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| Selecção de Janeiro - 2010
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| Quinta Vale D. Maria 2007 |
Cristiano van Zeller é uma das figuras mais carismáticas do Douro, pilar incontornável da nova geração do Douro, um dos principais instigadores da grandiosa revolução que transfigurou de vez a paisagem do vinho duriense. Se alguém, um dia, decidir escrever um livro sobre a história do Douro, Cristiano van Zeller já assegurou um capítulo inteiro para si graças ao seu contributo decisivo para a afirmação nacional e internacional dos vinhos do Douro. Cristiano que é um dos principais ideólogos da jovem filosofia duriense, mestre na procura da excelência dos vinhos de quinta, na aposta decidida pelos vinhos do segmento superior, na integração e convivência perfeita entre os vinhos de mesa e o Vinho do Porto. Sandra Tavares da Silva, por sua vez, é uma das enólogas mais competentes da nova geração, garante absoluto de vinhos notáveis e repletos de carácter, condutora do destino enológico da Quinta Vale D. Maria desde 1999, com mais de uma década dedicada aos vinhos da casa. Juntos perfazem uma das duplas mais brilhantes e complementares do Douro, aliando a sapiência e rigor técnico de Sandra Tavares da Silva com o talento comercial e o faro filosófico de Cristiano van Zeller.
Há muito que os vinhos da Quinta Vale D. Maria fazem parte da elite do Douro. Mas é justo afirmar que nunca como agora, com a colheita 2007, os vinhos tinham atingido tal dimensão e brilhantismo, com uma vindima que revelou ser gloriosa para os vinhos de Cristiano van Zeller. Este Vale D. Maria 2007 assume-se como um vinho sério e contido, desenhado para durar décadas em garrafeira. É uma força bruta da natureza, com uma estrutura e segurança pouco comuns em vinhos nacionais. O ritmo é endiabrado, o compasso acelerado, o porte atlético e musculado, delicioso na fruta, veemente nos taninos, refrescante na acidez... com um final de boca tremendamente longo. Com a colheita 2007, o Vale D. Maria converteu-se, sem sombra de dúvidas, numa das referências fundamentais do Douro!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Lote com 41 castas durienses |
| Estágio: |
Barricas carvalho francês, 70% das quais novas e 30% de segundo ano |
| Teor Alcoólico: |
14,9% |
| Produção: |
23.179 garrafas |
| Enólogo: |
Sandra Tavares da Silva |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 24,30 EUR
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| Gouvyas Vinhas Velhas 2006 |
O temperamento é profundamente duriense, mostrando-se simultaneamente tenso e austero, voluntarioso, monumental e dramático, com um final de boca poderoso e energético que o prolonga no tempo de forma quase vertiginosa. Porém, muito para além desta energia transbordante e contagiante, este Gouvyas Vinhas Velhas 2006 revela um semblante profundamente elegante, discreto e aprimorado, numa aliança perspicaz entre vigor e distinção, entre tradição e modernidade, valores tão caros e intrínsecos aos vinhos do Douro de João Roseira. Porém, se não conhecêssemos as edições anteriores dos vinhos Gouvyas de João Roseira, seria fácil ficar assustados perante a simples menção do ano de colheita, o ano fatídico de 2006, colheita de calor abrasador e sufocante... logo seguida por chuvas torrenciais durante a vindima que tanto transtornaram os produtores do Douro.
Felizmente, mas naturalmente para quem conhece o trabalho de João Roseira, este Gouvyas Vinhas Velhas 2006 encarrega-se de dissipar prontamente qualquer temor mais ou menos declarado, assentando a sua existência nas vinhas velhas das várias parcelas espalhadas pelo Douro, vinhas com diferentes exposições, diferentes solos, diferentes altitudes e diferentes climas que proporcionam a paz e harmonia que se descobre neste Gouvyas nascido de vinhas muito velhas. Como sempre corresponde a uma tiragem reduzida, uma edição limitada que, mais uma vez, temos o prazer de conseguir apresentar em primeira-mão para o nosso clube. É um vinho complexo, sério e completo, capaz de propagar os mistérios da terra e de transmitir uma expressão mais pura do terroir do Douro, um vinho de paixão e de rigor, sem excessos nem desvarios. Pode bebê-lo desde já com prazer assegurado, mas a experiência será ainda mais completa dentro de cinco anos, altura em que este Gouvyas Vinhas Velhas entrará na fase adulta da vida.
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Características
| Região: |
Douro |
| Teor Alcoólico: |
14,5 % |
| Enólogo: |
Fátima Ribas |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2
x 29,00 EUR
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| Doda 2007 |
Há coisa de meio século, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta do século passado, era prática comum lotar vinhos de várias regiões, combinando de forma empírica mas racional o melhor das características de cada região, segundo os preceitos filosóficos que sempre identificaram os vinhos portugueses, os mesmos mandamentos que impeliram os produtores nacionais a lotar diferentes castas no mesmo vinho. Nas décadas seguintes tal formalidade transformou-se em assunto tabu, proscrito pelas regras europeias que desterraram tais vinhos para o derradeiro lugar da hierarquia vínica, despromovendo-os como meros vinhos de mesa, sem direito a poder ostentar data de colheita, proveniência e castas. Hoje, num arrepio de costumes e tendências, os vinhos sem origem geográfica já estão habilitados a estampar tais prerrogativas, razão porque este Doda 2007 pode, pela primeira vez, anunciar a data de nascença.
Se no início os nomes Doda e Dado soavam algo estranhos, hoje tornou-se mais fácil constatar que o misterioso nome resulta da contracção das denominações Douro e Dão, as duas regiões provedoras de uvas para esta brilhante aliança. Resulta então da confluência de duas regiões, Douro e Dão, e da junção de dois produtores singulares e de enorme talento, Dirk Niepoort e Álvaro Castro. O propósito de juntar a austeridade, elegância e frescura do Dão com o vigor, estrutura e exuberância do Douro resultou em pleno neste Doda 2007, um vinho que impressiona pela capacidade única de associar pujança com elegância e virilidade com requinte. É um vinho sólido e compacto, monolítico, balançando entre a delicadeza das notas florais e a austeridade da personalidade mineral, flutuando entre a suavidade dos taninos e a monumentalidade da estrutura. Tenso e sério, quase duro, é um tinto rigoroso e bem-educado, um caso sério de precisão aromática, de finura e potência contida. Um clássico que poderá viver no remanso da garrafeira durante mais de vinte anos!
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Características
| Região: |
Douro/Dão (Vinho de Mesa) |
| Castas: |
Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
13,6% |
| Produção: |
3.659 garrafas |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort e Álvaro Castro |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 1
x 29,50 EUR
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| Conceito branco 2008 |
Nasce no Douro Superior, numa das regiões mais quentes e secas de Portugal, num dos climas mais inclementes e severos do país, na faixa mais austera e selvagem do Douro, no coração da sub-região do Douro menos talhada para a elegância, delicadeza ou complexidade do vinho. Um fado tremendo para transportar... sobretudo quando a aposta recai num vinho branco! Porém, nada dessa presumível rudeza transparece neste extraordinário Conceito branco, um vinho que transporta uma elegância e mineralidade pouco habituais nos vinhos portugueses, límpido, fresco e intenso como poucos brancos nacionais.
De onde surgiu tal aparente milagre? Da singularidade do terroir, da lucidez e sapiência da enóloga, Rita Marques, e da qualidade ímpar de um ano agrícola ameno e temperado como o Douro raramente favorece. A expressão pura e dura do terroir é a característica mais marcante deste Conceito branco, manifesto na peculiaridade das vinhas, solo e altitude, apadrinhado por uma enologia propositadamente pouco interventiva. Vinhas das castas tradicionais do Douro, Rabigato, Viosinho, Códega, Códega do Larinho e Gouveio, procedentes de vinhas velhas e já centenárias, vinhas pré-filoxéricas que subsistem frescas e viçosas num dos recantos mais altos da Quinta do Cabido, uma das três quintas da família Ferreira. Uma vinha já de alta montanha, sita a pouco mais de 500 metros de altitude, assente num solo predominantemente granítico que determina uma discrepância substancial para a tranquilidade tradicional do xisto duriense, ajudando a explicar a mineralidade evidente que este Conceito branco evidencia de forma tão vibrante. É um vinho profundamente cristalino, veemente mas complexo, muito levemente especiado, com um final de boca tão vivo e poderoso que justifica a utilização de um copo de tinto para maximizar a experiência gustativa. Um grande vinho branco do Douro que pode, se assim o desejar, deixar ficar a crescer em garrafeira durante os próximos dez anos. Ele não se vai queixar!
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Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Rabigato, Viosinho, Códega, Códega do Larinho e Gouveio |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Enólogo: |
Rita Marques |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 1
x 22,90 EUR
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Selecção de Janeiro - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| Quinta Vale D. Maria 2007 |
2 x 24,30 EUR |
| Gouvyas Vinhas Velhas 2006 |
2 x 29,00 EUR |
| Doda 2007 |
1 x 29,50 EUR |
| Conceito branco 2008 |
1 x 22,90 EUR |
| Totais: |
159,00 EUR |
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