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| Selecção de Julho |
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| La Cueva del Contador 2002 |
Quantas formas e fórmulas existem para conseguir atingir o cume? De forma discreta ou apaixonada, há quem se aproxime do objectivo sem prender a atenção, sem ser capa de jornal, e há quem o alcance de forma eloquente, de feição bombástica, com pompa, estrondo e circunstância. Benjamin Romeo, apesar de ser um homem reservado e discreto, pertence à segunda categoria. Afinal quantos produtores se podem orgulhar de ter atingido 100 pontos na classificação Parker, o grau máximo da escala, o símbolo da perfeição num vinho? E quantos conseguiram obter esta classificação por duas vezes? Benjamin Romeo e o seu vinho Contador. Na verdade, nos últimos cinco anos obteve 100 pontos por duas vezes, 99 pontos por duas outras vezes e 98 por ainda uma outra vez! Nada mau para quem apenas iniciou o seu projecto pessoal há coisa de oito anos...
Decidimos eleger para a nossa selecção o segundo vinho, o Cueva del Contador 2002, um vinho fragrante e denso, intenso e estruturado. Mas atenção, nada de pequenas bombas frutadas, de final doce e inconsequente. Não, o Cueva del Contador é um vinho sério e denso, complexo e elegante, um vinho que por vezes se aproxima da Borgonha, por vezes dos clássicos das Cotes du Rhône. Na prática é o segundo vinho na hierarquia da casa, mas igualmente um vinho de garagem, com uma tiragem de apenas 8.000 garrafas. Segundo vinho, sim, mas suficiente para que o mesmo Parker se tenha perdido de amores e lhe tenha atribuído 94 pontos! Ou seja, aquilo que poucos, muito poucos, conseguem com os primeiros vinhos!
O segredo? Para além das eternas banalidades sobre o talento, a dedicação total e a atenção aos detalhes? A vinha! Ou melhor, as mais de 20 parcelas de vinha velha, e muito velha, que Benjamin Romeo conseguiu namorar e seduzir. Vinhas com rendimentos absurdos, castas misturadas, castas perdidas, encostas íngremes e uma condução da vinha à moda antiga, em taça! Loucuras racionais de um vinho fascinante que alia intensidade e delicadeza. |
Características
| Região: |
Rioja |
| Castas: |
100% Tempranillo |
| Estágio: |
12 meses em barricas de carvalho francês de 12 tanoarias distintas |
| Teor Alcoólico: |
14% |
| Produção: |
8.000 garrafas |
| Enólogo: |
Benjamín Romeo |
| País: |
Espanha |
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O nosso Preço: 1 x 52,40 EUR
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| Quinta do Crasto 1997 |
A vida moderna obriga a correrias permanentes, ritmos frenéticos e agitados, vidas intensas e delirantes. Vidas activas sem tempo para quebras, paragens ou meditações. Ritmos esgotantes! Por vezes sentimos necessidade de parar para pensar. De fazer uma pausa, uma interrupção na procura constante da última novidade, da última notícia, do último grito, do último lançamento. Andamos tão preocupados com a próxima colheita, com "the next big thing" que nos esquecemos constantemente de voltar ao passado, de apreciar colheitas anteriores, de apreciar a vida. Sinal da urgência dos tempos modernos!
O que temos estado a perder nesta procura incessante pela novidade? Foi com este espírito presente que decidimos desenterrar um tesouro de um passado não muito distante, um vinho tresmalhado da adega particular de um dos mais reputados produtores portugueses, a Quinta do Crasto. São poucas, muito poucas garrafas. Um lançamento, ou melhor, um relançamento, 11 anos após a vindima, que conseguimos desviar para o nosso clube. O resgate de um vinho esquecido na adega. Um vinho único e irrepetível de um ano excepcional, um vinho que alarga perspectivas e horizontes. Afinal, a história do "Douro moderno" é quase virgem nestes vinhos velhos de uma década. E são vinhos como este Quinta do Crasto 1997 que nos ajudam a tirar dúvidas sobre o enorme potencial do Douro. Mas é também este vinho que acaba por nos lançar em autênticas dúvidas existenciais. Como é que um vinho que nunca passou por madeira pode estar tão jovial, tão fresco, tão frutado, imune ao passar do tempo?
Porque este Quinta do Crasto 1997 é muito mais que uma mera curiosidade. É um grande vinho do Douro! Um vinho enganador que, em prova cega, passa sempre por mais jovem. Uma ocasião única para poder ver de perto a história do Douro. E deste não há mais... |
Características
| Região: |
Douro |
| Castas: |
Vinha velha misturada |
| Estágio: |
Inox |
| Teor Alcoólico: |
13,5% |
| Enólogo: |
Dominic Morris |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2 x 37,50 EUR
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| R de Rieussec 2006 |
Não, não, os vinhos de Bordéus não são necessária e obrigatoriamente tintos. Sim, é mesmo verdade! Acreditamos que a revelação poderá constituir um choque cultural para muitos, mas, na realidade, Bordéus não é apenas terra de tintos. É verdade que esta história é um segredo bem guardado, preservado de olhares indiscretos, mas as terras bordalesas escondem alguns dos brancos mais originais de França. Brancos secos, brancos de mesa, em oposição aos famosos vinhos de colheita tardia, os mais que célebres Sauternes. Brancos que assentam maioritariamente em duas castas, a Sémillon e a Sauvignon Blanc, com uma ou outra incursão por uma terceira casta, a Muscadelle (sem qualquer relação de parentesco com a casta Moscatel). Afinal, rigorosamente as mesmas castas que entram nos lotes tradicionais de Sauternes.
E foi em Sauternes que nasceu Rieussec, um dos nomes mais sonantes da denominação, um dos pilares e sustentáculos da imagem de Sauternes. Tomou forma em 1790, como casa independente, e é hoje pertença dos Domaines Barons de Rothschild, do ramo Lafite-Rothschild. As vinhas são confinantes com Yquem, o eterno rival, o invariável adversário. Quando Yquem decidiu lançar o seu "Y" de Yquem, um branco seco de elevada cotação, Rieussec não quis ficar na sombra. Pouco tardou até Rieussec lançar um branco seco da sua autoria, o "R" de Rieussec que aqui apresentamos em primeira-mão. Um vinho raro e exclusivo, pelo menos para os padrões de Bordéus. Um branco resultante do lote das duas castas nobres de Bordéus, a deliciosa Sémillon com a expressiva e vibrante Sauvignon Blanc. Um branco nascido da primeira passagem de vindima, da rigorosa e cuidada selecção das poucas uvas sãs, não afectadas pela podridão nobre, pelo fungo Botrytis Cinerea. Um branco cristalino e frutado, nervoso e fresco, límpido e certeiro. Um branco original, diferente de tudo a que estamos habituados, um branco para os maluquinhos do vinho. Afinal, não é mesmo isso que somos, verdadeiros apaixonados pelo vinho?
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Características
| Região: |
Bordeaux Blanc |
| Castas: |
50% Sémillon, 50% Sauvignon Blanc |
| Estágio: |
20% em barricas novas e 80% em inox |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Produção: |
24.000 garrafas |
| País: |
França |
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O nosso Preço: 1 x 17,60 EUR
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| Pape 2006 |
Com Álvaro de Castro a incógnita é uma constante e a surpresa a única garantia! Com Álvaro de Castro já nos habituámos a esperar o inesperado, a prever o imprevisível. É fácil, muito fácil, sonhar e fantasiar com os vinhos que vêm de Pinhanços. Ano após ano novos vinhos chegam ao mercado, novas combinações de castas, novas experiências, novos desafios, novas "loucuras". Condições espontâneas para poder prever um desastre iminente. Mas, por qualquer obra de magia, por qualquer estado de graça, os vinhos de Álvaro de Castro conseguem sempre arrancar um sorriso de satisfação, um olhar de aprovação.
O Pape é um dos exemplos emblemáticos desta capacidade criativa de Álvaro Castro. O estranho nome, sem qualquer conotação religiosa, procede da contracção das palavras Passarella e Pellada, as duas quintas que dão berço ao Pape. Duas quintas de perfil e estilo diferenciados, apesar de distarem pouco entre si. O Pape sempre foi o vinho mais íntimo de Álvaro de Castro, o vinho feito à imagem do criador. É este o gosto pessoal de Álvaro de Castro. Vinhos difíceis e rigorosos, austeros, mas terrivelmente compensadores e com uma surpreendente capacidade de envelhecimento. Se as primeiras edições do Pape pareciam menos fundamentalistas, menos radicais, com a recente alteração do lote, com a entrada da Baga e a saída da Tinta Roriz, o Pape tornou-se mais machão, menos contemporizador¿ mas sempre elegante. E agora, com uma capacidade de guarda ainda superior!
Sim, este Pape 2006 é um daqueles vinhos que os verdadeiros enófilos não vão poder perder. É um vinho poderoso mas contido, atlético sem ser musculado, suavemente perfumado, fresco e equilibrado, como não se supunha que o ano 2006 pudesse ser. Um vinho muito masculino, mas sem nenhum dos tiques de excessos de que enfermam tantos vinhos. Sempre sem precisar de ultrapassar os 13º de álcool! Num mundo tão regrado e padronizado é bom poder contar com surpresas constantes. |
Características
| Região: |
Dão |
| Castas: |
Touriga Nacional, Baga e Alfrocheiro |
| Estágio: |
12 meses em barricas francesas |
| Teor Alcoólico: |
13% |
| Enólogo: |
Álvaro Castro |
| País: |
Portugal |
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O nosso Preço: 2 x 27,00 EUR
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Selecção de Julho - 6 Garrafas |
| Produto |
O nosso Preço |
| La Cueva del Contador 2002 |
1 x 52,40 EUR |
| Quinta do Crasto 1997 |
2 x 37,50 EUR |
| R de Rieussec 2006 |
1 x 17,60 EUR |
| Pape 2006 |
2 x 27,00 EUR |
| Totais: |
199,00 EUR |
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