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Selecção de Janeiro/Fevereiro - Esgotado
 
Selecção de Janeiro/Fevereiro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Ultreia 2008 2 x 39,50 EUR
Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2007 1 x 45,50 EUR
Vinhas do Infinito Intenso Reserva 2008 2 x 12,90 EUR
Muxagat Tinta Barroca 2010 1 x 8,70 EUR
Totais:   159,00 EUR
Ultreia 2008

O nome do vinho é galego, o enólogo é galego, mas o vinho é profundamente duriense no carácter e no estilo, ainda que suficientemente diferenciado para se perceber a mão e o espírito de quem o projectou. O nome Ultreia, palavra estranha e pouco intuitiva, é um vocábulo galego de ânimo dos tempos antigos, sobejamente conhecida por todos aqueles que se lançaram na aventura do caminho de Santiago, uma palavra continuamente gravada nos muros que bordejam o caminho, incentivando a continuar a peregrinação até ao destino. Ultreia que se transformou num dos nomes predilectos de Raúl Peréz para reconhecer os projectos em que se envolve de forma mais activa e apaixonada, naquele que hoje é unanimemente considerado com uma das referências indispensáveis de Espanha, o grande ideólogo dos vinhos do nordeste de Espanha, a região coqueluche do momento na grande cena dos vinhos internacionais.

Raúl Peréz, reservado e meditativo, um pouco excêntrico nas suas opções, conseguiu, apesar do seu ar de anti-herói, transformar-se na grande figura internacional de Espanha. Os seus vinhos de garagem têm sido elogiados até à exaustão por nomes tão díspares quanto Robert Parker, Jancis Robinson, Wine Spectator ou El Mundo Vino, transformando tudo aquilo que toca em ouro, oferecendo vinho que são avidamente disputados por coleccionadores do mundo inteiro. Agora, a convite de Dirk Niepoort, decidiu fazer um vinho no Douro, socorrendo-se de duas vinhas velhas de castas misturadas, apresentando este Ultreia 2008, um vinho austero e profundo, preciso e rigoroso, duro e intransigente. Sim, não é um vinho para principiantes ou amantes da fruta gulosa. Rijo e imperial na estrutura óssea, carnudo e musculado, consegue ser simultaneamente seco e suave, rígido e sedoso, tenso e dócil, terminando amplo e interminável. Pode deixá-lo a descansar na garrafeira que ele não se vai incomodar durante os próximos 15 a 20 anos!

Características
Região: Douro
Castas: Vinhas velhas misturadas
Teor Alcoólico: 14,5%
Enólogo: Raúl Peréz
O nosso Preço: 2 x 39,50 EUR

Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2007

Que os vinhos da Quinta do Mouro são absolutamente excepcionais é um facto adquirido que hoje já não apresentará grande novidade. Que os vinhos da Quinta do Mouro asseveram uma personalidade única, um estilo inimitável, um poder de fogo ímpar, é uma afirmação que também já não será capaz de sobressaltar. Que os vinhos da Quinta do Mouro se encontram regularmente entre os melhores do Alentejo e de Portugal é uma afirmativa que há muito deixou de ser controversa. O terroir, o cuidado extremo com a vinha, a qualidade da consultoria enológica, mas, sobretudo, o génio e a alma de Miguel Louro explicam o sucesso e o carácter vincado dos vinhos da Quinta do Mouro.

A abordagem muito pouco ortodoxa de Miguel Louro, da vinha à adega, bem como a irreverência clássica e a sua incrível capacidade de assumir riscos, são reflectidas nos vinhos, consagrando vinhos puros e duros, incapazes de se dobrar em qualquer compromisso. E esse é mesmo um dos muitos prodígios da Quinta do Mouro, produzir vinhos únicos, inimitáveis, vinhos de autor e de terroir que traduzem um espaço e uma filosofia muito própria. Mas nenhum dos vários vinhos de Miguel Louro traduz de forma tão fiel este espírito como os extraordinários Quinta do Mouro Rótulo Dourado, vinhos notáveis na dimensão, amplitude, elegância e força. Esta edição de 2007, um dos bons anos do Alentejo, mantém a traça de edições anteriores, devaneando entre o vigor absoluto e uma gentileza infinita, abraçando um exercício permanente de confrontos e harmonias, numa tensão ininterrupta que mantém o vinho fresco e grave, sereno e triunfal. A boca termina ampla, épica e dramática, sempre em crescendo, sem qualquer oferecer sinal de hesitação. Um grande vinho do mundo, imponente e impressionante. A beber agora ou a guardar por muitos anos.

Características
Região: Alentejo
Castas: 48% Alicante Bouschet, 27% Aragonês, 16% Touriga Nacional e 7% Cabernet Sauvignon
Estágio: 18 meses em barricas novas de carvalho francês de 300l
Teor Alcoólico: 14,5%
Enólogo: Miguel Louro e Luis Duarte
O nosso Preço: 1 x 45,50 EUR

Vinhas do Infinito Intenso Reserva 2008

Andamos todos imersos nos vinhos que nos chegam do Douro e Alentejo, sempre à procura da grande novidade do ano, sempre à procura de novos projectos, sempre em busca de mais uma surpresa que chegue de uma das duas regiões... enquanto tantos outros vinhos, de tantas outras regiões nacionais, nos passam completamente ao lado, relegados para fora da batalha que divide as duas regiões mais mediáticas de Portugal. E enquanto isso algumas das regiões nacionais vão dando passos largos no caminho do sucesso, trabalhando sem alarido, engordando a lista dos bons vinhos nacionais, actuando de forma discreta mas segura.

De entre todas há uma que se começa a destacar de forma clara do pelotão, ganhando novos defensores a cada virar da esquina, anunciando vinhos cada vez mais elegantes e sólidos, de personalidade própria, com uma elegância e frescura que nem sempre abunda por outras paragens. Essa região é evidentemente o Dão, uma das clássicas de Portugal que parece agora renascer das cinzas em que se tinha afundado num passado recente. A melhor prova do ressuscitar do Dão advém do interesse crescente de tantos enólogos do Douro e Alentejo em conhecer e trabalhar na região, como consultores ou com projectos de autor, numa prova cabal do potencial do Dão.

Quem há muito não consegue resistir aos encantos do Dão é Celso Pereira, riscando dois vinhos novos que urge serem conhecidos. Dois vinhos do Dão desenhados em harmonia com o modelo clássico da região que aponta para as notas de caruma, corpo delgado mas tenso, acidez viva e final austero. Um modelo de que é impossível não gostar, sobretudo quando a mão segura de Celso Pereira acrescenta um vinho seco e vivo, com notas de resina, terra molhada, mirtilos e frutos do bosque. Um vinho que impressiona pela vivacidade dos taninos, pela robustez e austeridade da boca, num estilo puro e duro, sem artifícios, com um apreciável potencial de envelhecimento.

Características
Região: Dão
Teor Alcoólico: 14%
Enólogo: Celso Pereira
O nosso Preço: 2 x 12,90 EUR

Muxagat Tinta Barroca 2010

O destino está traçado, mal olhamos para o Douro logo esperamos por vinhos densos e carnudos, imensos e cheios de garra, vinhos poderosos e alterosos, vinhos que impressionam pela amplitude e dimensão, num estilo vigoroso que nos habituámos a associar à região. É do Douro que saem muitos dos vinhos mais cotados e desejados de Portugal, muitos dos vinhos mais bem pontuados pela imprensa nacional e internacional, vinhos pujantes e enérgicos, já habituados aos elogios mais aparatosos. Mas o Douro é muito mais que um estilo, por muito bom que este seja, muito mais que um cliché, muito mais que uma colecção de nomes sonantes. O Douro é também as vinhas dos altos, as vinhas mais frescas, das castas menos aproveitadas, dos estilos mais arrojados, dos projectos menos mediáticos e menos convencionais.

De entre os empreendimentos menos convencionais do Douro destaca-se o projecto intimista de Mateus Nicolau de Almeida, filho de João Nicolau de Almeida, patrono dos vinhos Mux e Muxagat de Foz Côa, lá dos altos do Douro. Todos eles interessantes e inovadores, oferecendo uma visão mais fresca e retemperadora do Douro... embora nenhum se pronuncie de forma tão revolucionária como este Tinta Barroca, uma variedade que raramente é vista assim a solo, desacompanhada, apresentada num estilo delicado e levemente vegetal, simples mas terrivelmente atraente, misturando frescura e fruta num ambiente original. Numa aproximação mais ligeira quase que se poderia dizer que este Tinta Barroca se apresenta num estilo de "vinho novo", ao jeito de maceração carbónica, repleto de fruta suave e elegante, estupidamente fresco e leve, apresentando-se suave e macio na boca. Um vinho fácil e directo, simples sem nunca ser simplista, curioso e original, um tinto que pode funcionar especialmente bem à mesa, sobretudo com pratos mais gordurosos e não demasiado pesados. Um vinho a descobrir!

Características
Região: Douro
Castas: 100% Tinta Barroca
Estágio: 9 meses em cubas de cimento
Teor Alcoólico: 13%
Enólogo: Mateus Nicolau de Almeida
O nosso Preço: 1 x 8,70 EUR


Selecção de Janeiro/Fevereiro - 6 Garrafas
Produto O nosso Preço
Ultreia 2008 2 x 39,50 EUR
Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2007 1 x 45,50 EUR
Vinhas do Infinito Intenso Reserva 2008 2 x 12,90 EUR
Muxagat Tinta Barroca 2010 1 x 8,70 EUR
Totais:   159,00 EUR
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