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Selecção de Janeiro/Fevereiro
 
Selecção de Janeiro/Fevereiro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Tares P.3 2006 1 x 44,40 EUR
Cavalo Maluco 2008 2 x 27,90 EUR
Maquia 2009 2 x 12,50 EUR
Rui Reguinga Terrassus do Douro 2009 1 x 19,80 EUR
Totais:   145,00 EUR
Tares P.3 2006

Durante anos a região passou mais ou menos desapercebida dentro e fora de Espanha, afastada dos holofotes mediáticos que apontavam essencialmente para as regiões de Rioja e Ribera del Duero, seguidas mais tarde pela emoção vinda das regiões de Priorato e Toro, deixando o nordeste espanhol num estado de semi clandestinidade, num limbo estacionário em que poucos acreditavam. Se cedo todos acordaram para o tremendo potencial da Galiza e zonas adjacentes para a elaboração de vinhos brancos, poucos foram os que reconheceram mérito nas denominações da região para os vinhos tintos, então considerados demasiado acídulos, frios, ligeiramente vegetais, tensos e minerais, agrestes e intensos, sem a suavidade sedosa e a potência desmesurada dos vinhos das restantes regiões quentes de Espanha.

E de repente, quando todos começámos a ficar fartos de vinhos quentes e opulentos, vinhos pretos de final adocicado e fruta xaroposa, os vinhos frescos do nordeste de Espanha entraram em acção. Num ápice descobrimos as virtudes de um estilo a que não estávamos habituados, desenterrando castas estranhas e vinhas centenárias quase esquecidas que revelaram uma personalidade memorável, oferecendo vinhos simultaneamente delicados e empertigados, perfeitamente adaptados à mesa, vinhos que apesar de não nos fazer soltar gritos de espanto terminam com uma garrafa vazia no final da refeição... ao contrário de muitos outros vinhos explosivos que nos enjoam ao final do primeiro copo. E este Tares P.3, de vinhas centenárias da casta Mencía, mostra-se virtualmente opaco, impressionando pelo volume e dimensão, pela forte mineralidade, pelo fortíssimo apelo e peso das especiarias. Os fumados da madeira, a fruta bem madura e um leve toque rústico de notas animais completam o quadro. Concentrado mas mediano na estrutura, telúrico, enérgico mas seguro na acidez, é um tinto de expressão genuína e cândida do terroir, um espelho abençoado do imenso património de vinha velha. Para guardar.

Características
Região: Bierzo
Castas: 100% Mencía de vinhas centenárias
Estágio: 15 meses em barrica
Teor Alcoólico: 14%
Produção: 4.500 garrafas
País: Espanha
O nosso Preço: 1 x 44,40 EUR

Cavalo Maluco 2008

Administrativa e legalmente os vinhos da Herdade de Portocarro, a sul de Alcácer do Sal, estão integrados nos vinhos regionais das Terras do Sado, em Setúbal, embora geográfica e racionalmente se coloquem muito mais próximos ao Alentejo. Contudo, rejeitando qualquer senha de identidade regional, os vinhos de Portocarro desligam-se de etiquetas e chavões, afirmando-se pela sua identidade própria, apartando-se de catalogações fáceis. São vinhos de personalidade forte, confirmando a originalidade do projecto, demonstrando que é possível fazer diferente... e bem! Se no início de vida deste projecto arrojado tinham sido os Anima a sustentar a singularidade, este ano essa empreitada foi transferida para o Cavalo Maluco 2008, um vinho gigante e quase alienado, simultaneamente bruto e sedutor, disposto a conceder uma verdadeira roda-viva de emoções.
Tudo nele é superlativo e invulgar, do estilo à escolha de castas, do temperamento à frescura, do estilo ao nome. O nome, diga-se, traduz uma homenagem ao chefe Sioux Crazy Horse, que resistiu á ocupação e destruição das terras do seu povo mantendo-se fiel ao seu código de honra, sugerindo uma procura de perfeição e respeito pelo terroir do mesmo tom. Para esse propósito Mota Capitão juntou neste lote as castas durienses Touriga Nacional e Touriga Franca, a que decidiu temperar com a casta bordalesa Petit Verdot, aqui a cumprir o papel que habitualmente lhe está reservado, de sal e pimenta.
Desta combinação resultou um vinho profundo em que a tonalidade quase negra lança logo os primeiros sinais de alarme sobre os desenvolvimentos que se seguem, um tsunami de emoções comandadas por uma boca felina, num corrupio doido de taninos imperiais, acidez feroz, fruta bem comportada, e estrutura hercúlea que o conduzem para um final absolutamente apoteótico. Por ora deixe-o a repousar na garrafeira que a boca ainda está demasiado espevitada, mas saiba que tem vinho para os próximos quinze anos.

Características
Região: Terras do Sado
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Petit Verdot
Teor Alcoólico: 14%
Enólogo: Paulo Laureano e Mota Capitão
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 27,90 EUR

Maquia 2009

O Douro não deixa de nos espantar. Quando se pensa que já estava tudo descoberto, quando se admite não haver mais surpresas, o Douro volta a espantar entregando ainda mais um vinho espantoso e inesperado, um vinho único e irrepetível, um vinho que só poderia ter nascido nesta paisagem tão agreste moldada pela mão do homem. E desta vez de um personagem também ele único e irrepetível, um desconhecido para a maioria, um homem low-profile... apesar de ser um homem profundamente ligado ao Douro, nascido e criado nesta terra, conhecedor do Douro como poucos. Álvaro Martinho, um homem da vinha e da viticultura, prefere as conversas à volta da mesa às conversas à frente de uma câmara, soltando um rol infindável de pequenas estórias sobre o Douro, histórias hilariantes da sua banda musical, das suas vinhas, das suas primeiras idas ao Porto quando viu pela primeira vez um elevador e escadas rolantes, sem esconder o grande amor que sente pelas suas vinhas perto do Pinhão.
Vinhas velhas e muito velhas onde guarda um lote de variedades hoje quase perdidas, castas abandonadas pelo tempo como a Malvasia Preta ou o Cornifesto, revelando um Douro profundo e sério, um Douro rural e puro que tende a desaparecer. Em boa hora o jovem Álvaro Martinho decidiu engarrafar este Maquia das vinhas mais velhas, para além do vinho que já costumava vender em garrafa e garrafão, confiado no armazém aberto de onde os seus clientes se serviam em regime livre, deixando o dinheiro numa gaveta da secretária cada vez que levavam uma garrafa para casa. É este o espírito de um Douro que Álvaro Martinho preserva com este Maquia 2009, um tinto intenso e complexo, simultaneamente frutado e especiado, o nariz surge bem composto pela cereja, ameixa, pimenta branca, cravinho, caixa de charuto e ervas aromáticas. Jovem e irrequieto, surpreendentemente sedoso e macio na boca, de taninos sólidos mas doces. Uma bela surpresa, num vinho que não deve perder de vista.

Características
Região: Douro
Castas: Vinhas velhas misturadas
Teor Alcoólico: 14%
Enólogo: Álvaro Martinho e Dirk Niepoort
País: Portugal
O nosso Preço: 2 x 12,50 EUR

Rui Reguinga Terrassus do Douro 2009

Rui Reguinga dispensa apresentações, sendo hoje seguramente um dos enólogos mais conhecidos e reconhecidos de Portugal, um dos mais prolíficos e um dos mais capazes da nova geração da enologia nacional. Ribatejano de nascimento e alentejano por opção e adopção, Rui Reguinga tem regulado o seu percurso profissional pelas paisagens do sul do país, alternando entre o Alentejo e o Tejo, onde aliás, para além das numerosas consultorias que assina, assume dois projectos pessoais que tantas alegrias lhe têm dado. Sim, é verdade que Rui Reguinga já se tinha expandido até ao norte, até ao Dão, onde rubricou alguns dos grandes vinhos da região. Mas raramente o tínhamos visto a norte do Mondego, embora todos soubéssemos da sua ambição de sempre em edificar um vinho no Douro...
E agora, finalmente, a coisa proporcionou-se! Quando Rui Reguinga teve oportunidade de deixar a sua assinatura no Douro não hesitou um segundo. Porque o Douro é um desafio, com castas desafiantes, de onde surgem alguns dos vinhos mais mediáticos de Portugal, dentro e fora de fronteiras, e a vontade de experimentar é sempre grande. Depois de uma larga experiência nacional e internacional com a Touriga Nacional, consubstanciada nas suas interessantes experiências com a variedade na Argentina e no seu sucesso no Dão, o Douro apresentava-se como um repto impossível de recusar para ver como a Touriga Nacional se comportava nesta denominação tão especial. O resultado está à vista nesta primeiro vinho de Rui Reguinga no Douro, incluído no seu projecto pessoal, patente na cor negra profunda com que se apresenta. Rico e guloso, frutado e cheio, intenso mas surpreendentemente fresco, mostra uma estrutura cheia e imponente, suavizada pelos taninos aveludados que marcam o final de boca. Um Douro carnudo e convicto que marca uma estreia auspiciosa na região.

Características
Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Estágio: 16 meses em barricas de carvalho francês
Teor Alcoólico: 14%
Enólogo: Rui Reguinga
País: Portugal
O nosso Preço: 1 x 19,80 EUR


Selecção de Janeiro/Fevereiro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Tares P.3 2006 1 x 44,40 EUR
Cavalo Maluco 2008 2 x 27,90 EUR
Maquia 2009 2 x 12,50 EUR
Rui Reguinga Terrassus do Douro 2009 1 x 19,80 EUR
Totais:   145,00 EUR
 
 
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