em lagar tradicional, de granito. |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês. |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Produção: |
6600 garrafas. |
| Enólogo: |
Francisco Montenegro |
| Informação: |
Sujeito a criar depósito, convém decantar uma hora antes. |
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O nosso Preço: 2
x 18,85 EUR
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| Casa de Mouraz 2003 |
Outro lançamento marcante no panorama nacional: um dos primeiros vinho biológicos portugueses francamente bom. Ou seja, capaz de aparecer a este nível pelo vinho em si e não apenas pelo mérito da elaboração ecológica. É que, durante largos anos, o vinho biológico surgiu associado a uma corrente mais genérica, em que a não utilização de produtos químicos e o fim da poluição agrícola, só por si, justificavam a sua existência. Independentemente do gosto do produto acabado. Próprio de uma fase inicial, com muito de autodidacta. Não havia de resto técnicos de viticultura biológica em Portugal.
O cenário altera-se em 2001. Com um curso pioneiro no género, chegam os primeiros técnicos internacionais: os franceses Daniel Noel (especialista em fitologia e fundador da Vini Vitis Bio) e Daniel Pasquet. As vinhas da Casa de Mouraz, cultivadas há uma década sem herbicidas, são das que mais beneficiam com a visita. O produtor adopta o caderno de encargos francês, o empirismo dá lugar a práticas vitícolas sistematizadas. Adubos verdes, semeando plantas como o tremoço e a aveia; as podas seguem o calendário biodinâmico (baseado na astronomia); a erva é cortada, sem mobilização de solos. Prática que permite o aparecimento de flora espontânea, como o trevo e a sarradela. Protege o solo da erosão, mantém alguma humidade e, não menos importante no Dão, ajuda a controlar o vigor da vinha. Com consequências óbvias na maturação e qualidade das uvas. A concorrência à superfície obriga as cepas a procurar alimento mais fundo. O que também influencia as características do solo, da rocha mãe de cada parcela, que passam para o vinho. Os tratamentos baseiam-se na utilização de argilas, algas marinhas e outros produtos naturais.
Enfim, todo um somatório de práticas que, aliadas a um ano favorável no Dão, projectam o vinho biológico para um novo patamar. Uma prova que não deixará de surpreender apreciadores (...e produtores) ainda pouco convencidos sobre o mérito de uma agricultura tão exigente.
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Características
| Região: |
Dão |
| Castas: |
Malvasia Fina (80%), Bical (15%) e outras (5%). |
| Teor Alcoólico: |
13% vol. |
| Enólogo: |
Luís Magalhães |
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O nosso Preço: 1
x 9,40 EUR
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Selecção de Outubro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Calda Bordaleza 2002 |
2 x 23,70 EUR |
| Château Pichon Baron 2001 |
1 x 54,50 EUR |
| Aneto 2002 |
2 x 18,85 EUR |
| Casa de Mouraz 2003 |
1 x 9,40 EUR |
| Totais: |
149,00 EUR |
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