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| Doda 2007 |
Há coisa de meio século, nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta do século passado, era prática comum lotar vinhos de várias regiões, combinando de forma empírica mas racional o melhor das características de cada região, segundo os preceitos filosóficos que sempre identificaram os vinhos portugueses, os mesmos mandamentos que impeliram os produtores nacionais a lotar diferentes castas no mesmo vinho. Nas décadas seguintes tal formalidade transformou-se em assunto tabu, proscrito pelas regras europeias que desterraram tais vinhos para o derradeiro lugar da hierarquia vínica, despromovendo-os como meros vinhos de mesa, sem direito a poder ostentar data de colheita, proveniência e castas. Hoje, num arrepio de costumes e tendências, os vinhos sem origem geográfica já estão habilitados a estampar tais prerrogativas, razão porque este Doda 2007 pode, pela primeira vez, anunciar a data de nascença.
Se no início os nomes Doda e Dado soavam algo estranhos, hoje tornou-se mais fácil constatar que o misterioso nome resulta da contracção das denominações Douro e Dão, as duas regiões provedoras de uvas para esta brilhante aliança. Resulta então da confluência de duas regiões, Douro e Dão, e da junção de dois produtores singulares e de enorme talento, Dirk Niepoort e Álvaro Castro. O propósito de juntar a austeridade, elegância e frescura do Dão com o vigor, estrutura e exuberância do Douro resultou em pleno neste Doda 2007, um vinho que impressiona pela capacidade única de associar pujança com elegância e virilidade com requinte. É um vinho sólido e compacto, monolítico, balançando entre a delicadeza das notas florais e a austeridade da personalidade mineral, flutuando entre a suavidade dos taninos e a monumentalidade da estrutura. Tenso e sério, quase duro, é um tinto rigoroso e bem-educado, um caso sério de precisão aromática, de finura e potência contida. Um clássico que poderá viver no remanso da garrafeira durante mais de vinte anos!
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Características
| Região: |
Douro/Dão (Vinho de Mesa) |
| Castas: |
Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão |
| Estágio: |
18 meses em barricas de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
13,6% |
| Produção: |
3.659 garrafas |
| Enólogo: |
Dirk Niepoort e Álvaro Castro |
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Ainda não comentado |
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