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| Selecção de Dezembro - 2003 - Esgotado
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| Bruno Rocca Rabajà 2000 |
É a primeira incursão do clube na antiga terra do vinho - "Enotria". Ditada pela ascensão do vinho italiano na cena internacional. De facto, para quem acompanha as tendências do mercado ao mais alto nível, tem sido notório o domínio exercido por alguns rótulos transalpinos junto da crítica anglo-saxónica. Ultrapassando mesmo os clássicos franceses. É o caso deste Bruno Rocca, para muitos o melhor de sempre: 97 pontos e designação "Highly Recommeded" da Wine Spectator!
Piemonte é a região do norte de Itália que confina com a França e a Suiça. Encostas e vales por onde se escoa a neve derretida dos Alpes franceses e suiços, formando as nascentes do rio Pó. É no sul da região, no chamado "Langhe", que se situam as principais denominações de origem: Barolo e Barbaresco. Esta última, uma pequena aldeia no sopé das colinas do "Langhe", onde ainda se fala um dialecto meio francês, meio italiano. E "Nebbioso", a expressão local para o nevoeiro que a partir de Outubro cobre a região, dá também o nome às uvas que crescem nesse recanto de Itália: Nebbiolo. Sendo que Barbaresco produz um vinho 100% Nebbiolo numa versão feminina, mais elegante, e dramaticamente mais reduzida que a prima Barolo. Barbaresco é uma denominação minúscula que cultiva pouco mais de 500 hectares e produz um máximo de 85 mil caixas por ano. O que torna os seus melhores vinhos preciosidades disputadíssimas no mercado internacional...
Para se ter uma ideia, o habitante mais conhecido da pequena aldeia, Angelo Gaja, é talvez o italiano mais cotado no mundo do vinho. Ora, simplificando, Bruno Rocca é "só" o melhor Barbaresco logo a seguir ao Gaja e o primeiro relativamente acessível à bolsa dos portugueses. De resto e muito sinceramente, uma escolha só possível de obter graças aos bons ofícios de uma figura de proa do vinho português (...ele sabe de quem falamos), capaz de abrir portas junto de alguns dos maiores produtores de vinhos de garagem do planeta. Como é o caso. |
Informação Complementar Região de Piemonte História do Barbaresco winespectator (nota de prova e classificação) |
Características
| Região: |
Barbaresco D.O.C./ Piemonte |
| Castas: |
100% Nebbiolo |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Produção: |
9 mil garrafas |
| Enólogo: |
Bruno Rocca |
| Informação: |
Em novo, o vinho de casta Nebbiolo apresenta fortes aromas de cereja madura, ameixas e violetas. Mas esse carácter frutado não faz parte da experiência Barbaresco. Após 3 ou 4 anos, o vinho altera-se radicalmente e só então começa a mostrar o tradicional perfume |
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O nosso Preço: 1
x 68,10 EUR
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| Cruz Miranda 2001 |
Vinho do Porto sem açúcar. Autêntico. Ao fim de 15 minutos no copo, é a impressão que nos invade e se confirma cada vez que provámos este Cruz Miranda. Está lá tudo, da cor rubi carregadíssimo, ao ponto das lágrimas que escorrem pelo copo, quando este se agita, serem bem vermelhas, ao aroma intenso de frutos em passa (figos e ameixas pretas) e notas de chocolate preto. Tudo no superlativo. Incluindo o elevado teor alcoólico que, surpreendentemente, não sobressai, pois a concentração em taninos é tal que esconde o impacto do álcool na boca.
Intrigante? Sim, de facto tão estranho quanto um invulgar alentejano 100%... Alfrocheiro Preto. Uma casta omnipresente nas Beiras (Dão, etc) mas que, sob o sol abrasador da planície, parece dar aquilo que os defensores do estilo designam como um "vinhão". Ou, como diz o enólogo que o elaborou, "um vinho para quem gosta de emoções fortes". Um pouco à imagem da paixão do casal Cruz Miranda pelo vinho.
Em Janeiro de 2000, depois de frequentar um curso para apreciadores, o casal desafia o professor para fazer o "seu" vinho. Sem vinhas próprias, compram as uvas a um familiar de Beja, proprietário da Herdade dos Pelados, com cerca de 200 hectares, onde tinham seleccionado um talhão de Alfrocheiro Preto. Nesse mesmo ano, uma certificação provisória traz problemas com a marca escolhida. No ano seguinte, vinificam 2 cubas e enviam amostras do vinho de uma delas, já rebaptizado com o nome da família, para o XI concurso da Confraria dos Enófilos do Alentejo. Nascia a mais recente estrela da região...
Meses volvidos, o telemóvel apanha Teresa Uva da Cruz Miranda a tirar fotografias à porta do Château Margaux, em Bordéus. Do outro lado, alguém dá a boa nova: o Cruz Miranda acaba de ganhar a "Talha de Ouro", galardão para o melhor vinho do Alentejo! |
Características
| Região: |
Alentejo |
| Castas: |
Alfrocheiro Preto |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho americano e francês (50% cada) |
| Teor Alcoólico: |
15% |
| Produção: |
3500 garrafas |
| Enólogo: |
Prof. Virgílio Loureiro |
| Informação: |
Pela descrição inicial percebe-se que estamos perante um vinho de extremos, sem meio termo. Daqueles que se gosta muito logo à primeira e nunca mais esquece, ou não agrada de todo e nunca mais se quer ouvir falar. Mas, a comparação com um |
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O nosso Preço: 1
x 34,50 EUR
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| Vinha Paz 2002 |
Este é um encontro adiado: há muito aguardávamos a oportunidade de trazer aqui aquele que, em nosso entender, é o novo grande valor do Dão. De facto, há dois ou três anos que os vinhos de António Canto Moniz exibem uma consistência e qualidade assinaláveis, muito acima da projecção e preço que ostentam. Ou seja, desde que este médico, director de uma unidade hospitalar da Invicta, avançou para a comercialização dos vinhos produzidos na Quinta das Leiras, propriedade da família há quase 200 anos. Apoiado nos conhecimentos herdados do pai, fundador da Adega Cooperativa de Silgueiros, e de Magalhães Coelho, quiçá a maior autoridade deste país em vinhos do Dão (outra história por contar...).
Para o que interessa, reparámos no vinho e retivemos o nome logo num dos primeiros "Dão & Douro", quando aquele não passava de um ilustre desconhecido entre tantos. Já este ano, no mesmo evento, tratamos de confirmar que era o rótulo que mais se aproximava do nível por exemplo de um Álvaro Castro. Como veremos adiante, a comparação não é casual... Ora, uma vez confirmada a impressão inicial, restava honrar os pergaminhos do clube "descobrindo" o Vinha Paz antes que outros o fizessem, inflaccionando a oferta.
O ano de 2001 não deixou grandes recordações no Dão. O produtor desculpará a inconfidência mas foi um dos que viu a chuva interromper a vindima e ele próprio optou por não colocar o que estava para ser o Touriga Nacional da casa. A escolha recaiu assim no normal Vinha Paz 2002. Talvez mais duro e austero mas mais... pujante! Elaborado à base de Touriga Nacional e Alfrocheiro Preto, com pequenas percentagens de Tinta Roriz e Jaen. Tudo afinado em carvalho francês e americano. Canto Moniz é de resto o único produtor da região, além do já mencionado Álvaro Castro, em cuja adega encontramos cascos de 220 litros (feitos em Palaçoulo) das melhores madeiras Allier mas com os tampos em carvalho americano. Lá provamos de resto algo a não perder de vista... e a seu tempo lá voltaremos. |
Características
| Região: |
Dão |
| Castas: |
Touriga Nacional (70 a 80%), Alfrocheiro Preto, Tinta Roriz e Jaen |
| Vinificação: |
Os vinhos de lote das várias castas foram vinificados em lagar tradicional e após a fermentação passaram para cubas de pedra. Após a fermentação maloláctica foram passados para os cascos de carvalho americano e francês. |
| Estágio: |
12 meses em cascos de carvalho francês e americano |
| Teor Alcoólico: |
13,6 |
| Produção: |
11 mil garrafas |
| Enólogo: |
Eng. António Coelho, Eng. João Gouveia (técnico de viticultura) |
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O nosso Preço: 2
x 9,80 EUR
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| Quinta de San Joanne Escolha 2001 |
Outra visita planeada há algum tempo, ao encontro de uma das mais recentes denominações nacionais e das mais prometedoras no sempre difícil terreno dos brancos. De facto, Regional Minho é uma denominação que vem afirmando a sua identidade à sombra dos Vinhos Verdes, única origem em Portugal onde aqueles se sobrepõem aos tintos. Por serem também os únicos do género que a maioria dos consumidores sabe razoavelmente como e com que beber?
Certo é que a nova denominação proporcionou importantes mais valias à região conhecida pelos seus brancos, alargando substancialmente o leque de castas autorizadas. A partir de 1997, data em que foi baptizada com a designação que hoje conhecemos - Vinhos Regionais Minho - castas brancas como o Chardonnay, Semillon, Riesling e Gewurstraminer passaram a ser plantadas ao lado das tradicionais Alvarinho, Trajadura, Loureiro e Azal. Mais valias merecedoras de acompanhamento por parte de apreciadores informados.
Para não falar das modernas técnicas de produção e novos métodos de condução da vinha que a nova denominação veio acrescentar a um Minho manta de retalhos de vinhas, costumes e saberes vitícolas mais ou menos arcaicos. Ou ainda a evolução que os vinhos brancos de Quinta da região registaram na última década. Este vinho da Casa de Cello, em Amarante, é fruto de todos estes factores e de uma combinação tão fresca como original: Chardonnay, Alvarinho e Avesso (exemplo acabado de regulamentação mais flexível em matéria de castas recomendadas)*. O resultado é um dos brancos que melhor se mostra actualmente. Fresco, corpo cheio, com o tempo viu a sua agradável untuosidade domar na perfeição o travo algo ácido e duro de Alvarinho (ou foi este que, ao fim de dois anos, atingiu o "ponto"?).
* Se a primeira representa a alternativa de perfil internacional, recorde-se que foi a designação Regional Minho que permitiu à casta Alvarinho galgar os limites da sub-região de Monção. |
Informação Complementar Casa de Cello |
Características
| Região: |
Regional Minho (Amarante) |
| Castas: |
Chardonnay, Alvarinho e Avesso |
| Vinificação: |
Desengace e esmagamento; decantação estática a 12ºC; fermentação alcoólica durante 20-30 dias em cubas de aço inox e barricas de carvalho francês |
| Estágio: |
6 meses em barricas |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
5 mil garrafas |
| Enólogo: |
Anselmo Mendes |
| Informação: |
Sem confundir com vinhos leves de Verão, deixemos os preconceitos e sirva-se este bem fresco, bem refrigerado. Verá como um branco pode alargar substancialmente o naipe de laços gastronómicos que se habituou a considerar para aqueles. |
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O nosso Preço: 2
x 10,90 EUR
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Selecção de Dezembro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Bruno Rocca Rabajà 2000 |
1 x 68,10 EUR |
| Cruz Miranda 2001 |
1 x 34,50 EUR |
| Vinha Paz 2002 |
2 x 9,80 EUR |
| Quinta de San Joanne Escolha 2001 |
2 x 10,90 EUR |
| Totais: |
144,00 EUR |
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