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Selecção de Novembro - 2003 - Esgotado
 
Fojo 2000

Aí está a segunda edição do maior êxito internacional dos vinhos de mesa portugueses, na última década. Paradoxalmente, talvez... o menos conhecido em Portugal. Verdade seja dita, depois da repercussão alcançada com o primeiro Fojo (1996), o preço disparou de tal forma que os mercados de preferência deste vinho continuam a ser os Estados Unidos, a Suiça e o Japão. Elucidativo.

Mas, conhecendo o que está por trás, a impressionante quinta de Margarida Serôdio Borges, com vinhas de uma idade média real de 80 anos (alguns vinhedos, como o do Vale da Mina, com mais de 100 anos!), o cuidado posto na elaboração apenas em anos excepcionais e, provado o vinho, percebe-se porque decidimos correr o risco: é realmente um "vinhão"!

Escuro, raiado de tons grená-púrpura, intenso no nariz com aromas de especiarias e compotas fresquíssimas de frutos negros silvestres "amoras e framboesas" que com o tempo decerto ganharão uma imensa complexidade. Na boca é muito concentrado, licoroso e largo. Conjugando essa estrutura densa e poderosa com uma grande elegância. Taninos suaves, e um final persistente, balsâmico e frutado. Seguramente, um dos melhores Douros que provámos, conjugando uma subtileza e harmonia "impossíveis" num vinho tão denso e poderoso.

Uma confidência que aqueles (poucos...) que provaram o primeiro Fojo poderão comprovar: o de 2000 mostra-se na juventude ainda melhor que o de 1996. Claro, ainda fechado e austero, pois trata-se de um vinho de guarda, feito para crescer e viver durante muitos anos em cave. Também por isso, percebe-se o entusiasmo da crítica internacional que o considera comparável apenas aos Barcas Velhas ou a alguns vinhos velhos do Hotel do Bussaco. Apesar da única vez que o vimos à venda em Portugal, a preço especial de lançamento (loja do Hotel Vintage House, do Pinhão), ter aparecido marcado a 100 euros a garrafa...

Características
Região: Douro
Castas: 80% de Tinta Roriz e Tinta Barroca, 7%,Touriga Nacional, 7% Touriga Franca e mistura residual de outras castas tradicionais.
Vinificação: Elaboração em lagares de granito, com controlo de temperatura por intercambiadores de calor que vão de lagar em lagar.
Estágio: Cerca de ano e meio em barricas de 225 L de carvalho francês novo e semi-novo e outros 18 meses em garrafa
Teor Alcoólico: 14%
Produção: 14 mil garrafas
Enólogo: Margarida Serôdio Borges
O nosso Preço: 1 x 64,99 EUR

Fojo 1996

Há dias assim... Tentada a sorte junto de Margarida Serôdio Borges, sobre a possibilidade de juntar umas garrafas do primeiro Fojo ao de 2000 e recebendo como resposta um sorriso incrédulo, eis que uma casual troca de impressões com um grande "négociant" internacional nos coloca na pista certa: as últimas caixas do vinho de 1996, "esquecidas" algures num armazém em Bordéus. Nem queríamos acreditar. Confirmado tratar-se do vinho de topo produzido apenas em anos excepcionais, Fojo, não fosse o nome prestar-se a confusões com o Vinha do Fojo do mesmo ano, estava aberta a possibilidade de colocar no "sapatinho" dos membros do clube uma oferta verdadeiramente excepcional...

A reedição exclusiva, em 2003, da história de sucesso ocorrida no Verão de 1999. Quando uma Ford Transit conduzida pelo editor dos Livros Cotovia e o seu filho se deteve à porta de uma casa no Sul de França. Residência de férias da crítica britânica Jancis Robinson. No interior da carrinha, 250 pares de amostras de vinhos portugueses, que os visitantes trataram de arrumar por regiões, na garagem da escritora. Sem se deterem mais que o suficiente para beber um copo... de água. Nas semanas seguintes, a sós e provando à razão de uma dúzia de vinhos por dia, Jancis escreveu o que pensava sobre cada um deles. Sem influências externas e sem saber sequer o preço da maioria. No final, sabia sim o que mais a tinha impressionado: Fojo de 1996 (também o Quinta dos Roques Touriga Nacional 1996 e o Bussaco Reserva 1978). Apreciação que projectou o vinho para o galarim internacional e que nos dispensa de mais comentários sobre a consistência e complexidade deste néctar.

Resumindo, com dois Fojos e o Natal à vista, também se pode colocar um dilema aos que pensavam ter já encontrado aquela prenda tão especial. Qual deles oferecer? Ora, como não nos incluímos no lote dos que têm coragem de oferecer semelhante raridade, cá vai uma dica: na dúvida, guarde o de 2000 e partilhe o outro. Fazendo da ocasião um momento igualmente especial.


Informação Complementar
www.jancisrobinson.com
Wine & Dine
França...
Alemanha...

Características
Região: Douro
Castas: 80% de Tinta Roriz e Tinta Barroca, 7% Touriga Nacional, 7% Touriga Franca e mistura residual de outras castas tradicionais.
Vinificação: Elaboração em lagares de granito, com controlo de temperatura por intercambiadores de calor que vão de lagar em lagar.
Estágio: Cerca de ano e meio em barricas de 225 L de carvalho francês novo e semi-novo e outros 18 meses em garrafa
Teor Alcoólico: 14%
Produção: 11 mil garrafas
Enólogo: Margarida Serôdio Borges e David Baverstock
O nosso Preço: 1 x 76,25 EUR

Pape 2002

Na história do vinho é quase sempre assim: os grandes resultados nascem de pequenas experiências. Na última aventura de Álvaro Castro, que marca o reencontro do clube com o produtor (Quinta da Pellada Estágio Prolongado TR 2001), não se pode falar de obra do acaso mas quase de uma brincadeira que ele próprio nunca acreditou que pudesse vingar comercialmente. Ou seja, fez um vinho, melhor umas "garrafas" (150), a seu gosto para mostrar numa feira de vinhos e está-se mesmo a ver qual foi o resultado: desapareceram num abrir e fechar de olhos.

Semelhante resposta levou Álvaro Castro a aprimorar a mistura que está na base desta experiência, desde os lotes em causa às madeiras utilizadas para o estágio. A saber, é um vinho proveniente de uma vinha da Casa Passarela (PA), localizada em Pinhanços e arrendada após o vingamento dos cachos, e do talhão 5 da Quinta da Pellada (PE). A vindima manual das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro decorreu no início de Setembro na Pellada e no final do mesmo mês na vinha da Passarela. O estágio foi de 12 meses em cascos François Frere e Vicard.

Problema sem solução para aquele que será decerto um rótulo de referência do Dão: no quadro anteriormente descrito, a produção inicial deste PAPE não chega sequer a 2500 garrafas. Curto, muito curto para um lançamento nacional que o clube tem a honra de apadrinhar.



Características
Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro.
Estágio: 12 meses em cascos François Frere e Vicard
Teor Alcoólico: 13 %
Produção: 2500 garrafas
Enólogo: Álvaro Castro
O nosso Preço: 2 x 22,40 EUR

Quinta de Cabriz - Branco Reserva 2001

Completamos a selecção do mês com uma incursão pelos brancos. Procurando para isso uma autoridade na matéria, o Prof. Virgílio Loureiro, e um vinho de qualidade mas suficientemente fácil para agradar até a quem... só gosta de tintos! O resultado é este Reserva 2000, o primeiro reserva de Cabriz (em estreia nacional no clube), elaborado a partir dum lote Malvasia Fina, Cerceal e Bical. Um vinho com boa acidez, encorpado e cheio. Nesta altura, está já num bom momento de consumo, com a madeira onde passou quase ano e meio já bem casada com os aromas a citrinos e outros. Fácil de beber e com um final interessante, é também fruto do bom ano vitícola como foi o caso de 2000.

Características
Região: Dão
Vinificação: Esmagamento das uvas com desengace total e fermentação em barricas de carvalho francês do 1º ano, à temperatura de 20ºC
Estágio: 14 meses em barricas de carvalho francês.
Enólogo: Prof. Virgílio Loureiro (Viticultura: Prof. Rogério de Castro)
Informação: Como a maioria dos vinhos novos do Dão, este deve ser servido fresco - 12ºC
O nosso Preço: 2 x 11,98 EUR


Selecção de Novembro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Fojo 2000 1 x 64,99 EUR
Fojo 1996 1 x 76,25 EUR
Pape 2002 2 x 22,40 EUR
Quinta de Cabriz - Branco Reserva 2001 2 x 11,98 EUR
Totais:   210,00 EUR

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