OK





  2003
Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2004
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2005
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2006
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2007
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2008
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2009
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh Agos. Set. Out. Nov. Dez.
  2010
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Julh
Selecção de Setembro - 2003 - Esgotado
 
Quinta do Monte d'Oiro Reserva 2000

No ano em que nasceu (1997), foi baptizado pela crítica como "melhor vinho português de casta estrangeira". Daí para cá, a fama galgou fronteiras e viu o seu nome projectado na carta de restaurantes tão selectos como o "Plazza Athenée", em Paris, ou o "Louis XV", no Mónaco. Hoje, dispensa a referência à origem da casta para figurar entre os melhores rótulos nacionais. Ora, como explicar semelhante ascensão em meia dúzia de anos? De forma consistente, a ponto do seu lançamento assumir foros de evento no calendário enófilo lusitano? A crítica é unânime na resposta...

"Vai ficar na história da viticultura portuguesa. (...) É um daqueles
tintos que nos lavam a alma."
David Lopes Ramos, crítico do Jornal "PÚBLICO", Junho 2001.

"Considero o melhor monocasta que bebi em toda a minha vida... E é um vinho português!"
Alfredo Saramago, Novembro 2001.

"É um Syrah ao nível dos grandes nomes da Côte-Rôtie."
Alfredo Hervias Y Mendizabal, Abril 2002.

"Os vinhos são impressionantes por qualquer padrão de comparação (...) Estão no bom caminho para se assumirem como a melhor expressão da casta Syrah na Península Ibérica."
Richard Mayson, "The Wines and Vineyards of Portugal", 2003.

"O aroma reflecte muito bem a casta... Na boca está um belo tinto (...), com taninos finos e uma elegância notória."
Nota de prova no guia "Vinhos de Portugal 2003", de João Paulo Martins.

"Extraordinária adaptação da casta ao terroir!"
Comentário de Fiona Thienpont (exímia provadora e mulher do dono do célebre Château Le Pin, no Pomerol), em visita à Quinta do Monte d'Oiro, em Maio de 2003.

"Uf, ainda bem que escolheram Syrah. Os Guigal e Chapoutier que se preocupem..."
Desabafo do senhor Thienpont, no final da visita...

Informação Complementar
El Mundo Vino

Produtor
Quinta do Monte d'Oiro

Características
Região: Estremadura
Castas: Syrah (96%) e Viognier (4%). Escolha de castas inspirada nos grandes vinhos do vale do Ródano (Côte-Rôtie, etc), a vinha da Quinta do Monte d'Oiro foi cultivada com bacelos (clones) de grande qualidade importados directamente das 'Côtes du Rhône'. É sujeita a severas podas em verde e mondas de cachos que garantem rendimentos baixíssimos e enorme concentração.
Vinificação: As uvas são colhidas à mão, no momento de maturação apropriado, para caixas de 15 kg por forma a chegarem intactas à adega. Aí, são escolhidas cacho a cacho num tapete rolante (as que não se encontram na perfeição são retiradas e eliminadas). São totalmente desengaçadas e esmagadas suavemente e fermentadas em cubas inox com controlo rigoroso e individual da temperatura (por cuba) de acordo com as características dos mostos.
Estágio: 18 meses em barricas novas (100%) de carvalho francês Seguin Moreau e mais de 1 ano (15 meses) em garrafa.
Teor Alcoólico: 13%
Produção: 13.000 garrafas
Enólogo: Luís Elias de Carvalho e Tiago Carvalho
O nosso Preço: 2 x 33,90 EUR

Domaine Jamet 2000 Côte-Rôtie

O lançamento do mês é um irrecusável convite para uma viagem à pátria da Syrah, a pequena e aristocrática denominação Côte-Rôtie. Traduzindo à letra daria 'Encosta Tostada' (ou... 'assada'). É o mais antigo vinhedo francês (24 séculos), 35 km ao sul de Lyon, quando o vale do Ródano estreita entre íngremes ladeiras no sopé da cidade de Ampuis. Na prática, é uma montanha escarpada, onde por vezes se vindima amarrado com cordas como se de alpinismo se tratasse (desníveis até 50%) e onde as uvas Syrah se dão como em nenhum outro local do planeta. A variedade ocupa 95% do vinhedo da denominação (200 hectares) apenas entrecortada aqui e ali por alguns pés de Viognier (autorizada a mistura até 20%).

Aí chegados, o mais fácil seria escolher um Guigal ou um Chapoutier, nomes que estiveram na origem do renascimento da Côte-Rôtie. Claro está que, preservando o espírito do clube, optámos por outra via: procurar entre os incontornáveis da região aquele que na feitura mais se assemelhe ao vinho anterior e cujo carácter não denuncie ainda qualquer tipo de concessão comercial.

Com essas coordenadas, a escolha recaiu numa pequena propriedade de 5 hectares que é uma das jóias da Côte-Rôtie, o Domaine Jamet. Gerido pelos dinâmicos irmãos Jean-Paul e Jean-Luc JAMET, dá hoje um dos rótulos mais cotados e difíceis de encontrar da Côte-Rôtie. Com a tradicional presença residual de uvas brancas Viognier e um longo estágio em madeira (2 anos em cascos de carvalho 20% novos), como é próprio da denominação e a exemplo do que sucede com o Monte d'Oiro Reserva, o que explica que só agora seja lançado o vinho de 2000 (já no século XVIII, Thomas Jefferson, que haveria de ser o 3º presidente dos EUA, então embaixador em França emérito apreciador de vinhos, dizia que um Côte-Rôtie só se devia beber após 4 anos...).
Escuríssimo, com toques violeta. Cereja, cedro, frutos negros. Concentrado, rico, persistente, ...um infanticídio!

Informação Complementar
Wineanorak
El Mundo Vino - El Rodano
El Mundo Vino - Côte Rôtie

Características
Região: Côte-Rôtie / Vale do Ródano
Castas: Syrah (96%) e Viognier (4%)
Estágio: 22 meses em cascos de carvalho 20% novos
Teor Alcoólico: 12,5%
Produção: 650 caixas de 12 garrafas
Enólogo: Jean-Luc e Jean-Paul Jamet
Informação: Total de 7 hectares de vinhas distribuidas em 20 parcelas.Decantar 1 hora a 1 hora e meia antes de servir
O nosso Preço: 1 x 39,96 EUR

Quinta de Macedos 2000

Lançamento aguardado com expectativa, aí está uma "bomba" que se destaca no meio do pelotão. Mesmo quando as novidades surgem a um ritmo impressionante e esse pelotão é composto por um lote cada vez mais alargado de grandes vinhos. O que, sem exagero, coloca actualmente o Douro entre as regiões mais interessantes do planeta. E destaca-se justamente porque, enquanto outros buscam novas "vias", este Quinta de Macedos assume a origem de forma "pura e dura". Sem rodeios. Com notas de frutos pretos muito maduros, musculado na boca e taninos poderosos. Com toda a potência que notabilizou os tintos da região e que torna este vinho tão especial. A ponto de termos resolvido guardá-lo algum tempo, esperando pelo fim do Verão para lhe propor a experiência em época mais adequada ao rótulo. Outono e Inverno serão decerto mais convidativos para um vinho tão forte.

É o resultado da primeira vindima efectuada pelos irmãos Reynolds, Paul e Raymond (sendo que o segundo é o distribuidor dos vinhos de Dirk Niepoort em Inglaterra, o que já não é dizer pouco... ), na Quinta que o casal Philippa e Paul Reynolds decidiram adquirir em 1998, na zona baixa do rio Torto. Uma propriedade com sete hectares de vinhas velhas, divididas em duas parcelas viradas a Norte. Na primeira, as cepas dispostas em patamares datam de 1920, enquanto na segunda parcela as vinhas contam mais de 60 anos de idade. Ambas cultivadas à maneira antiga, com as castas tradicionais misturadas, mas com predominância de Touriga Franca. Será de resto uma das raras quintas do Douro, para não dizer única, com vinhas tão velhas destinadas a um tinto de mesa.

Os cuidados postos na elaboração, das uvas colhidas de manhã cedo em caixas de 25 kg aos métodos tradicionais em lagar de granito e ao longo estágio (18 a 20 meses) em meias pipas de carvalho francês, concorrem para o carácter especial de um vinho destinado a um tipo de apreciadores igualmente... especial.

Características
Região: Douro
Castas: Mistura de 16 castas tradicionais com predominância de Touriga Franca,Tinta Roriz e Tinta Amarela.
Vinificação: Métodos tradicionais com fermentação de dez dias em lagares de granito, sem qualquer levedura comercial.
Estágio: 20 meses em meias pipas carvalho francês (François Fréres)
Teor Alcoólico: 14.5%
Produção: 3400 garrafas
Enólogo: Paul e Raymond Reynolds
Informação: Aconselhável decantar, pois trata-se de um vinho engarrafado sem qualquer filtragem.
O nosso Preço: 2 x 25,92 EUR

Talhantiga 2002

Fechamos a selecção do mês conjugando expoentes de modernidade com o cúmulo da tradição: um alentejano de talha. Autêntico, e não apenas de nome. O mesmo é dizer, tão ou mais difícil de encontrar que os anteriores, pois trata-se de um vinho em "vias de extinção", de circulação local, praticamente limitada às tascas do chamado Alentejo profundo. No caso, poucos além dos "vizinhos" de Estremoz terão alguma vez provado o vinho que Joaquim José Gato, um dos raros mestres da arte, elabora há mais de 60 anos na pequena aldeia dos Arcos. Perpetuando o método cuja origem remonta à época romana...

As uvas, provenientes de 4 hectares de vinhas próprias na sub-região de Borba (essencialmente Periquita e Trincadeira), são desengaçadas e seguem directamente para as velhas talhas de barro, onde fermentam durante cerca de 10 dias. Esse mosto, ainda com a película e as grainhas da fruta, permanece na talha juntamente com as borras cerca de 3 meses. Manda a tradição que fique na talha até perto do Natal ("por altura do São Martinho, vai à adega e prova o vinho..."). Nessa altura, o vinho é então "passado a limpo" com a trasfega para outra talha. Como o tradicional recipiente não possui tampa, o precioso líquido conserva-se "fechando" a talha com um vedante natural: um centímetro de azeite. Escusado será dizer que as propriedades do óleo de azeitona evitam que este se misture com o vinho.

O resultado é um vinho sem dúvida estranho mas muito mais "bebível" e até evoluído do que se possa imaginar. Longe, muito longe da simples ideia de um vinho novo e rústico. As seculares talhas de argila são bastante porosas, facilitando a oxigenação e, por tabela, a rápida evolução que os vinhos de talha costumam apresentar. O que também explica a surpresa que não deixará de partilhar quando saborear a ancestral juventude deste Talhantiga 2002.

Características
Região: Alentejo
Castas: Periquita 50%, Trincadeira 25%,Aragonez 10%, Alicante Bouschet 10% e Cabernet Suavignon 5%.
Teor Alcoólico: 13,1%
Produção: 2.500 garrafas c/ rotulagem manual.
O nosso Preço: 1 x 7,40 EUR


Selecção de Setembro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Quinta do Monte d'Oiro Reserva 2000 2 x 33,90 EUR
Domaine Jamet 2000 Côte-Rôtie 1 x 39,96 EUR
Quinta de Macedos 2000 2 x 25,92 EUR
Talhantiga 2002 1 x 7,40 EUR
Totais:   167,00 EUR

Vantagens Vantagens Makeyourcase Clube Winept